Confesso que li: O Poder dos Seis [Resenha]

Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571219
Páginas: 320
Título Original: The Power of Six (Lorien Legacies #2)
Série: Os Legados de Lorien (#2)
Nota: 5 Estrelas

Sinopse: O planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais. O Número Um foi morto na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Tentaram pegar o Número Quatro, John Smith, em Ohio, e falharam.
Em “O poder dos Seis”, John e a Número Seis se recuperam da grande batalha contra os mogadorianos, de quem ainda fogem para salvar a própria vida. Enquanto isso, a Número Sete está escondida em um convento na Espanha, acompanhando pela Internet notícias sobre John. Ela se pergunta onde estão Cinco e Seis, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, cujos poderes vão além de tudo o que ela já imaginou, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes. (Skoob)

Comentei na resenha de “Eu sou o Número Quatro” que havia estranhado um pouco a releitura do livro. Por pouco mais de um ano, eu tive a série “Os Legados de Lorien” entre as minhas favoritas, porém, ao reler o primeiro volume, não foi exatamente como eu me lembrava e isso acabou me deixando com dúvida sobre os outros livros. Mas, agora que acabei de reler “O Poder dos Seis”, posso reafirmar o quanto eu amo essa série e o quanto a recomendo.

O liro começa em um ritmo mais tranquilo que o fim do livro anterior, mas não tão parado quando o começo de “Eu sou o Número Quatro”. Logo no primeiro capítulo somos apresentados a uma nova personagem, Marina, a Número Sete, que possui seu próprio POV (ponto de vista). A narrativa passa a ser dividida entre ela e John, que está em fuga pelos EUA com Sam e Seis, depois de ter explodido sua escola em Paradise, Ohio, e ser considerado um terrorista. Essa mudança na narrativa já deixa “O Poder dos Seis” bem mais dinâmico que seu antecessor, já que, mesmo com a necessidade de alguns capítulos mais explicativos da Marina, para que pudêssemos conhecer seu passado e sua situação, temos os capítulos que desenvolvem a história de John, Sam e Seis, que já estava em andamento desde o livro anterior e por isso flui melhor.

Quanto aos personagens, a Seis e a Marina são um bom alívio para os personagens mais clichês do livro anterior. As duas são reais, cheias de dúvidas e incertezas, forças e fraquezas, e passam longe de qualquer lugar comum. Até mesmo o John, que eu acho um  porre quando está com a Sarah, se revela bem mais natural e menos insuportável quando está na companhia de Seis e Sam. Apesar de ainda estarem presos às descrições do livro anterior, John e Sam começam a se expandir um pouco mais, a fugir da mesmice do “super herói” e do “super nerd”. Após a morte de Henri, John precisa amadurecer, e mesmo isso ainda trazendo certos clichês, já oferece uma profundidade ligeiramente maior ao personagem. Mas a rainha do livro é, sem sombra de dúvidas, Seis, que rouba todas as cenas em que toma parte.

Em síntese, apesar de ter ficado um pouco desgostosa com a releitura de “Eu sou o Número Quatro”, a releitura de “O Poder dos Seis” veio para me confirmar porque amo tanto essa série. A escrita já fica mais fluida e envolvente, os personagens ficam mais interessantes e a trama começa a tomar um rumo mais sedutor, respondendo algumas perguntas do livro anterior e propondo novos questionamentos ao mesmo tempo. Depois de ler esse livro, é impossível não querer continuar a série.

Anúncios

Confesso que li: Eu sou o Número Quatro [Resenha]

Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570137
Páginas: 352
Título Original: I am Number Four (Lorien Legacies #1)
Série: Os Legados de Lorien (#1)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: “Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo.
O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro.
Eu sou o próximo.”

Até onde vai a sede de morte e destruição? Os mogadorianos destruíram todos os recursos de seu planeta e se voltaram para o planeta habitado mais próximo: Lorien. Em um ataque que pegou a todos de surpresa, os assassinos frios de Mogadore destruíram Lorien e dizimaram sua população. Mas, enquanto a batalha ocorria, uma nave – a única que ainda estava inteira – conseguiu escapar de Lorien com 19 passageiros a bordo. Nove crianças, membros da Garde – a força de defesa de Lorien, com poderes e habilidades especiais – seus Cêpans – os mentores das crianças, responsáveis por ajudarem em seu treinamento e desenvolvimento – e o piloto. Depois de uma longa viagem os lorienos chegaram ao planeta Terra, onde se espalharam pelos quatro cantos do globo, aguardando o dia em que seus poderes estariam desenvolvidos, seu treinamento estaria completo e eles estariam prontos para trazer a justiça aos mogadorianos e repovoar Lorien.

Mas os mogadorianos seguiram os lorienos até o planeta Terra e começaram a caçá-los um a um. Um feitiço realizado por um Ancião de Lorien antes de as crianças embarcarem na nave provou-se a única forma de garantir que elas não seriam mortas imediatamente: a cada criança foi dado um número, e elas só poderiam ser mortas naquela ordem. Caso uma criança fosse atacada “fora da ordem”, o dano seria revertido para a pessoa que a atacou. E a única forma desse feitiço ser quebrado seria se os membros da Garde se uniram.

Dez anos se passaram desde que a nave loriena chegou em nosso planeta e os lorienos passaram a se esconder entre os humanos. Enquanto tentava aproveitar um dos raros momento de descontração em seu último endereço (já havia perdido as contas de quantas vezes se mudara nos últimos anos), o Número Quatro sente uma queimação em sua perna e uma cicatriz, sua terceira, surge em seguida. Ele sabe o que isso significa, sabe o que aconteceu e quais serão as consequências. O Número Três está morto. Os mogadorianos virão atrás dele agora. Estará ele pronto? Quando finalmente irá parar de fugir e se esconder?

Li quatro livros desta série no ano passado e fiquei tão fascinada e encantada que a coloquei na minha lista de séries preferidas de todos os tempos. Cada vez que alguém me pedia uma recomendação de série, automaticamente soltava Os Legados de Lorien. O quinto livro foi lançado este mês e, como tenho uma memória realmente muito fraca, resolvi reler a série desde o começo. E, enquanto lia “Eu sou o Número Quatro” só conseguia pensar: foi esse livro mesmo que eu li e me apaixonei?

Veja bem, tão logo comecei a leitura, fui ler algumas críticas e resenhas no Goodreads e acho que isso me fez perceber algumas coisas que não tinham me incomodado tanto em minha primeira leitura. Essa releitura realmente me fez perceber algumas coisas que eu não tinha percebido na primeira vez, ou simplesmente não tinham me chamado tanto a atenção. E, infelizmente, este primeiro volume de Os Legados de Lorien não é tão bom quanto eu me lembrava – pelo menos não completamente.

O início da história tem um ritmo bem lento e tranquilo, a sensação de que temos é que nada acontece. Depois de receber sua terceira cicatriz – parte do encantamento lórico, que indica que um dos lorienos morreu -, Quatro e seu Cêpan Henri preparam-se para mudar de casa mais uma vez. Abandonam o calor da Flórida para se mudarem para Paradise, Ohio, onde Quatro adota seu novo nome, John, que o acompanha por toda a duração da série. Neste início do livro temos toda a apresentação do universo de Os Legados de Lorien, quem são os lorienos, os mogadorianos e como seus caminhos se cruzaram. Descobrimos sobre a missão dos lorienos na Terra, de se fortalecerem e desenvolverem seus Legados – como são chamados os poderes e habilidades que cada um dos membros da Garde desenvolverá – até estarem prontos para derrotar os mogadorianos e trazer a vida de volta a Lorien. E também descobrimos que os mogadorianos não estão na Terra apenas para caçar os sobreviventes, mas também para dominar o planeta. Não destruindo tudo, como fizeram em Lorien, mas possivelmente dizimar a raça humana e estabelecer a Terra como sua nova morada (e não, isso não é spoiler).

Ao mesmo tempo em que é bom descobrir todos esses (e outros elementos), nessa releitura eu realmente senti um pouco mais forte essa sensação de “nada acontece” no começo do livro. John e Henri se mudaram para a pacata cidade de Paradise, e a impressão que me deu é que o início da história acabou assumindo o mesmo tom pacato. Não é do tipo que te faz largar o livro e nunca mais querer pegar na mão, mas ficar ansiando por alguma ação ou emoção, já que a premissa da história parece prometer isso a torto e a direito.

Lá pela metade do livro, por volta do capítulo 18, temos o primeiro boom de adrenalina real (não que nada ocorra antes disso, mas é o primeiro momento em que o livro realmente fica acelerado) e aí vemos onde a série se destaca, e muito: nas cenas de ação. Mesmo nessa segunda leitura, enquanto me encontrava ligeiramente desanimada por me deparar com algo diferente do que eu me recordava, e mesmo sabendo tudo o que aconteceria, não deixei de me contagiar pelos acontecimentos descritos na noite de Ação de Graças. E não se trata apenas do confronto em si, mas de toda a construção e expectativa.

Neste ponto os autores (James Frey e Jobie Hughes, sob o pseudônimo de Pittacus Lore) trabalham muito bem, desenvolvendo cenários que fazem os leitores, ou pelo menos eu, devorar as páginas. O mesmo se repete nas cem últimas páginas da história, quando você não consegue desgrudar os olhos das páginas por um minuto que seja. Por mais que o livro tenha um começo um pouco lento, do começo ao fim você simplesmente não consegue parar de ler. A narrativa é em primeira pessoa e no tempo presente, o que é até fácil de acostumar, principalmente para quem já leu Jogos Vorazes, que também apresenta este formato de narrativa.

Outro ponto que me incomodou foi o desenvolvimento dos personagens – pelo menos alguns deles. Os principais personagens (John, Sarah, Sam, Mark) ficaram um pouco clichês demais, aquela fórmula pronta do herói, garota perfeita, nerd e valentão (na respectiva ordem dos personagens citados acima). Apesar de eu ainda adorar o livro (estava decepcionada no começo, mas cheguei ao fim lembrando porque amo a série), acho que faltou trabalhar um pouco mais os personagens, e não cair no esteriótipo, na solução pronta. Apesar de pequenas mudanças em cada um deles ao longo da história, o que nós encontramos é a definição quase literal do papel que cada um deles assume, sem permitir que suas personalidades sejam mais exploradas.

E outra coisa que não gostei, e isso eu sei que não gostei na primeira vez em que li também, foi o romance entre John e Sarah. Ah, por Lorien, que casal mais chatinho! Sarah é o cúmulo da perfeição, a garota que desistiu de ser líder de torcida e resolveu ser boa e gentil com todo mundo. Ela tira fotos, assa cupcakes e constrói abrigos para animais em seu tempo livre. E tudo isso com uma aparência impecável, aposto que nem o cabelo saí do lugar. E todo o romance desenvolvido com John é daqueles “amor à primeira vista”, com longas trocas de olhares cheios de significado e perfeição a cada segundo. Desculpe, mas eu não compro isso. Gosto de romances, sou uma romântica incurável, mas o romance desenvolvido é tão doce que chega a me dar dor de dente. Acho que não casou com a história e, diferentemente da parte de ação, os autores erraram a mão – e feio – ao desenvolver essa história de amor. Sei que boa parte da trama se deve ao romance dos dois, mas simplesmente ficou superficial, artificial e “perfeitinho” demais. Nenhum relacionamento é perfeito, e o deles só me deixa irritada.

Também me deparei com algumas coisas na história que parecem não fazer muito sentido, mas acredito que durante o desenvolvimentos dos outros livros (bom, do quinto em diante, pelo menos) elas devem ser solucionadas. E, apesar da crítica ainda parecer completamente negativa, continuo gostando do livro. Queria que a personalidade de alguns personagens fossem mais trabalhadas? Sim. John e Sarah juntos me irritam? Demais! Mas ainda lembro da história dos outros livros, dos personagens e acontecimentos que estão por vir, e não posso deixar de gostar da série. Talvez possa me conformar com “um começo não tão bom para uma série envolvente”.

Li até a página 100 e… #9 – A Vingança dos Sete [Pittacus Lore]

Olá, pessoas da Terra!

Sei que ainda não consegui colocar o blog em dia, mas farei o possível para conseguir isso antes do fim do mês. A correria de fim de ano emendou com a correria no trabalho e fiquei um pouco perdida, mas vou tentar me organizar. Para hoje, volto com a tag “Li até a página 100 e…”, que foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Desde novembro de 2013, estava louca por “A Vingança dos Sete”. Fiquei aguardando o lançamento por mais de um ano e, quando o livro foi lançado, percebi que não lembrava muita coisa e resolvi reler a série. Reli os quatro primeiros livros e… FIQUEI DE RESSACA LITERÁRIA! Meu pai amado, nunca tive uma ressaca literária tão forte quanto essa, já passamos da metade do mês e ainda não consegui ler UM livro inteiro. Estou travada há dias no “A Vingança dos Sete”, mas hoje finalmente cheguei à centésima página. E vamos lá…

Primeira frase da página 100:
“O pôr do sol nos Everglades seria lindo se não fosse pela enorme nave de guerra mogadoriana tapando o horizonte.”

Do que se trata o livro:
Este é, na verdade, o quinto livro da série Os Legados de Lorien. Nesta série, o planeta Lorien foi invadido pelos mogadorianos e os únicos sobreviventes foram nove crianças e seus Cêpans, algo como seus guardiões, que fugiram em uma nave antes que a invasão terminasse e acabaram chegando à Terra. A ideia era que eles crescessem e se fortalecessem, desenvolvessem seus Legados (algo como poderes especiais) e então fossem atrás dos mogadorianos, acabassem com a guerra e retornassem ao seu planeta para revivê-lo. Mas os mogadorianos seguiram os lorienos até a Terra e começaram a caçá-los um a um. Depois de anos de fuga e medo, os membros da Garde – as crianças ainda sobreviventes, as que não foram mortas pelos mogadorianos – finalmente se reuniram e começam a travar a batalha contra seus inimigos.

O que está achando até agora?
Os três primeiros livros tinham uma energia incrível, a ação e a adrenalina ia subindo em um ritmo cada vez mais alucinante, com um livro mais envolvente e agitado que o outro. O quarto livro, apesar de eu ainda achar incrível, teve uma diminuição nesse ritmo, não seguindo a mesma subida dos anteriores, mas o quinto livro parece estar retomando isso. Sim, eu sei que falei que estou travada, que não estou conseguindo ler, mas acho que o problema não está no livro, e sim em mim. Pelo pouco que consegui ler, já vi que o livro está retomando aquele frenesi do segundo e principalmente do terceiro livro, então mal posso esperar para superar meu bloqueio e avançar na leitura.

O que está achando da personagem principal?
Apesar de o primeiro livro ter o John Smith, ou o Número Quatro, como protagonista, do segundo livro em diante nós começamos a ter narrativas por diferentes pontos de vista, e acho que isso quebra um pouco a questão de “personagem principal”. Dos personagens que tiveram POV nesse começo do livro, só me irrito um pouco com o John em alguns momentos, por causa do seu complexo de “Super Homem”, a personificação do herói, do bonzinho, do mocinho, do AAAARGH – chato. O John tem uns momentos bem legais, confesso, mas ele também consegue ser irritante – principalmente quando está com a sara (~fazendo um revólver com a mão e atirando na cabeça~). A Ella é um amorzinho e estou adorando o POV dela, tem sido bem interessante ver as coisas sob a ótima da mais nova Garde, ainda mais porque este foi o primeiro livro a apresentar a história pelo POV dela. E a Seis, não tenho nem o que dizer – uma das minhas personagens preferidas, amo essa menina! Ela é forte, decidida, independente e durona, mas é possível perceber seu lado mais frágil por baixo de toda essa armadura. Ela é real, verdadeira, e amo isso nela.

Melhor quote até agora:
Quase tive uma crise de riso no metrô com essa passagem, então:

– Escondendo-se atrás de seus bichos de estimação! – vocifera o mog. – Vergonhoso. Lute com honra, menino. Chega de truques.
Ergo a mão e sorrio para ele ao notar os pássaros chegando de todas as direções.
– Espere. Só mais um truque.
É então que o rinoceronte cai do céu. (página 85)

Vai continuar lendo:
Sim. Espero destravar em breve e finalmente terminar esse livro.

Última frase da página:
“- Brigar não vai nos levar a lugar algum.”

Confesso que li: A Cura Mortal [Resenha]

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
ISBN: 9788576833888
Páginas: 368
Título Original: The Scorch Trials (Maze Runner #2)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível… uma solução mortal, sem retorno.

Pode conter spoilers dos livros anteriores. Confira as resenhas aqui e aqui

Ainda não consigo definir minha relação com o último livro da trilogia “Maze Runner”. Em alguns momentos, gosto. Em outros, acho que ficou abaixo da expectativa. Pensei muito essa semana, pesando os prós e contras na balança, e acho que cheguei a um meio termo.

wNL7Tq8g1V-m7OjKJh-UQlIULN8GGtyDYwRxgEHsXFo

Depois de passarem por todos os tormentos do Deserto, os sobreviventes do Grupo A e do Grupo B são levados à sede do CRUEL, com a promessa de que todos os testes e Variáveis finalmente chegaram a um fim. Mas Thomas é separado desse grupo ainda no BERG que os resgata do Deserto, e levado a uma cela isolada, onde passa incontáveis dias, lutando para se manter são. A raiva borbulha dentro dele, onde tudo o que ele mais quer é destruir o CRUEL e todos que tiveram alguma coisa a ver com a instituição. Depois de muitos dias, Thomas é reunido aos demais sobreviventes dos Labirintos, que acreditavam que ele estava morto, e todos recebem uma visita do Homem Rato, com a grande revelação: os dois grupos realmente estão infectados pelo Fulgor, mas a maior parte deles é Imune ao vírus. Imune ao que está destruindo todo o mundo. E aí que está a esperança da Cura pela parte do CRUEL. A organização oferece a eles a oportunidade de recuperarem suas memórias, com a parte final dos esforços necessários para obter o Esboço da Cura. Mas nem todos estão satisfeitos com isso, e as suspeitas não param se surgir. Será o caminho certo a seguir?

Como nos dois volumes anteriores, a escrita do James Dashner continua muito envolvente e com um ritmo rápido, fazendo com que o leitor praticamente devore os capítulos. O autor tem um jeito fantástico de narrar os acontecimentos e elaborar a trama do livro, de um jeito que mergulhei completamente na história e não conseguia me desligar por tempo o bastante para deixar o livro de lado. Enquanto Minho, Newt, Thomas e os outros sobreviventes do Labirinto resolvem seus dilemas com o CRUEL e avançam na jornada do que acham ser o certo a fazer, o leitor se prende aos acontecimentos e perde o fôlego, esperando para descobrir qual será o desfecho de toda  trilogia. James sabe como criar um bom suspense, o momento certo para soltar revelações ou virar a trama de ponta cabeça, como trabalhar o drama ou dar um fôlego. É isso que torna a leitura tão fluída e gostosa.

Mas, apesar de tudo isso, o livro não foi tão bom quanto poderia ser – pelo menos na minha opinião. “Por quê?”, você pode estar se perguntando. Porque acho que algumas coisas ficaram mal explicadas ou sem explicação. As pontas soltas da história me impediram de apreciar totalmente a conclusão da trilogia, e em outros casos a conclusão apresentada simplesmente não parecia ser tão boa assim. Como no caso do bilhete do Newt, que eu passei boa parte do livro me perguntando o que diabos ele teria escrito ali, pensando que seria uma coisa de enorme importância, uma grande revelação, fiquei ansiando o momento da leitura por boa parte do livro e, quando chegou, achei completamente desnecessário. A impressão que me deixou, não só pelo bilhete, mas por vários outros encerramentos, é que o autor criou os mistérios para deixar a trilogia envolvente, mas depois não soube como resolver os próprios mistérios que criou. Alguns desfechos foram simplesmente fantásticos, outros, decepcionantes.

No geral, foi um livro bom, mas poderia ter sido ótimo. A conclusão foi satisfatória, foi para um rumo que eu achei convincente, apesar de não ser a melhor alternativa, e deu um fecho condizente com o restante da história. A escrita manteve o mesmo padrão desde o começo do primeiro livro, em um dos ritmos mais alucinantes e envolventes que li recentemente, e cumpriu com excelência a incumbência de me deixar presa do começo ao fim. Acho que faltou apenas explorar um pouco mais as possibilidades, não ficar com o mais seguro, para o livro passar de bom para fantástico.

Confesso que li: Prova de Fogo [Resenha]

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
ISBN: 9788576832997
Páginas: 400
Título Original: The Scorch Trials (Maze Runner #2)
Nota: 4 Estrelas

Sinopse: O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos. Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo. Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar.Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.

Contém spoilers de “Correr ou Morrer”. Confira a resenha do primeiro livro aqui

Depois de praticamente devorar “Correr ou Morrer”, não tive outra alternativa que não fosse emendar “Prova de Fogo” logo na sequência. O epílogo do primeiro livro me deixou de queixo caído, coração na mão e extremamente curiosa. No último trecho do livro, descobrimos que os resgatadores dos Clareanos não são nada mais que parte do CRUEL, agindo daquela forma para lhes passarem uma sensação de falsa segurança, de esperança, antes de entregá-los a uma nova leva de testes e experimentos. É nesse sentimento de traição e pena do Clareanos que começamos a leitura do segundo volume, quando tudo já dá errado desde o princípio.

GtupvwgbyFnL43L2Kqsahg9YO-S8ao-D6xieit48Twg

Após serem levados a um abrigo por seus resgatadores, os Clareanos acreditam que finalmente estão livres das garras dos Criadores, os responsáveis pelo Labirinto, e anseiam por uma vida normal. A noite do resgate parecia prometer que tudo ficaria bem, mas os Clareanos acordam logo pela manhã jogados em um mundo caótico. As janelas do dormitório em que se encontram foram tomadas por Cranks, pessoas infectadas pelo vírus Fulgor e que já começaram a perder qualquer traço de humanidade. Mesmo com as grades da janela separando os Cranks deles, os Clareanos decidem sair do dormitório e encontrar seus libertadores, apenas para descobri-los mortos, pendurados nas vigas do telhado no refeitório, o que indica um perigo ainda maior que os Cranks. Mas Thomas tenta relevar tudo isso, pois está preocupado com outra coisa: Teresa. Desde aquela manhã, Thomas não conseguiu entrar em contato com ela. A ligação que sentia sumiu, a voz em sua mente se calou. Ao partir para o dormitório em que a garota ficou, depara-se com o problema: Teresa sumiu, sem deixar nenhum vestígio para trás, e um garoto, Aris, ocupa seu lugar. Mais perturbador ainda é a placa que estava na porta do dormitório de Teresa, intitulando-a como “A Traidora”. O que significaria tudo aquilo? Sem alternativas que não esperar, os Clareanos são confrontados dias depois pelo Homem Rato, que apresenta o novo teste: todos eles precisam atravessar o Deserto e chegar ao Refúgio Seguro, dentro do prazo estipulado. O preço por não cumprir? Suas vidas…

cvvnsevpJoNtpbqi5-9oOrEAmNUu5dMI_grlpA9iUl0

Ao terminar “Correr ou Morrer”, fiquei com a mesma sensação que tive ao terminar “Jogos Vorazes” – “ok, o que vai acontecer agora?”. Assim como a Arena, o primeiro livro ficou todo centrado na Clareira e no Labirinto, e não sabia ao certo qual rumo a história tomaria agora que os Clareanos haviam escapado das dependências do CRUEL. O epílogo já serviu para direcionar um pouco meus pensamentos, já que deixou claro que as provações continuariam, mesmo que em um ambiente diferenciado. Não sabia ao certo o que esperar do livro ou qual seria o novo teste do CRUEL, mas, pelo que conheci do James Dashner no livro anterior, imaginava que fosse gostar. E gostei. O livro continua na mesma “pegada” forte e enérgica do volume anterior, em que você não consegue parar um minuto. As provações e infortúnios dos Clareanos parecem não ter fim, quando eles se veem passando por prova, depois de prova, depois de prova, lutando para continuarem vivos. Mas, ao mesmo tempo que acompanhamos sua jornada pelo Deserto e pela cidade infestada pelos Cranks, começamos a descobrir um pouco mais sobre o mundo em que eles vivem e o que aconteceu para que ele chegasse àquele ponto. As explosões solares são explicadas um pouco mais a fundo e começamos a descobrir a real intenção do CRUEL – e o que tudo isso tem a ver com o Fulgor, uma doença degenerativa que está destruindo pouco a pouco a humanidade. Apesar de não termos as respostas para todas as perguntas, começamos a receber algumas das respostas, e a fazer outras perguntas. É um ciclo vicioso, na verdade: quanto mais respostas recebemos, mais perguntas surgem. Isso ajuda a manter o ritmo frenético da história, já que não nos resta outra alternativa a não ser continuar lendo, na esperança de finalmente descobrirmos o que diabos está se passando. E o autor consegue trabalhar a história de um jeito que você passa a questionar tudo e a todos, vendo inimigos potenciais e traição a qualquer momento. A vida dos Clareanos está em risco e você só pode segurar o fôlego enquanto torce pelo melhor.

6ylIjnFAqAd5BVvRX7keD6AxOvmP3TiarxjS43uGmxw

Além de conhecer novos personagens, passamos a conhecer um pouco mais dos antigos. Brenda, Jorge e Aris são acrescentados ao grupo central da trama, e Newt e Minho ganham ainda mais destaque. Podemos conhecer um pouco mais a personalidade destes dois últimos, ver como se tornam ainda mais ligados ao Thomas, e como os três passam a assumir e revezar a liderança dos Clareanos. Também vemos a aproximação de Brenda e Thomas, e é nos diálogos dos dois que recebemos as maiores revelações sobre o mundo em que vivem. Apesar de soar forçada e artificial no começo (não pelo autor, mas pela própria Brenda), gostei da relação que se formou entre os dois, apesar de ainda parecer um pouco desnecessária. Em termos geral, vemos um amadurecimento forçados de alguns personagens, após serem levados à situações extremas que a Prova de Fogo impõe. E vemos também um Thomas aflito e preocupado, dividido entre a vontade de desistir e a necessidade de seguir em frente. Apesar de ele ter me parecido muito chato no começo, acabei gostando ainda mais dele nesse segundo livro, de ver como ele precisou se fortalecer para reagir a tudo que o Universo jogava em seu caminho. E como, vez ou outra, ele conseguiu sair um pouco da ladainha de sempre e se mostrar divertido, ou sarcástico, e principalmente determinado.

HZ1KXs6zji0zCZ-N9_aLno5F5SE0pmlQSr3aAUP9xAg

Não sei dizer se gostei mais deste livro ou do primeiro, mas sei que “Prova de Fogo” foi uma ótima continuação para “Correr ou Morrer”. Fora do Labirinto, o autor conseguiu conduzir a história de um jeito que me deixou ainda mais curiosa para o desfecho, apresentando um mundo caótico e lançando a pergunta: o que o CRUEL planeja fazer para remendar este mundo, e qual o papel dos Clareanos (e principalmente de Thomas) em todo esse processo? Enquanto no primeiro livro eles tinham apenas as perguntas, sem saber o que ou por que faziam o que faziam, neste segundo volume os Clareanos já sabem um pouco melhor o que está se passando, ou pelo menos o que estão enfrentando, e é interessante ver como isso muda ligeiramente o padrão de ação. Mais do que reagir, agora é a hora de agir. E James Dashner trouxe isso de forma bem impactante e envolvente nesse segundo volume da trilogia. A única espera é para que “A Cura Mortal” traga  resposta a todos esses questionamentos que foram levantados. Afinal, existe uma cura para o Fulgor?

Confesso que li: Correr ou Morrer [Resenha]

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
ISBN: 9788576832478
Páginas: 426
Título Original: The Maze Runner (Maze Runner #1)
Nota: 4,5 Estrelas

Sinopse: Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar – chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.

Ontem tivemos a estreia de “The Maze Runner”, a adaptação cinematográfica do primeiro livro da série de James Dashner. Fui apresentada à série por uma amiga, que irei visitar semana que vem, e por isso combinamos de assistir ao filme juntas. Já que ainda não posso ir ao cinema, para assistir ao filme, fico com a resenha do livro.

O livro conta a história de um grupo de adolescentes que estão confinados em um espaço que chamam de “Clareira”, e que se organizaram em uma espécie de sociedade para conseguirem sobreviver no dia a dia. A história começa quando Thomas chega à Clareira, em uma estranha caixa de metal (como um elevador) que fica no meio da Clareira, confuso e sem memórias. Ele sabe o nome das coisas, como funcionam e para que servem, todo o seu conhecimento de mundo permanece intacto, mas ele não tem nenhuma lembrança do seu passado, quem são seus pais, como foi sua infância, como foi parar na Clareira ou onde estava antes disso. A única coisa que lembra é seu nome, nem seu sobrenome ou idade lhe pertencem mais. Essa Clareira é cercada por um Labirinto, e diariamente os Corredores o percorrem, tentando encontrar uma saída daquele lugar. Toda noite, os muros de pedra se fecham e selam os Clareanos dentro dos seus limites, isolando-os do que está do lado de fora, e voltam abrir pela manhã. A vida é sempre a mesma, e a ordem é sempre mantida. Uma vez por mês, um Calouro chega. A Caixa também disponibiliza suprimentos e alimentos. Eles cuidam de tudo o que precisam dentro da Clareira, e se organizam da melhor forma possível. Mas ainda existem perigos que eles precisam evitar, como os estranhos Verdugos, criaturas que vivem do lado de fora da Clareira, no Labirinto. E seu mundo parece ser virado de ponta cabeça quando algo novo acontece: no dia seguinte à chegada de Thomas, a Caixa volta a se mover, desta vez trazendo um estranho passageiro – uma garota. Nenhuma garota jamais fora levada à Clareira antes, o que por si só já seria alarmante, mas tudo vira um caos quando ela anuncia que tudo iria mudar, antes de desmaiar e entrar em coma.

Como eu sabia que o filme chegaria aos cinemas agora em setembro, adiei um pouco a leitura de “Correr ou Morrer“, pois tenho uma péssima memória e queria estar com os detalhes mais frescos na mente. Neste primeiro livro de uma distopia inebriante (yaay, distopias ♥), James Dashner nos apresenta aos Clareanos, um grupo de adolescentes sem nenhuma ligação aparente, além da sua perda de memória e do fato de terem sido enviados para viver naquela Clareira. Apesar de a maioria sofrer – e muito – em suas primeiras semanas naquela nova vida, rapidamente eles são inseridos na comunidade e começam a ajudar para manter a rotina, que os mantêm vivos. É a ordem, acima de tudo, que impera no lugar. Sem a ordem, nada funciona, ninguém sobrevive – e sobrevivência é a única coisa que interessa para esses garotos. Enquanto buscam fazer o melhor com o que têm, os Clareanos buscam uma saída para a situação que enfrentam. Os Corredores, a “elite” dos Clareanos, percorrem o Labirinto diariamente, tentando solucioná-lo e tirá-los dali. É neste cenário que Thomas chega, se sentindo tão perdido quanto qualquer outro novato, mas, ao mesmo tempo, com a sensação de que já conhecia tudo aquilo. Apesar de o livro já ter um ritmo rápido desde o começo, demorei um pouco até conseguir entrar na leitura de fato. Muito disso se deve às inúmeras perguntas que não paravam de pular na minha cabeça, eu me sentia perdida e completamente confusa, como se nada fizesse sentido, mesmo com parte do vocabulário usado pelos Clareanos. Mas, quando percebi que era exatamente a mesma maneira que o Thomas provavelmente estava se sentindo, fiquei boquiaberta – o autor conseguiu compartilhar a confusão e a desorientação do protagonista com os leitores. Estamos perdidos porque Thomas está perdido; estamos confusos porque ele está confuso. E que jeito melhor de mergulhar na história do que esse? É só conforme Thomas vai aprendendo mais sobre a Clareira e a vida naquele lugar que vamos nos situando na história, entendendo seu ritmo. E que ritmo, por sinal. Assim como em “O Jogo Infinito”, James Dashner concedeu um ritmo enérgico e envolvente para “Correr ou Morrer”, em uma sucessão de acontecimentos de tirar o fôlego.

Enquanto lia, era impossível não formular milhares de teorias fantásticas, tentando descobrir, junto com os Clareanos, o que é o Labirinto e a Clareira, como foram parar ali e o que os Criadores querem com eles. Ainda assim, foi impossível chegar a uma resposta. O autor amarrou a trama de um jeito que só ele sabe para onde está nos levando, enquanto só nos resta sentar e aproveitar a viagem. É possível deduzir algumas coisas, sim, mas impossível acertar de cara o que está se passando. E cada vez que você pensa que descobriu algo, ou entendeu alguma coisa, o autor o surpreende e te tira daquela trilha, te deixando mais uma vez no escuro e ainda mais ansioso para desvendar os mistérios. E eu sou muito, muito curiosa.

Apesar da história me prender, não consegui me apegar muito aos personagens – pelo menos não nesse primeiro volume. Com exceção do Newt e do Minho (aaah, Minho *-*), acabei não me importando muito com os outros personagens, nem mesmo com o Thomas. Tentei, de verdade, mas não consegui me conectar a eles, ou mesmo me afeiçoar. Respeito o Newt, adoro o Minho e até entendo o Thomas, mas não poderia me importar menos com o Alby e a Teresa. Apesar de o Chuck ter aquele ar de “irmãozinho caçula”, risonho e alegre, também não criei laços muito profundos com ele. Era como se eu observasse tudo através de um painel de vidro, e não como se realmente os conhecesse. Acho que o ritmo do livro acabou sendo tão rápido e enérgico que tivemos pouco tempo para conhecer e realmente gostar dos personagens – pelo menos foi o que aconteceu comigo. Acho que o autor poderia ter gastado um pouco mais de tempo (e páginas) para fazer com que pudéssemos conhecer melhor os Clareanos, dando mais profundidade e autenticidade para os mesmos. Nada que prejudique o nível da história, mas realmente contaria como ponto positivo. E também não consegui me conectar muito com a ligação do Thomas e da Teresa, acho que tudo ficou um pouco fraco e perdido, fora do perfil da história.. Sou uma romântica inveterada, adoro romances, mas 1) não senti essa ligação mística do Thomas e da Teresa e 2) não acho que ao menos fosse necessário um romance na história, ficou desnecessário e vazio…

com 4

No geral, “Correr ou Morrer” foi uma grande surpresa para mim. Fiquei nervosa, angustiada, curiosa e apreensiva. Ri com o Minho e me quase arranquei os cabelos com o Alby. Do momento em que peguei o ritmo da leitura, quase não consegui largar mais o livro, de tão envolvida que estava. Esperava uma boa leitura, sim, ainda mais depois de ler O Jogo Infinito, mas não esperava que fosse gostar tanto. Não entrou na minha lista de favoritos, mas este primeiro livro de Maze Runner realmente me conquistou, cumpriu sua função de me entreter e me deixar louca pela continuação. A história em si já foi fantástica, mas quase morri com o epílogo. Minha vontade era de sair gritando e correndo pela casa, mas provavelmente me achariam maluca. Em pouco mais de uma página, James conseguiu me surpreender mais do que havia surpreendido em qualquer outra parte do livro, quando uma revelação abala tudo o que eu estava esperando depois daquelas páginas finais. Daria cinco estrelas, mas realmente pesou a questão do romance e da falta de ligação com os personagens. Ainda assim, só o bastante para tirar meio ponto, pois o resto da história compensou.

Confesso que li: O Jogo Infinito [Resenha]

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
ISBN: 9788576836896
Páginas: 300
Título Original: The Eye of Minds (The Mortality Doctrine #1)
Nota: 5 Estrelas + ❤

Sinopse: Michael é um gamer. E como a maioria dos jogadores, ele passa quase mais tempo no VirtNet do que no mundo real. O VirtNet oferece total imersão do corpo e da mente, e é viciante. Graças à tecnologia, qualquer pessoa com dinheiro suficiente pode experimentar mundos de fantasia, arriscar sua vida sem a chance de morte, ou apenas ficar com os virt-amigos. E quanto mais habilidades de hacker você tem, mais divertido. Por que se preocupar seguindo as regras quando a maioria delas são idiotas, afinal? Mas algumas regras foram feitas por uma razão. É muito perigoso brincar com algumas tecnologias. E relatórios recentes afirmam que um jogador vai para além do que qualquer jogador fez antes: ele está segurando jogadores reféns dentro do VirtNet. Os efeitos são terríveis, os reféns foram todos declarados com morte cerebral. No entanto, os motivos do gamer são um mistério. O governo sabe que para pegar um hacker, você precisa de um hacker. E eles foram assistir Michael. Eles querem ele em sua equipe. Mas o risco é enorme. Se ele aceitar o seu desafio, Michael terá que ir fora da grade VirtNet. Há becos e esquinas no sistema que olhos humanos nunca viram e predadores que ele não pode nem mesmo imaginar – e há a possibilidade de que a linha entre jogo e realidade será borrada para sempre.

É incrível o quanto você pode adiar a leitura de um livro, pensando que não irá gostar tanto assim, só para depois se encontrar louca para que a continuação saia logo. Essa foi minha experiência com o livro “O Jogo Infinito“, do James Dashner, publicado no Brasil pela V&R Editoras. Ganhei o livro em um encontro para blogueiros parceiros da editora, com a presença do autor (comentei sobre o evento nesse post aqui), mas só mês passado tirei-o da estante para ler. O resultado foi uma agradável surpresa, amei a história e a escrita, e fiquei tão, mas tão curiosa para a continuação, que cheguei a enviar um e-mail para a editora, perguntando se havia previsão de lançamento da continuação aqui no Brasil (o segundo volume em inglês foi lançado no fim do mês passado). Sem mais delongas, vamos à história.

“O Jogo Infinito” conta a história de uma sociedade futurista, em que a realidade virtual é uma constante na vida da sociedade – ao menos daqueles que podem pagar por isso. Tudo corre bem na VirtNet, até que alguns jogadores começam a ser sequestrados e presos dentro do jogo, e seus corpos na Vigília (como é chamado o mundo “real”) ficam vulneráveis, entrando em coma ou estado vegetativo, e muitas vezes chegando a óbito. O SSV, o serviço de segurança da VirtNet, tentou abafar o caso por muito tempo, mas a coisa começou a sair do controle e eles passaram a recrutar jogadores com habilidades especiais de hackear o código da VirtNet para ajudá-los na caça a Kaine, a ameaça responsável por esse cyberterrorismo. Uma dessas pessoas abordadas é Michael, o protagonista da história, que, junto com Sarah e Bryson (seus dois melhores amigos dentro do jogo), parte na busca por Kaine, impulsionado pela promessa de uma recompensa pelo SSV.

Nota mental: da próxima vez, leve um post-it.

Antes de mais nada, preciso ressaltar aqui: este livro não é sobre uma distopia. A história se passa no futuro, mas não em um futuro distópico. Apenas uma sociedade com tecnologia avançada e provavelmente muito tempo livre (brincadeirinha). No bate-papo com o autor, ele disse ter sido influenciado por filmes como “Matrix” e “A Origem”, além do amor seu amor por videogames quando era mais novo. Tudo isso se misturou para criar um livro enérgico e envolvente, que te prende do começo ao fim e você simplesmente não consegue parar de ler. A escrita é muito boa e te prende nos menores detalhes, sem ser cansativa ou desnecessária. O ritmo do livro é uma coisa à parte – se eu comentei que achei a trilogia “Destino” parada, essa promete ser justamente o oposto, pois todo o livro tem um ritmo muito dinâmico, sem deixar cair a peteca nenhuma vez. Neste thriller psicológico, não tem nenhuma parte que você quer pular, ou que acha que o livro ficou cansativo ou chato, é a mesma vibração de ação e aventura do começo ao fim. Você se vê tão envolvido no universo que o autor criou que, quando se dá conta, lá se foram as 300 páginas e você ainda quer mais. E o fim, o que foi aquele fim?! Eu passei boa parte do livro me perguntando qual seria o desfecho, imaginando aqui e deduzindo ali, criando teorias de onde o autor queria me levar. Então, depois da metade do livro, o autor deu uma guinada na história que me fez pensar “aah, ok, agora eu sei o que ele quer”, e, conforme a história avançava, eu ia criando minhas teorias em cima disso. Me achei super ninja, pensando que havia desvendado a história, tudo parecia se encaixar e… ELE FOI LÁ E PUXOU MEU TAPETE! Sério, mesmo! Terminei o livro de queixo caído, pasma e com aquela sensação de “onde foi parar meu chão?“. Não era surpreendida assim há muito tempo, o que eu achei simplesmente fantástico. E o que também ajudou a me deixar mega ansiosa para o próximo livro, pois agora eu preciso saber a continuação da história do Michael.

Os personagens também merecem seu destaque. O trio principal tem uma dinâmica muito legal e gostosa de acompanhar, parecem realmente três melhores amigos, para o que der e vier. O Michael e o Bryson são divertidíssimos, sempre fazendo piadinhas e dando respostas ácidas, o que dá um toque de humor para a narrativa que torna a leitura ainda mais agradável. Eu comentei com alguns amigos, e mesmo aqui no blog, que eles me lembravam super-heróis como o Super Choque, que sempre fazem uma piadinha enquanto enfrentam seus inimigos (tenho problemas, eu sei).  E adorei toda a questão de “amizade virtual”, de eles nunca terem se conhecido e, mesmo assim, serem melhores amigos. Sei que muitas pessoas acham balela, mas conheci duas das minhas melhores amigas desse jeito, e outras tantas pessoas que adoro de paixão, e só conheço através de uma tela. Então ponto positivo para o James por criar uma amizade tão legal e diferente.

Falando em criar, também preciso comentar todo o universo criado por ele. Realidade virtual e tecnologia de imersão não são exatamente novas, mas o jeito que ele trabalhou deixou tudo MUITO perfeito. É o tipo de universo em que eu amaria viver e sei, como um fato, que eu passaria muito tempo conectada à VirtNet, explorando todos os seus jogos e ambientes. Claro, em um ambiente livre das ameaças e perigos que rondam “O Jogo Infinito”, porque a coisa não seria fácil não. Deixando os aspectos negativos de lado, seria um sonho fazer parte de tudo aquilo e seria difícil eu me desconectar. Mas valeria a pena, se fosse parar ler a continuação dessa trilogia. Só espero que saia logo aqui no Brasil, antes que minha curiosidade me consuma 😛

Confesso que li: Wild Cards – Ases nas Alturas [Resenha]

Autor: Vários autores. Editado por George R. R. Martin
Editora: LeYa
ISBN: 9788580448764
Páginas: 400
Título Original: Ases High (Wild Cards #2)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Depois do vírus alienígena, um ataque vindo do espaço. Estamos no início dos anos 1980, há mais de trinta anos a humanidade convive com os atingidos pelo xenovírus Takis-A, mas a integração ainda caminha a passos lentos. Os abençoados pelo vírus, os ases, combatem os perigos da Nova York que nunca dorme. Os amaldiçoados, com suas deformidades causadas pelo vírus, lutam pela sobrevivência no Bairro dos Curingas. E, no céu, uma ameaça espreita a humanidade, aguardando a oportunidade certa para lançar seu ataque. Um ser extraterreno chamado o Enxame ruma para a Terra, ao mesmo tempo em que alguns ases planejam uma conspiração para controlar o mundo. Entre jogos de aparências, teletransportes e irmandades envoltas em mistério, forças de ases e “limpos”, seres humanos não infectados pelo vírus, se unem para combater o monstro alienígena e a terrível Ordem que se esconde no Mosteiro de Nova York. Este segundo volume da série Wild Cards conta com a participação de novos gênios da fantasia e do próprio organizador, George R. R. Martin, autor do best-seller Crônicas de Gelo e Fogo. As cartas da humanidade estão na mesa!

Algumas semanas atrás postei aqui no blog a resenha sobre Wild Cards – O Começo de Tudo, livro editado pelo genial George R. R. Martin. Admiti que o nome gigantesco do autor foi um dos motivos que me fez comprar o livro, mas que o cenário também me interessou muito: nosso universo, vírus alienígena, pessoas com poderes especiais ou deformidades físicas. Como não se apaixonar? (rs). E nisso aproveitei e já comprei, de uma patada só, os dois primeiros livros – estavam em promoção e eu quis aproveitar. Li o primeiro e realmente gostei, mas esperava um pouco mais e algumas pequenas falhas me deixaram um pouco desanimada. Com isso acabei dando um intervalo entre o primeiro e o segundo, lendo outros livros mais levinhos no meio tempo, até que resolvi parar de adiar o inevitável e me entreguei às linhas de “Ases nas Alturas”, o segundo volume da série.

Diferentemente do primeiro livro, que tinha um certo ar de “colcha de retalhos”, “Ases nas Alturas” tem uma história bem mais coesa e linear, o que dá a alguns a impressão de que é o começo da série de fato. Enquanto o primeiro livro se ocupou (de forma muito agradável, diga-se de passagem) de apresentar o universo construído, pintando em seus retalhos a transformação da Terra após a queda do xenovírus Takis-A, a continuação nos dá o primeiro gostinho de “história” com base nesse cenário apresentado em “O Começo de Tudo”. O livro retoma a história na década de 80, e aqui já há uma boa diferença: há uma trama única que permeia todas as histórias e acontecimentos, que leva o livro em um mesmo rumo e um mesmo sentido. Esse elo de ligação, que parecia ausente no primeiro livro, diminuiu um pouco aquela sensação de histórias “soltas” e “independentes”, e serviu para dar certo aspecto de “unidade” para os capítulos. A incógnita do TIAMAT, apresentado por Fortunato no livro anterior, volta para permear as 400 páginas deste volume com um mistério que te deixa do começo ao fim mordendo as unhas de ansiedade para chegar ao bendito desfecho.

O número de personagens diminui um pouco, assim como o enfoque neles. A história, que no volume anterior era contada principalmente a partir dos personagens, ases e coringas, e da sua visão do novo mundo, agora realmente fica focada nos acontecimentos que se conectam em todas as histórias. Uma grande ameaça alienígena, a Mãe do Enxame, focou sua atenção na Terra, e as expectativas dos que a conhecem são as piores possíveis: a Mãe é implacável e insaciável, não desistindo até dizimar completamente o planeta que escolhe como alvo. Mas a única ameaça não vem de fora e, ao mesmo tempo, uma sociedade secreta desenvolve seu plano de “domínio mundial”, se espalhando por todas as áreas da sociedade e estendendo seu poder até onde é possível. Parece um pouco clichê, sim, mas na prática funciona muito bem. Os “interlúdios” do livro anterior são substituídos por capítulos com o alienígena Jube, o Morsa, que faz a ligação entre períodos e acontecimentos distintos da história, conduzindo a trama e situando o leitor em tudo que acontece.

Senti uma pequena diferença do primeiro livro para o segundo. Não sei se pode ser chamado de “queda de qualidade”, mas estava esperando um pouco mais. O cenário criado e apresentado no primeiro livro era tão rico e promissor que fiquei um pouco decepcionada com o segundo volume, achei que em algumas vezes se tornou cansativo ou confuso. Não me entendam mal, a leitura realmente vale a pena, alguns dos escritores são fantásticos e criam capítulos que você deseja que não acabem nunca, mas esperava algo mais. Melhor. O começo é muito bom e o desfecho é digno, mas o livro acabou me perdendo algumas vezes no meio. Não adorei, mas também não me fez querer desistir da série, e espero para ver o que o terceiro livro nos trará 😀

Confesso que li: Wild Cards – O Começo de Tudo [Resenha]

Autor: Vários autores. Editado por George R. R. Martin
Editora: LeYa
ISBN: 9788580445107
Páginas: 480
Título Original: Wild Cards (Wild Cards #1)
Nota: 4 estrelas

Sinopse: Ao fim da Segunda Guerra Mundial, a Terra é salva por pouco de um meteoro alienígena. Porém, o vírus que a bomba espacial carrega cai em Nova York e, gradativamente, espalha-se pelo mundo, contaminando parte da população e dotando parte dos sobreviventes com poderes especiais. Alguns foram chamados de ases, pois receberam habilidades mentais e físicas, alguns foram amaldiçoados com alguma deficiência bizarra e, por isso, batizados de coringas. Parte desses seres, agora especiais, usava seus poderes a serviço da humanidade, enquanto outros despertaram o pior que havia dentro de si. Série criada pelo genial George R. R. Martin a partir do jogo de RPG GURPS Supers, que desenvolveu para se distrair com seus amigos. O primeiro volume conta a história dos principais personagens que povoarão as páginas desta série de 22 títulos (editada e também escrita pelo autor de As crônicas de Gelo e Fogo).

Se você foi atraído para esse livro pelo nome “GEORGE R R MARTIN” escrito em letras garrafais na capa – inclusive maior que o título do livro – não se deixe enganar. O renomado autor de “As Crônicas de Gelo e Fogo” faz sim parte da obra, mas não é o único autor presente. Mas, nem por isso, o livro deve ser descartado.

Preciso confessar que o nome gigantesco do tio Martin na capa foi o que me atraiu inicialmente ao livro, mas não foi o único motivo que me fez comprar. Li por cima a sinopse e fiquei bem instigada. A ideia de um vírus extraterrestre caindo na Terra (a NOSSA Terra, em um período mais próximo da nossa realidade do que as distopias que dominam minha estante) e alterando a história foi o bastante para me deixar curiosa. Tenho poucos livros que abordam essa temática “alienígena” e gostei do enfoque que deram para essa obra. Então aproveitei e comprei logo os dois primeiros livros de uma só vez. E, até então, não me arrependi.

A história é trabalhada em “contos”, no estilo de romance mosaico, e cada conto é de um autor diferente, abordando um ou outro personagem. No começo achei isso estranho, senti falta daquela “linearidade” da história, de acompanhar um mesmo personagem (ou um grupo de personagens, como no caso dos diversos “POVs” presentes em As Crônicas de Gelo e Fogo) por todo o livro, saber o que acontecia com eles ao longo do tempo, etc. Assim que eu começava a me empolgar com uma história e me importar com um personagem, o conto chegava ao fim e eu era apresentada a outro conto, onde todo o processo recomeçava. Estranho no começo, mas instigante quando peguei o ritmo. Pode ser diferente, sim, mas também acabou sendo interessante ver como cada personagem lidava com as mudanças e consequências causadas pela disseminação do vírus carta selvagem, ao longo dos anos.

O primeiro livro, “O começo de tudo”, trata dos primeiros quarenta anos desde o dia da “Carta Selvagem” e quais suas consequências e desdobramentos na história da humanidade. Algumas pessoas criticaram a falta de um ponto comum na história, como uma trama maior que envolve todos os contos, mas na minha visão, foi o melhor jeito de apresentar todo o mundo e nos situar no cenário. Todo um novo mundo é construído e preparado, e simplesmente lançar a ideia do vírus que deformou alguns e dotou outros de habilidades especiais, e então partir para “E mais uma vez o dia foi salvo graças às Meninas Superpoderosas” não faria sentido. Para que pudêssemos entender todo o contexto histórico e social que se desenrolou naquele universo, acredito que se fez necessário a construção da história da forma que ocorreu.

Infelizmente, por ser uma “colcha de retalhos” de diversos autores, achei que o livro não manteve o mesmo “padrão” de qualidade do começo ao fim. Alguns contos foram fenomenais e fizeram com que eu me apaixonasse pelos personagens e realmente me importasse com seus destinos. Já outros foram um pouco confusos ou desconexos, como se não casassem bem com o resto da história. Lembro um conto que tive que reler uma página inteira, pois o autor não deixou muito bem demarcada a troca de personagens (e a diagramação, que fez com que a única “separação” entre os dois fosse o fim da página mesmo, também não ajudou muito) e comecei a ler pensando que fosse o personagem da página anterior, só para depois de muita confusão descobrir que era outro. Alguns contos também eram muito emocionante e envolventes, apenas para te jogar em um conto mais lento e apático logo em seguida, o que lança o leitor em uma montanha-russa de emoções – e não do tipo que gostamos. São casos pontuais, mas que acabaram decaindo um pouco a experiência geral do livro. Só que, mesmo assim, alguns capítulos foram TÃO BONS e o jeito que a história foi construída me conquistou tanto, que se não fossem por esses pequenos deslizes, eu teria dado cinco estrelas fácil.

Demorei um pouco para conseguir avançar na história, mais por uma dificuldade em achar tempo do que por falta de interesse, e quando acabou eu só conseguia pensar que queria mais, queria saber o que mais estava programado para aquele universo que conseguiu me seduzir. Também fiquei feliz ao perceber que o fim do conto não necessariamente significava o fim do personagem, e que algumas figurinhas carimbadas continuariam a aparecer em contos futuros, mesmo que de outros autores (Croooooooooyd <3). No geral foi uma experiência muito boa, “danificada” apenas por alguns pequenos contratempos, mas que, por ser o primeiro livro do que promete ser uma loooonga série, teve seus descontos. Com certeza esperarei bem mais do segundo volume 😀