Projeto BLC #2: Livros ou Travessuras?

Olá, pessoas bonitas!

Como comentei no post da terça-feira, estou fazendo parte do Projeto Blogagem Literária Coletiva, criado pelos blogs Chá & Livros, Os Literatos e Diário de uma Livromaníaca, e já temos o segundo tema da postagem. Na verdade, o tema já havia sido enviado no começo do mês, mas, por motivos óbvios, deixei para postar hoje. E vamos de TAG!

livros ou travessuras

1. Livro Drácula: Os vampiros são caracterizados por sugar o sangue alheio, cite aquele livro que sugou todas as suas forças, deixando você sem ar.

Amo a trilogia Jogos Vorazes, de paixão, e ainda lembro claramente como foi a leitura do primeiro livro. Eu estava na faculdade e na época não tinha muito tempo para ler (nem muita vontade, para ser honesta). Estava acompanhando a série “House of Night” com uma amiga, que tinha os livros e me emprestava. Então, um dia ela chegou com “Jogos Vorazes” nas mãos, pouco depois de o filme ter saído no cinema, e eu já estava super curiosa. Nas primeiras páginas, estranhei um pouco o estilo de escrita, não estava muito acostumada a ler narrativas em primeira pessoa. Mas, assim que superei o estranhamento, devorei o livro de uma só vez, terminando-o em pouco mais de um dia. Me senti completamente fisgada, chocada, desde Harry Potter não me sentia tão envolvida por um livro. E posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que foi um dos livros que me fez superar o desânimo que estava sentindo para ler.

2. Livro Fantasma: É de consenso geral que os fantasmas existem nas histórias de terror para assustar e assombrar a todos. Comente sobre aquele livro que te assombrou durante muito tempo.

Tive que fuçar no Skoob, porque minha memória não é das melhores. Mas escolhi “Deixados para Trás” (não só o primeiro volume, mas toda a série), porque foi uma leitura que me impactou demais. Sou cristã e a leitura mexeu demais comigo, comecei a pensar nas coisas por uma perspectiva que ainda não tinha me passado pela cabeça. As primeiras páginas, que demonstram os inúmeros acidentes e desastres que ocorreram após o arrebatamento, me deixaram em “choque” por umas boas semanas. Li toda a série em uns dois meses, mas a história e os personagens continuaram comigo por muito mais tempo, e até hoje considero reler.

3. Livro Lobisomem: Tal qual a licantropia que passa de mordida por mordida, cite um livro que você gostou tanto que indicou a várias pessoas.

São muitos os livros que eu indico, mas são poucos os livros que eu SUPER indico, que saio recomendando para todo mundo, em qualquer oportunidade. Uma das minhas maiores recomendações não é só de um livro, na verdade, mas de uma série. Comprei “Eu sou o Número Quatro” e “O Poder dos Seis” em uma promoção no Submarino, só porque queria ler antes de assistir ao filme, e fui completa e totalmente surpreendida quando comecei a leitura. Amei a escrita do “Pittacus Lore”, me deixou presa do começo ao fim do livro, e toda a história me conquistou. Eu super mais que mega recomendo (oi?), vale muito a pena :3

4. Livro Bruxa: Bruxas são famosas por jogarem feitiços e maldições nas pessoas. Portanto, conte-nos qual livro que te enfeitiçou, pode ser tanto de forma positiva quanto negativa.

Acho que já deixei evidente o quanto eu amo Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Apesar de achar que a trilogia saiu um pouco melhor que a série, “Cidade de Vidro” é meu livro preferido de todo o conjunto, por isso vou usá-lo para ilustrar. Mas falando do conjunto da obra, fiquei completamente enfeitiçada pelo universo dos Caçadores de Sombras. A história me fisgou de um jeito que não tem escapatória e o mais provável é que eu acabe lendo basicamente tudo que for lançado nesse universo. Já estou aguardando ansiosamente por The Dark Artifices, e torço para que o James Carstairs apareça ❤

5. Livro Frankenstein: Infelizmente, o Frankenstein é aquele personagem o qual as pessoas julgam pela sua aparência aterrorizadora. Em sua homenagem, comente aquele livro que a princípio você julgou mal pela capa, mas ao ler você acabou gostando da história.

Bom, esse foi difícil. Precisei revirar minha estante pelo Skoob três vezes para conseguir me decidir por um – a verdade é que gosto da maioria das capas dos livros que já li. Em todo caso, esse foi um daqueles livros que comprei porque estava em promoção no Skoob. Uma amiga vivia lendo os livros da Marian Keyes quando estava na faculdade e, por lembrar disso, resolvi arriscar. Mas o livro acabou ficando parado quase um ano na minha estante, achei que não iria gostar. Não sei, acabei achando estranho aquela história de “Melancia”, “Sushi” e “Férias!”, e me perguntei que diabos poderia haver num livro com esses títulos, então achei que não gostaria tanto assim das obras da autora. Ledo engano, foi uma das minhas leituras preferidas deste ano, gostei tanto que já dei um jeito de comprar outros dois livros da autora.

6. Livro Zombie: O Zombie é aquele personagem clássico que não dorme. Qual foi o livro que te fez ficar acordada a noite toda sem conseguir parar de ler?

A verdade é que não sou muito de virar a noite lendo algum livro, gosto demais do meu tempo de sono. E não só isso, mas acabo não lendo muito em casa, me distraio e fico fazendo outras coisas. Mas vez ou outra acabo lendo até mais tarde (ou cedo, já que, para mim, não tem nada mais cedo que o começo da madrugada, já que são as primeiras horas do dia 😛 ), e um dos casos que lembro foi quando estava lendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Peguei o livro na escola com uma amiga, passei o dia inteirinho lendo (bons tempos do ensino médio, não tinha mais nada para fazer da vida e muito tempo livre) e entrei noite adentro. Não sei exatamente a hora em que parei de ler, mas fui até terminar o livro.

7. Livro Gato Preto: Essa é aquela lenda que você não sabe se acredita ou não e acaba ficando confuso. Sendo assim, fale daquele livro que te deixou confuso, sem saber muito bem como reagir a ele.

Aaah, “O Fim”, por que faz isso comigo?! Comecei a ler Desventuras em Série quanto tinha uns nove anos, pegando na biblioteca da escola, mas na época só consegui ler até o quinto volume. Por muitos e muitos anos, o box foi meu maior sonho de consumo literário. Quando finalmente consegui comprar o box, devorei todos os livros, ansiosa para descobrir todos os mistérios apresentados. Então chegou o fim de “O Fim” e eu não sabia bem o que pensar. Fiquei andando pela casa e comentando com todo mundo por umas duas horas, tentando processar como o livro havia acabado. De certa forma, combinou muito bem. Mas, ainda assim, eu queria algumas coisas um pouco diferentes. Não sei se amo ou se fico querendo bater no ‘Lemony’…

8. Livro Fogueira: A fogueira foi a causa das mortes injustas de muitas “bruxas”, assim como um símbolo presente em várias narrativas de horror. Conte sobre aquele livro que acendeu uma chama interior e te deixou pegando fogo de tanta raiva.

Não sou muito de ficar com raiva de livros, não no geral. Fico com raiva de determinado personagem, determinada passagem (ou da personagem durante o livro inteiro, como foi com a America em “A Elite”), mas acho que nunca fervi de raiva com algum livro. Mas como tenho que escolher algum, vou de “Amanhecer”, da saga Crepúsculo. Sim, eu li a saga inteira e até tinha gostado de “Lua Nova” e “Eclipse”, por motivos de: são os menos parados da saga. Mas fiquei bem irritada com “Amanhecer”, bem decepcionada, na verdade. Ok, ok, “é um romance, o foco não é a ação”, etc, etc. Sei que a maioria dos fãs defendem utilizando esse argumento. Mas um duelo mortal entre dois mega clãs de VAMPIROS, e, no fim, só uma vampira sem importância nenhuma para a história morre? Não comprei, não aceitei, foi o livro que mais me irritou. Estava super no ritmo da construção da batalha, criando inúmeras linhas de pensamento para tentar descobrir quem a Stephenie iria “sacrificar”, e o livro acaba dele jeito. Argh e_e

9. Livro Cavaleiro Sem Cabeça: Diz a lenda que o Cavaleiro que assombrava Sleepy Hollow perdeu a cabeça durante a Guerra da Independência dos EUA. Porém aqui o que faz perder qualquer parte do corpo são os livros, por isso, conte-nos sobre aquele livro que te fez perder a cabeça, ou seja, a compostura.

Novamente, não costumo ter esse tipo de reação com livros, mas como tenho que escolher um, vou de “Belo Desastre”. Perdi as contas de quantas vezes vi inúmeras pessoas falando super bem desse livro, e estava com certa vontade de ler. Fui visitar a Manu Herzer nas férias e ela tem o livro, por isso aproveitei para pegar emprestado e ler enquanto estava por lá. Conforme lia, lembro que vivia comentando “ok, é clichê”, “é muito clichê”, “é tão clichê que chega a ser piegas”. Isso até pouco depois da metade do livro. Aí fui terminando a leitura, o Maddox foi ficando cada vez mais psicótico, a Abby cada vez mais tosca (sim, tosca), o relacionamento deles foi ficando cada vez mais doentio e eu não conseguia parar de me perguntar o que diabos estava acontecendo ali. Quando terminei a leitura, fui fuçar o livro no GoodReads e me deparei com uma resenha que expressava perfeitamente a sensação estranha que eu tinha no peito e não conseguia entender. Depois de ler a resenha e reavaliar o que eu tinha lido no livro, não consegui entender como tantas pessoas ficam babando pelo Maddox e desejando um homem como ele na vida delas. Hello-o? Só eu percebi o louco psicótico que não aceita que a garota esteja com outra pessoa que não seja ele? Tem algo de MUITO errado nisso!

10. Livro Cemitério: O cemitério é um cenário clássico do Halloween e das narrativas de terror, ele é considerado um lugar terrivelmente calmo e silencioso, reservado para o sepultamento dos mortos. Para caracterizar o cemitério, cite aquele livro que você enterrou na sua estante, não terminou de ler ou nem mesmo começou, seja por ter esquecido ou por ter desanimado com a história.

Como já citei o Ciclo Herança na última tag, vou mudar um pouco. Comprei “E o Vento Levou” em abril do ano passado e tentei ler pouco depois. Mas não sei, acabei travando na leitura, não consegui pegar o ritmo e parei de ler lá pela centésima página. Tentei recomeçar umas duas vezes, mas sempre me distraía durante a leitura, tinha que reler o parágrafo, porque não estava prestando atenção, vez ou outra tinha que voltar uma página inteira. Depois de uma longa briga, resolvi aceitar a derrota e deixá-lo de lado por um tempo. Não sei, acho que simplesmente não era o momento certo para ler, tentarei novamente mais para a frente…

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Ufa, foi isso! E vocês, quais seriam suas respostas? 😀

XOXO, me.

Projeto BLC #1: Estagiários do John Green

Bom dia, boa tarde, boa noite, pessoas da Terra!

Já ouviram falar em postagem coletiva? Sim? Não? Bom, eu já sabia um pouco sobre o assunto, mas nunca havia participado de nenhuma – mesmo porque o blog é super recente e normalmente opto por ficar na minha. Mas acompanho o blog da Juh, o Chá & Livros, e por isso fiquei curiosa quando ela anunciou por lá o “Projeto Blogagem Literária Coletiva“. A ideia surgiu em conjunto com a Monika, do blog Os Literatos, e a Ana Carolina, do Diários de uma Livromaníaca, e tem como objetivo unir a comunidade blogueira, oferecer um espaço de interação e compartilhamento de ideias, além de dar um escape para o famoso “bloqueio criativo”. Todo mês é proposto um tema, e cada blogueiro participante cria o conteúdo da maneira que achar melhor, de acordo com o seu perfil. Há um grupo no Facebook, onde todos podem interagir e dividir os posts do projeto, assim podemos ver o que cada participante criou. As idealizadoras acabaram criando um ambiente bem legal e descontraído, onde realmente podemos nos aproximar de outros blogs literários, saindo do isolamento da nossa pequena ilha virtual.

Amei a ideia desde o princípio e já me inscrevi na primeira semana, mas o e-mail com o tema do mês passado (que seria válido até o fim deste mês, porque as meninas são umas lindas <3) chegou pouco antes de eu viajar, então fiquei adiando até agora. Então, sem mais delongas, vamos ao primeiro tema do “Projeto Blogagem Literária Coletiva”.

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Para o primeiro post, os blogueiros participantes conseguiram uma vaga de estágio com John Green – yaay, estágio! Mas a vida de estagiário não é nada fácil, quem já foi estagiário sabe do que estou falando, então, enquanto o autor resolvia tirar uma folga para pescar, deixou este bilhete abaixo:

Querido estagiário:

Terminei de escrever A Culpa é das Estrelas, mas ainda não estou contente. Sinto que falta algo e não consigo identificar o que é. Peço que você reescreva algum trecho de ACEDE, mude algo no começo, meio ou fim. Reinvente algum diálogo ou cena, acrescente personagens, mude o destino de outros. Mas quero apenas UMA mudança e deixo-a a seu critério.

Confio em você, na volta verei o resultado e comemoraremos com um belo peixe assado.

John Green”

Ok. A minha demora para responder não estava relacionada exclusivamente à viagem, no fim das contas. Li “A Culpa é das Estrelas” no começo do ano passado, mas tenho uma memória de peixinho dourado e já não lembrava o bastante para decidir mudar alguma parte assim, de cabeça. Pensando em reler o livro, tirei da minha estante essa semana e comecei a ler os primeiros capítulos. Mas sei lá, não senti vontade de mudar nada que já estivesse escrito, nem de acrescentar alguma coisa ao fim. Não quero escrever sobre o que acontece depois que a história acaba, porque aceitei o fim como ele veio. Então vou voltar láááá no começo da história e escrever um trechinho pelo ponto de vista da mãe da Hazel – porque sim, queria um POV diferente :3

Frannie parou na entrada de carros circular atrás da igreja às 4h56. Enquanto Hazel ajeitava o cilindro de oxigênio, Frannie fingiu ajeitar o retrovisor do carro, mantendo uma fachada de calma e normalidade.

– Quer que eu carregue até lá dentro? – perguntou.

– Não, está tudo bem.

Como queria acreditar naquelas palavras. Sua filha, sua única filhinha, padecia com o câncer. Estava mais forte e estável desde que começara a se medicar com o Falanxifor, era verdade, mas aquilo apenas mascarava a doença que aos poucos ia devorando e destruindo sua menininha. Quem sabe por quanto tempo mais ele faria efeito? Frannie ia dormir todo noite e acordava toda manhã temendo o dia em que seu pior pesadelo se tornaria realidade, temendo o dia em que perderia sua filha.

– Eu te amo – disse à filha, enquanto ela descia do carro e rumava em direção à porta.

– Eu também, mãe. Vejo você às seis.

– Faça amigos! – Gritou pela janela abaixada do carro, vendo Hazel sumir entre as portas.

Suspirou, o rosto relaxando da máscara de positividade e otimismo que tentava demonstrar 24 horas por dia. Respirando profundamente, recostou-se no banco do carro, repousou a cabeça no encosto e fechou os olhos. Desde que descobriram sobre a doença de Hazel, Frannie vinha tentando ser forte, tentando ser a mãe perfeita, aquela que carregava todo o fardo sozinha, mas isso estava começando a cobrar seu preço. Já não sentia mais tanta facilidade em manter a atitude positiva, estava lhe custando cada vez mais e mais manter o sorriso fixo no rosto, para que Hazel não soubesse o quanto ela sofria com tudo aquilo. Queria que a filha tivesse uma vida normal, que fosse à faculdade, curtisse com suas amigas, se apaixonasse, cassasse, tivesse filhos… Mas este já era um sonho muito distante da realidade, e que parecia se afastar cada vez mais.

Esta não era a ordem natural das coisas – os filhos deveriam viver mais e ter vidas melhores que seus pais, e, ao que tudo indicava, não era assim que as coisas seriam com a família Lancaster. Desde a primeira vez que segurara Hazel em seus braços, sua mãe pudera imaginar a vida que a filha teria, passara anos sonhando e idealizando, apenas para ter tudo aquilo arrancado de si. E não sofria apenas pelo sonho que fora roubado de si, mas por todos os sonhos que a filha não teria a chance de sonhar. Como poderia ficar tudo bem quando ela estava basicamente sobrevivendo, deixando a vida passar diante de seus olhos e sem fazer nada para participar dela? Sabia que o Grupo de Apoio era, na melhor das hipóteses, uma válvula de escape, mas só queria que a filha se abrisse um pouco mais e não deixasse a vida passar passivamente.

Deu a partida no carro e começou a dirigir pela cidade, sem ter exatamente para onde ir, mas também não querendo voltar para casa, não ainda. Seus movimentos eram mecânicos e automáticos, sendo basicamente guiada pelo instinto, já que a mente não estava bem ali. Quando deu por si, havia dirigido até o parque onde costumava levar Hazel quando ela era criança, apenas a algumas quadras de sua casa. Parou o carro junto ao meio-fio e ficou observando as crianças correndo e brincando, suas mães logo ao lado, tomando conta dos pequenos. Como sentia falta daquele tempo! Como sentia falta da época em que o câncer não fazia parte da vida de sua família, quando tudo era mais simples. Como queria poder voltar no tempo, pegar a pequena e saudável Hazel em seus braços e não soltar mais. Sentiu seus olhos marejando e resolveu que não lutaria contra, deixou as lágrimas virem aos montes, o choro molhando seu rosto e sacudindo seu corpo. Ali, escondida de tudo e todos, se permitiu fraquejar e sentir toda a dor que parecia querer esmagá-la nas últimas semanas.

Não saberia dizer quanto tempo passou, mas o sol já ia baixo quando conseguiu secar o choro e controlar as emoções. Olhou no relógio e percebeu que estava quase na hora de buscar Hazel, então fez o melhor possível para disfarçar os olhos vermelhos e inchados, para que a filha não percebesse que ela havia chorado. Dirigiu de volta à igreja e chegou exatamente na hora em que a reunião estava acabando e os primeiros jovens estavam saindo, mas deixou o carro um pouco mais abaixo na rua, não indo ainda para a porta. Torcia que, se Hazel tivesse que ficar alguns minutinhos na entrada, poderia acabar conversando com alguém. Ok, sabia que não era a melhor atitude de mãe, ainda mais sabendo que a filha poderia se cansar por causa do oxigênio, mas algumas vezes uma mãe faz o que precisa fazer.

E qual não foi sua surpresa ao ver Hazel saindo da igreja com um rapaz ao seu lado e, realmente, conversando com ele! Deixou que conversassem por alguns minutos e só deu a partida quando viu Hazel se aproximando e indo em direção ao meio-fio, dirigindo então na direção da igreja. Ia parando ao lado dos dois quando viu o rapaz – e não é que era bonito?! – segurando a mão de Hazel, fazendo com que ela olhasse novamente para ele, e dizendo algo. Não queria fazer nada que pudesse alterar a primeira interação espontânea que via em Hazel por semanas, por isso continuou apenas olhando, avaliando a situação. Um pequeno sorriso se espalhou pelo rosto de Hazel, que se inclinou e deu uma leve batida no vidro do carro, fazendo com que Frannie o abaixasse.

– Vou ver um filme com o Augustus Waters – falou. – Grave, por favor, os próximos episódios da maratona do ANTM para mim.

– Tudo bem – respondeu Frannie para uma Hazel que já se virava e caminhava com Augustus em direção a uma caminhonete. – Vai ficar tudo bem… – Sussurrou para si mesma, dando um pequeno sorriso, o primeiro em semanas que era verdadeiro, e dirigindo de volta para casa.

Bom, é isso aí. Deu um pouco mais de trabalho do que eu esperava, apaguei e reescrevi umas inúmeras vezes, e ainda não estou totalmente satisfeita com o resultado, mas vou deixar assim mesmo, ou acabo não publicando nunca, hehe. Espero que tenham gostado deste trecho que adicionei à história. E vocês, o que mudariam? :3

XOXO.