Novos na Família #5.2

Boa noite, pessoas da Terra 😀

Como prometido, volto agora com a parte final do “Novos na Família”, apresentando os demais livros que comprei no mês passado. Como expliquei no último post, criei um “projeto” com um amigo (oi, Gordo ❤ ), onde guardaríamos R$ 50,00 por mês para comprar livros no aniversário do Submarino deste ano. Consegui aproveitar algumas promoções muito boas, por isso a pilha de livros foi generosa. É bem provável que essa coluna fique parada por um bom tempo aqui no blog, pois vou evitar comprar novos livros até conseguir terminar de ler esses que comprei. E, sem mais delongas, vamos à segunda parte!

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Confesso que li: Conquista [Resenha]

Autor: Ally Condie
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581051840
Páginas: 360
Título Original: Reached (Matched #3)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Em uma Sociedade que não permite escolhas nem imperfeições, um pequeno erro pode ser o elemento que faltava para iniciar uma revolução. ‘Conquista’ é a continuação de Destino e Travessia. No livro, a autora retoma a história de Cassia Reyes, jovem que pertence a uma sociedade controlada por um Estado totalitário ainda que nele não haja pobreza e a população tenha acesso a direitos básicos, como alimentação, moradia e emprego. O futuro de Cassia não poderia ser mais incerto agora que ela resolveu seguir para as sombrias Províncias Exteriores, campo de extermínio dos cidadãos banidos pela Sociedade. Ela está à procura de Ky Markham, com quem desenvolveu uma relação proibida, e que havia sido aprisionado, com um destino que se encaminhava para a morte certa.

Este é o terceiro livro da trilogia “Destino”, e a resenha pode conter spoilers dos livros anteriores.  Para conferir a resenha do primeiro, clique aqui, e para o segundo livro, clique aqui.  

E finalmente chegamos ao fim da trilogia “Destino”, da Ally Condie, com o livro Conquista. Apesar de ficar bem abaixo das minhas expectativas (a trilogia toda, na verdade), esse último livro deu um fechamento condizente para a história apresentada, sem sair muito da proposta inicial. E esse post era para ter saído ontem, na verdade, mas acabei me atrapalhando e quase não consigo publicar hoje. Mas vamos lá 😀

Depois de se unir à Insurreição, Cassia se vê mais uma vez separada de Ky. Enquanto ele é enviado à Província de Camas, para começar seu treinamento como piloto, Cassia é enviada novamente à Sociedade, onde a Insurreição acredita que ajudará mais no processo da revolução. Mas ela mal pode esperar para que tudo seja resolvido de uma vez e ela termine seu papel dentro da Sociedade, pois a última coisa que queria era ser enviada de volta para lá. E Ky, após a conclusão de seu treinamento, conta os segundos para que seja enviado em missão para a Capital, para que também possa se reencontrar com Cassia. Os planos de rebelião da Insurreição chegam cada vez mais perto de se concretizarem quando uma estranha doença começa a se espalhar pela nação, mas terão eles os meios necessários para controlá-la?

Retomando a história pouco depois do fim de “Travessia”, o último volume da trilogia trás todo o desenrolar dos planos da Insurreição, assim como conclui toda a jornada que os personagens atravessaram desde o começo da história. Assim como no volume anterior, em que foi adicionado o ponto de vista do Ky, em “Conquista” nós também passamos a observar a história através dos olhos de Xander – o que já foi um bom adicional (fazer o quê? Eu gosto do Xander). Este é o único livro em que temos uma divisão por partes, sendo “Piloto”, “Poeta”, “Curador”, “Praga” e “O Dilema do Prisioneiro”. As partes intercalam capítulos de Xander, Cassia e Ky, sempre em sequência (não lembro se a ordem exata é essa, mas tem uma ordem que é mantida), o que, depois que você pega o ritmo, te ajuda a não se perder na história. É mais fácil saber com que está acontecendo o quê, já que no livro anterior eu senti que às vezes ficava um pouco confuso.

No encerramento da história, era de se esperar que Ally nos desse mais algumas informações sobre a parte “distópica” desse romance. Bom, se a sua expectativa era essa, sinto muito informar que não foi bem assim. Apesar de ter a Praga em um forte plano, o que felizmente já tirou um pouco do foco do drama “Ky – Cassia – Xander”, as questões sobre a Sociedade, a Insurreição e o Inimigo não foram exploradas como eu esperava. Simplesmente existe tanto material de pano de fundo que nem é trabalhado! A impressão que me deixa é que foram apenas alguns elementos aleatórios jogados no meio da história, para dar algum ar de mistério ou profundidade, mas que depois a autora não soube como amarrar ou trabalhar. Ainda vi algumas tentativas de diálogo sobre a Sociedade e até sobre a Insurreição, mas o Inimigo parece ser algo tirado completamente do nada, sem trazer nenhum adicional ao livro. O que é uma pena, pois aumenta ainda mais aquela impressão de que algo está faltando, de que a história não está completa.

Para um livro que é o encerramento de uma trilogia, também achei “Conquista” um pouco lento. Ok, talvez simplesmente não seja o meu ritmo. Talvez eu esteja acostumada com um pouco mais de adrenalina e “AI MEU DEUS!”, e por isso senti falta dessa coisa mais frenética na história. Gostei do elemento que a Praga trouxe ao livro, do planejamento que envolvia os planos da Insurreição, assim como toda a busca por uma solução depois, mas acabei me arrastando por muitos trechos do livro. E me desculpem, sei que ela é a personagem “principal”, mas os capítulos da Cassia eram os mais lentos para mim. E reclamei muito nas duas últimas resenhas sobre a ausência do Xander na história, então preciso ressaltar o alívio que senti ao ver que o Xander também tinha capítulos nesse volume. Apesar de achar que foi tarde para reverter o quadro (como um dos elementos de um suposto triângulo amoroso pode ser tão negligenciado assim?), achei digno para o encerramento da história. Pontos importantes da trama não seriam revelados sem a presença dele no livro, observar as coisas pelo ponto de vista dele foi crucial para a história. Eu honestamente acho que a qualidade do livro seriam bem menor sem a presença dele, e “Conquista” sem os POVs do Xander teria sido uma tortura sem fim para mim.

Enfim, foi um encerramento mediano para uma trilogia mediana. Nada de surpreendente, cativante ou mesmo instigante. Não achei que houve uma grande trama unindo os três livros, uma linha de pensamento que te prende do primeiro ao último livro. Ficou tudo muito solto e sem explicação, o que acabou por ser bem frustrante. Tudo bem que a história teve seus momentos, mas não sei se foram o bastante para salvar a experiência. E é uma pena, pois eu realmente estava apaixonada pelas capas…

Confesso que li: Travessia [Resenha]

Autor: Ally Condie
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581050744
Páginas: 280
Título Original: Crossed (Matched #2)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Em busca de um futuro que pode não existir e tendo que decidir com quem compartilhá-lo, a jornada de Cassia às Províncias Exteriores em busca de Ky – levado pela Sociedade para uma morte certa –, mas descobre que ele escapou, deixando uma série de pistas pelo caminho. A busca de Cassia a leva a questionar o que é mais importante para ela, mesmo quando vislumbra um diferente tipo de vida além das fronteiras. Mas, à medida que Cassia tem certeza sobre o seu futuro com Ky, um convite para uma rebelião, uma inesperada traição e uma visita surpresa de Xander – que pode ter a chave para revolta e, ainda, para o coração de Cassia – mudam o jogo mais uma vez. Nada é como o esperado em relação à Sociedade, onde ilusão e traição fazem um caminho ainda mais confuso.

Este é o segundo livro da trilogia “Destino”, e a resenha pode conter spoilers do primeiro livro.  Para conferir a resenha do primeiro, clique aqui

Como disse na primeira resenha, a história acabou não sendo bem o que eu estava esperando ou desejando. Não que tenha sido ruim, veja bem, eu gostei. O problema é que eu estava esperando amar a história, e não aconteceu exatamente assim. Não foi uma leitura desperdiçada, mas não acho que leria novamente tão cedo.

Cassia tem apenas uma certeza na vida: Ky foi levado, e ela vai encontrá-lo. Depois dos acontecimentos em “Destino“, quando Ky é levado pelos Oficiais para um destino que ninguém sabe o que o aguarda, Cassia decide não se conformar e ir atrás dele, custe o que custar. Ela consegue, com a ajuda de seus pais, ser enviada para uma missão de trabalho, onde passaria três meses trocando de trabalho e função, indo para onde fosse necessária. Sua ideia com isso era chegar mais perto de Ky, perto das Províncias Exteriores, e então ir ao encontro dele. Quando seu prazo estava quase se esgotando, Cassia consegue se infiltrar em uma aeronave que ela acredita estar levando garotas para as Províncias Exteriores, sem ter ideia do que lhe aguarda, mas sabendo que daria um jeito de se reunir com Ky. Neste meio tempo, Ky está nas aldeias perto do limite do território com o Inimigo, acompanhado de Vick e Eli, que compartilham do mesmo destino que ele. Mas ele sabe que precisa sair dali para encontrar Cassia, então parte para a Escultura, onde pretende sumir do radar do Inimigo, até conseguir bolar um plano para ir ao encontro de sua amada. E nessa busca de um pelo outro, será que acabarão encontrando a eles mesmos?

Nesse segundo volume já vemos uma pequena mudança em relação ao primeiro: a história, que antes era contada em primeira pessoa pelo ponto de vista da Cassia, agora também começa a apresentar alguns capítulos na perspectiva do Ky, também em primeira pessoa. Isso acabou dando certo movimento e diferencial para a história, quando você consegue acompanhar a jornada de cada um em primeira mão, e se dividir entre os encontros e desencontros. Somos apresentadas a novos personagens, que também dão um novo ar ao relato, como Indie, Vick, Eli e Hunter. Entre esses personagens, preciso destacar a Indie. Ela é uma garota forte e decidida, que sabe o que quer e fará o que for preciso para alcançar o objetivo, e que esconde alguma coisa de tudo e de todos. Seu passado é obscuro, assim como o de Ky, e acho que esse livro teria sido bem mais monótono sem a presença dela. Ok que a história não fica tão centralizada nela, ela apenas acompanha Cassia em sua Travessia pela Escultura, mas ela sempre me deixou curiosa sobre seu passado e seus planos, então acho que foi um ponto positivo da história.

Este livro me deixou completamente confusa, pelo menos em relação aos meus sentimentos por ele. O ritmo já é bem diferente que o apresentado em “Destino“, diria ainda mais calmo e introspectivo. Nós vemos uma mudança muito grande nos personagens nesse volume, principalmente na Cassia, conforme eles avançam pela Escultura. É como se, ao superar os obstáculos físicos da Escultura, em busca de seus objetivos, eles aprendessem a superar suas próprias falhas e defeitos, medos e anseios, inseguranças e desconfianças. Apesar de ser retratada uma jornada física, eu interpretei Travessia como também sendo a jornada emocional e psicológica a que os personagens se submetem, para conseguirem alcançar os objetivos que estabelecem. Para mim, a Travessia realizada pela escultura poderia muito bem ser uma metáfora para a transição que acontece dentro do Ky, Cassia e até mesmo Xander (nos poucos momentos em que ele aparece), levando-os de quem eram no primeiro livro a quem passam a ser no terceiro. É justamente um livro de transição, de adaptação, de mudança. Não digo que isso é de fato o que a autora propôs, mas foi como eu interpretei, e pode ser que eu tenha viajado um pouco, hehe.

Mas veja bem, isso não quer dizer que o livro é sensacional. Como disse na resenha sobre Destino, acho o ritmo da história um pouco paradinho e sem grandes acontecimentos que te deixam naquela ansiedade para continuar. Apesar de toda essa jornada de “descobrimento”, os personagens continuam com algumas atitudes bem infantis e irritantes, e vez ou outra eu sentia vontade de estapear os personagens, principalmente o Ky. Ainda sinto falta de uma presença mais marcante do Xander para que a proposta de um “triângulo amoroso” pudesse ao menos fazer sentido, já que o coitado mal aparece e já é logo jogado de lado. E também acho que a autora deixou algumas pontas bem soltas. Passamos o livro inteiro sem saber as respostas para muitos problemas apresentados, como questões sobre o Inimigo ou a Insurreição. Também não consegui entender o desejo súbito da Cassia de encontrar a Insurreição, aquilo pareceu ter vindo do nada e se transformado em uma “convicção” rápido demais.

Apesar de ter uma mensagem mais “profunda” que o primeiro livro, e de ter a Indie (aah, Indie ), acho que o primeiro livro ainda foi um pouco melhor que esse segundo. No primeiro ainda havia a ideia de que alguma coisa estava acontecendo, e não que estávamos simplesmente aguardando ou andando sem rumo em meio a um cânion. A escrita da Ally ainda é agradável, mas a construção foi novamente monótona. É como dizer “gosto das palavras, não tanto da história”. O que é uma pena, já que eu estava com uma expectativa tão grande para essa trilogia…

Confesso que li: Destino [Resenha]

Autor: Ally Condie
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788560280810
Páginas: 240
Título Original: Matched
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade. Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.

Comentei no post “Novos na Família #3” que havia comprado o box da trilogia Destino, e que já estava apaixonada pelas capas há quase um ano. Lembro de ter encontrado o primeiro livro por um mero acaso no Submarino, naquelas “recomendações” que aparecem enquanto você está olhando outro produto, e a capa me chamou muito a atenção. Abri o link do produto, fui fuçar e depois resolvi procurar mais no Skoob. Aí me apaixonei, tanto pela sinopse quanto pela capa, mas nunca consegui comprar. Sempre ficava ali, no canto da mente, naquela de “preciso ler um dia”, mas nunca comprava de fato. O problema nisso foi que, quando finalmente comprei, acabou não sendo tudo o que estava esperando.

O livro conta a história da Cassia Reyes, uma garota de 17 anos que não poderia estar mais feliz com a vida na Sociedade. Toda sua vida, todo seu futuro é estabelecido pelo que a Sociedade julga melhor, e para ela não há nada de mal nisso. Ela confia na Sociedade, confia na sua organização e em seus dados, sabe que não tem como a Sociedade se enganar em algo. Na verdade, ela nunca sequer questionou isso, jamais. Nunca se tratou de uma decisão, mas simplesmente como as coisas eram. E as coisas não poderiam ser melhores: finalmente havia chegado o dia do seu Banquete do Par, algo com o qual vinha sonhando há anos, quando finalmente descobriria quem seria seu Par, quem seria a pessoa que passaria o resto da vida ao seu lado. E qual não foi sua surpresa ao descobrir que dentre todos os garotos de todas as Províncias, entre todos os dados e combinações, o seu Par perfeito seria justamente Xander, seu melhor amigo desde sempre? Parecia um sonho se tornando realidade, bom demais para ser verdade. Tudo seguia o rumo perfeito, como tudo mais na Sociedade, até que um erro de cálculo, um imprevisto, tirou a vida de Cassia dos trilhos. Ao abrir o microcartão de seu Par, aquele que lhe daria as informações que a Sociedade julgara necessário para ela saber (não como se ela já não soubesse, já que conhecia Xander como a palma de sua mão), outro rosto surgiu. Piscou na tela, coisa de poucos segundos, mas que foi o bastante para deixá-la confusa. Como aquela imagem poderia ter aparecido ali? A Sociedade não errava, simplesmente não cometia erros, então como haviam errado justamente na questão mais importante de sua estrutura, a seleção de Pares? E o pior: o rosto também era de um conhecido. Pela primeira vez em toda sua vida, Cassia se viu pensando fora do que a Sociedade planejara para ela, do que os dados e números lhe indicavam como o futuro certo, com o que era seguro. Seria possível, de fato, escolher seu próprio destino?

Toda a premissa parecia muito envolvente e instigante, mas, e me dói dizer isso, não gostei tanto do desenvolvimento. Dói dizer porque sonhei tanto, esperei tanto, gamei tanto na aparência, e me decepcionei ao ver que o conteúdo não era o que eu esperava. Não que seja ruim, mas não foi tudo o que eu estava esperando. Nesse primeiro livro conhecemos um pouco da rotina e funcionamento da Sociedade, mas não é explicado ao certo como ou porque ela surgiu. Sabemos como ela se estruturou, como ela curou os males que afligiam a humanidade (doenças foram praticamente erradicas, as pessoas nas Províncias centrais vivem bem e com saúde até os 80 anos, quando então tomam parte em seu Banquete Final e, bom, morrem) e um pouco sobre como ela opera e os artifícios que usa, mas a autora não se aprofundou muito nessa questão mais política. Quando comentei sobre o livro no grupo do Confissões no facebook, conforme lia, disse que era um romance distópico, mais puxado para o romance que para a distopia. O foco deste primeiro livro foi claramente o romance, a descoberta do primeiro amor, dos momentos preciosos e roubados de uma Sociedade que controla a tudo e a todos. É a descoberta de Cassia do seu desejo de livre-arbítrio, de poder decidir o que quer para a própria vida, mas sentindo-se ainda um pouco culpada por pensar assim, já que a Sociedade sempre fora boa para ela e sua família, e ela não deixava de pensar nisso como uma forma de rebeldia. Foi a luta entre o coração e a razão, entre o que ela queria e o que achava que devia, entre o calor e imprevisibilidade da poesia e a frieza e segurança dos números, das estatísticas.

Vemos a batalha interna da protagonista, entre aceitar o que a Sociedade escolheu para ela, ficando Xander, o confiante, familiar e seguro Xander, ou seguir o que seu coração parece pedir cada vez mais, trocando o certo pelo incerto, escolhendo a liberdade e vulnerabilidade que sente ao lado de Ky. Aqui temos mais um triângulo amoroso, mas que achei bem pouco explorado. Da forma que foi trabalhado o primeiro livro, acabamos conhecendo bem mais o Ky que o Xander, que acaba ficando mais em um segundo plano. É bom ver a história de Ky se desenvolvendo conforme ele vai revelando seu passado a Cassia, mas senti falta de um destaque maior para o segundo personagem, que às vezes parece nem existir. E, por mais que a autora tenha optado por revelar aos poucos a história de Ky, como se fosse um grande segredo, não me senti assim tão instigada a descobrir, não do tipo “AI MEU DEUS PRECISO DESCOBRIR O QUE ACONTECEU!“. Eu sou muito curiosa, mas muito curiosa mesmo, e, apesar de querer descobrir o que havia acontecido com ele e o que o levara a ser como era, não foi nada que realmente me parecesse um grande segredo.

Por mais que a história não tenha sido tudo o que eu esperava, não tenho o que reclamar da escrita nesse primeiro volume da trilogia. A Ally sabe como narrar bem os acontecimentos e sua linguagem é simples, mas sem ser pobre; bonita, sem ser desnecessária. Há certa “poesia” em suas palavras, além de sua história, já que muitos acontecimentos e decisões são baseados em dois poemas que o avô de Cassia lhe dá como presente. Alguns autores se perdem em meio a descrições, mas Ally soube muito bem como apresentar todo o cenário e acontecimentos, sendo sucinta quando era preciso e gastando mais tempo onde era necessário. E por isso fico tão confusa sobre minha impressão do livro. Eu gostei, mas esperava mais da história. A escrita vale a pena, mas os acontecimentos deixaram a desejar. Achei a história um pouco linear, sem altos e baixos, sem aquela emoção que faz seu coração pular uma batida ou sua mente acelerar com a ansiedade pela revelação. É um pouco parado, calmo e tranquilo, senti a falta de um grande clímax. Mesmo o fim, apesar de ser do tipo que te faz querer ler a continuação, não conseguiu me atingir como um grande acontecimento, algo marcante. Em síntese: foi bom, mas poderia ter sido ótimo.

Por ser o primeiro livro, resolvi dar uma folga e aceitá-lo como tal: o começo da história, quando ainda tem muita água para rolar. A esperança é de que os outros dois livros consigam me explicar o que ficou em aberto nesse (principalmente sobre a Sociedade, já que não sabemos praticamente nada sobre ela) e consigam aumentar o ritmo da história. Semana que vem posto aqui sobre “A Travessia”, o segundo livro da trilogia.

Novos na Família #3

Heeey, pessoas!

O post era para ter saído quinta, mas me enrolei toda a não foi. Então, para não ficar com post duplo ontem, resolvi postar hoje. Depois do mega controle do mês passado, em que comprei apenas um livro (VICTORY! õ/), voltei ao meu eterno problema de comer os livros com os olhos e querer levar todos para casa. Não foi como a mega compra de maio, ainda bem, mas foi o bastante para aumentar ainda mais a “família”.

Ainda não terminei de ler todos os que comprei em maio, então é claro que ainda não consegui ler todos que comprei esse mês, apenas alguns. E vamos começar por esses:

BOX DESTINO – ALLY CONDIE

Sinopse do primeiro livro: Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.

Esses foram os únicos livros da compra do mês passado que já consegui ler. Queria comprar essa trilogia há quase um ano, pois vi a capa no Submarino e acabei me apaixonando. Algo na capa me chamou muito a atenção, fui ler a sinopse e achei muito interessante e, depois de quase um ano de espera, finalmente comprei. A verdade é que me decepcionei um pouco, estou na metade do último livro e não está sendo tudo aquilo que eu esperava, mas também não é uma má história. Eu apenas havia criado expectativas demais, que acabaram não sendo correspondidas.

ASSASSINATO NA CASA DO PASTOR – AGATHA CHRISTIE

Sinopse: Em plena forma – como aqui –, Agatha Christie é difícil de superar”. Saturday Review of Literature St. Mary Mead. Um pacato vilarejo onde há quinze anos não ocorre um homicídio e onde as pessoas discutem a vida alheia tomando chá. Quando um sangrento crime acontece em plena casa do pastor, o alvoroço é grande. O arrogante inspetor Slack é escalado para investigar o caso. O mistério também intriga uma discreta moradora que gosta de jardinagem e de observar pássaros de binóculo, mas cujo principal hobby é o estudo do comportamento humano: Miss Marple. A estreia da sagaz velhinha, o aparecimento de personagens inusitados e a engenhosidade da trama fazem deste romance de 1930 um dos clássicos de Agatha Christie.

Li apenas um livro da Agatha Christie, “Assassinato no Expresso do Oriente”, e me apaixonei completamente. Resultado? Decidi que ainda terei a coleção completa dela, todos os livros que eu puder encontrar, o que vai me levar um tempo e certo dinheiro. Esse é o terceiro livro dela a entrar na minha coleção, espero que muitos mais o sigam, já que não são tão caros assim, só preciso lembrar de adicionar à lista de compra 😀

CIDADE DO FOGO CELESTIAL (OS INTRUMENTOS MORTAIS) – CASSANDRA CLARE

Sinopse: ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.

Esse foi o livro “AI MEU DEUS EU PRECISO COMPRAR SOCORRO AAAH” desse mês. Amo “Os Instrumentos Mortais”, fui completamente conquistada em Cidade de Vidro” e mal posso esperar para ler o desfecho da história. Sei que vou sofrer e vou chorar e vou me acabar e vou me descabelar (e sim, tudo sem vírgula), mas não posso evitar. Preciso saber como acaba…

O LIVRO DA TRAIÇÃO (DEUSES DE DOIS MUNDOS #2) – PJ PEREIRA

Sinopse: Na continuação da saga “Deuses de Dois Mundos”, o ambicioso jornalista New continua a contar sua história. Ao mesmo tempo em que alcança a posição profissional que sempre quis, ele se vê dividido entre dois grupos poderosos, que podem lhe dar tudo que deseja ou deixá-lo sem nada. Paralelamente, na África ancestral, o grande babalaô Orunmilá e seu grupo partem em busca dos principes odus, única maneira de impedir que o controle do destino de homens e deuses caia nas mãos erradas. Uma traição permeia as duas histórias, que tem mais em comum do que se pode imaginar.

Esse livro tecnicamente não foi uma compra, sendo mais um “presente”. Fui a um evento da Editora Livros de Safra no começo do mês passado (ia fazer um post sobre isso, mas não consegui achar tempo, sorry >< ), que reuniu leitores e blogueiros para um contato mais pessoal com a editora. Foi um evento bem legal, pudemos conhecer um pouco mais sobre a editora e os livros que eles estão focando no momento, além de receber instruções para os blogueiros que conseguissem firmar parceria com a editora, e no fim do evento alguns livros foram sorteados. Eu não tenho sorte nenhuma, na vida, ever,  mas dessa vez ela resolveu aparecer e eu saí de lá com o livro “O Livro da Traição”, segundo volume da trilogia “Deuses de Dois Mundos”, do PJ Pereira, além de uma camiseta linda da Holics, que postarei a foto aqui outro dia. Agora é só conseguir o primeiro livro para poder ler, hehe.

EXTRAORDINÁRIO – R.J. PALÁCIO

Sinopse do primeiro livro: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

E, fechando as aquisições do mês, me rendi aos encantos de “Extraordinário”. Já há algum tempo eu queria comprar, sempre ouvi muitas críticas positivas, então aproveitei um preço legal do Extra.com e acabei fechando a compra. Me encantei pela capa branca, mas acabei pegando nessa mesma, que era a que tinha disponível. Mal posso esperar para descobrir essa história também 😀

E foram esses os livros que entraram na coleção no mês passado. Não sei como as coisas serão esse mês, pois temos Bienal (yaaay, Bienal! õ/), mas meu bolso está torcendo por um post mais curto da próxima vez, hehe. Espero que tenham gostado, e deixem sugestões de livros que acham que eu deveria comprar ❤

XOXO,
Me.