Confesso que li: Prova de Fogo [Resenha]

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
ISBN: 9788576832997
Páginas: 400
Título Original: The Scorch Trials (Maze Runner #2)
Nota: 4 Estrelas

Sinopse: O Labirinto foi só o começo… o pior está por vir. Depois de superarem os perigos mortais do Labirinto, Thomas e seus amigos acreditam que estão a salvo em uma nova realidade. Mas a aparente tranquilidade é interrompida quando são acordados no meio da noite por gritos lancinantes de criaturas disformes – os Cranks – que ameaçam devorá-los vivos. Atordoados, os Clareanos descobrem que a salvação aparente na verdade pode ser outra armadilha, ainda pior que a Clareira e o Labirinto. E que as coisas não são o que aparentam. Para sobreviver nesse mundo hostil, eles terão de fazer uma travessia repleta de provas cruéis em um meio ambiente devastado, sem água, comida ou abrigo. Calor causticante durante o dia, rajadas de vento gélido à noite, desolação e um ar irrespirável – no Deserto do novo mundo até mesmo a chuva é a promessa de uma morte agonizante. Eles, porém, não estão sozinhos – cada passo é espreitado por criaturas famintas e violentas, que atacam sem avisar.Manipulação, mentiras e traições cercam o caminho dos Clareanos, mas para Thomas a pior prova será ter de escolher em quem acreditar.

Contém spoilers de “Correr ou Morrer”. Confira a resenha do primeiro livro aqui

Depois de praticamente devorar “Correr ou Morrer”, não tive outra alternativa que não fosse emendar “Prova de Fogo” logo na sequência. O epílogo do primeiro livro me deixou de queixo caído, coração na mão e extremamente curiosa. No último trecho do livro, descobrimos que os resgatadores dos Clareanos não são nada mais que parte do CRUEL, agindo daquela forma para lhes passarem uma sensação de falsa segurança, de esperança, antes de entregá-los a uma nova leva de testes e experimentos. É nesse sentimento de traição e pena do Clareanos que começamos a leitura do segundo volume, quando tudo já dá errado desde o princípio.

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Após serem levados a um abrigo por seus resgatadores, os Clareanos acreditam que finalmente estão livres das garras dos Criadores, os responsáveis pelo Labirinto, e anseiam por uma vida normal. A noite do resgate parecia prometer que tudo ficaria bem, mas os Clareanos acordam logo pela manhã jogados em um mundo caótico. As janelas do dormitório em que se encontram foram tomadas por Cranks, pessoas infectadas pelo vírus Fulgor e que já começaram a perder qualquer traço de humanidade. Mesmo com as grades da janela separando os Cranks deles, os Clareanos decidem sair do dormitório e encontrar seus libertadores, apenas para descobri-los mortos, pendurados nas vigas do telhado no refeitório, o que indica um perigo ainda maior que os Cranks. Mas Thomas tenta relevar tudo isso, pois está preocupado com outra coisa: Teresa. Desde aquela manhã, Thomas não conseguiu entrar em contato com ela. A ligação que sentia sumiu, a voz em sua mente se calou. Ao partir para o dormitório em que a garota ficou, depara-se com o problema: Teresa sumiu, sem deixar nenhum vestígio para trás, e um garoto, Aris, ocupa seu lugar. Mais perturbador ainda é a placa que estava na porta do dormitório de Teresa, intitulando-a como “A Traidora”. O que significaria tudo aquilo? Sem alternativas que não esperar, os Clareanos são confrontados dias depois pelo Homem Rato, que apresenta o novo teste: todos eles precisam atravessar o Deserto e chegar ao Refúgio Seguro, dentro do prazo estipulado. O preço por não cumprir? Suas vidas…

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Ao terminar “Correr ou Morrer”, fiquei com a mesma sensação que tive ao terminar “Jogos Vorazes” – “ok, o que vai acontecer agora?”. Assim como a Arena, o primeiro livro ficou todo centrado na Clareira e no Labirinto, e não sabia ao certo qual rumo a história tomaria agora que os Clareanos haviam escapado das dependências do CRUEL. O epílogo já serviu para direcionar um pouco meus pensamentos, já que deixou claro que as provações continuariam, mesmo que em um ambiente diferenciado. Não sabia ao certo o que esperar do livro ou qual seria o novo teste do CRUEL, mas, pelo que conheci do James Dashner no livro anterior, imaginava que fosse gostar. E gostei. O livro continua na mesma “pegada” forte e enérgica do volume anterior, em que você não consegue parar um minuto. As provações e infortúnios dos Clareanos parecem não ter fim, quando eles se veem passando por prova, depois de prova, depois de prova, lutando para continuarem vivos. Mas, ao mesmo tempo que acompanhamos sua jornada pelo Deserto e pela cidade infestada pelos Cranks, começamos a descobrir um pouco mais sobre o mundo em que eles vivem e o que aconteceu para que ele chegasse àquele ponto. As explosões solares são explicadas um pouco mais a fundo e começamos a descobrir a real intenção do CRUEL – e o que tudo isso tem a ver com o Fulgor, uma doença degenerativa que está destruindo pouco a pouco a humanidade. Apesar de não termos as respostas para todas as perguntas, começamos a receber algumas das respostas, e a fazer outras perguntas. É um ciclo vicioso, na verdade: quanto mais respostas recebemos, mais perguntas surgem. Isso ajuda a manter o ritmo frenético da história, já que não nos resta outra alternativa a não ser continuar lendo, na esperança de finalmente descobrirmos o que diabos está se passando. E o autor consegue trabalhar a história de um jeito que você passa a questionar tudo e a todos, vendo inimigos potenciais e traição a qualquer momento. A vida dos Clareanos está em risco e você só pode segurar o fôlego enquanto torce pelo melhor.

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Além de conhecer novos personagens, passamos a conhecer um pouco mais dos antigos. Brenda, Jorge e Aris são acrescentados ao grupo central da trama, e Newt e Minho ganham ainda mais destaque. Podemos conhecer um pouco mais a personalidade destes dois últimos, ver como se tornam ainda mais ligados ao Thomas, e como os três passam a assumir e revezar a liderança dos Clareanos. Também vemos a aproximação de Brenda e Thomas, e é nos diálogos dos dois que recebemos as maiores revelações sobre o mundo em que vivem. Apesar de soar forçada e artificial no começo (não pelo autor, mas pela própria Brenda), gostei da relação que se formou entre os dois, apesar de ainda parecer um pouco desnecessária. Em termos geral, vemos um amadurecimento forçados de alguns personagens, após serem levados à situações extremas que a Prova de Fogo impõe. E vemos também um Thomas aflito e preocupado, dividido entre a vontade de desistir e a necessidade de seguir em frente. Apesar de ele ter me parecido muito chato no começo, acabei gostando ainda mais dele nesse segundo livro, de ver como ele precisou se fortalecer para reagir a tudo que o Universo jogava em seu caminho. E como, vez ou outra, ele conseguiu sair um pouco da ladainha de sempre e se mostrar divertido, ou sarcástico, e principalmente determinado.

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Não sei dizer se gostei mais deste livro ou do primeiro, mas sei que “Prova de Fogo” foi uma ótima continuação para “Correr ou Morrer”. Fora do Labirinto, o autor conseguiu conduzir a história de um jeito que me deixou ainda mais curiosa para o desfecho, apresentando um mundo caótico e lançando a pergunta: o que o CRUEL planeja fazer para remendar este mundo, e qual o papel dos Clareanos (e principalmente de Thomas) em todo esse processo? Enquanto no primeiro livro eles tinham apenas as perguntas, sem saber o que ou por que faziam o que faziam, neste segundo volume os Clareanos já sabem um pouco melhor o que está se passando, ou pelo menos o que estão enfrentando, e é interessante ver como isso muda ligeiramente o padrão de ação. Mais do que reagir, agora é a hora de agir. E James Dashner trouxe isso de forma bem impactante e envolvente nesse segundo volume da trilogia. A única espera é para que “A Cura Mortal” traga  resposta a todos esses questionamentos que foram levantados. Afinal, existe uma cura para o Fulgor?

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8 comentários sobre “Confesso que li: Prova de Fogo [Resenha]

  1. Juliane Fogaça disse:

    Oi Liah!

    Quando vi seu post fiquei um bom tempo pensando se lia ou não por conta dos spoilers. No fim decidi ler e não me arrependi, porque agora me deu ainda mais vontade ler ambos!!
    É muito bom quando o autor se propõe a escrever uma história em um determinado ritmo e consegue manter ele nas continuações. Agora estou ainda mais curiosa pelo desfecho da história e como tudo vai acabar, ao mesmo tempo que chega até a dar uma dó de terminar histórias tão boas assim!
    Engraçado que quando li aquele trecho que você postou a foto, fiquei querendo ler mais, até pensei “como assim só isso??” haha XD
    Enfim, resenha incrível como sempre, parabéns!!

    Beijos, e tenha uma ótima semana! o/

    http://usagisworld.blogspot.com.br/

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    • Liah Nogueira disse:

      Oi, Juh!
      Aaaah, que bom que ficou com ainda mais vontade de ler! Sempre fico com medo de entregar muita coisa da história, então faço o possível para falar sobre o livro sem dar spoilers. Nunca gostei de spoilers, então evito estragar a surpresa dos outros, hehe. A história é realmente de tirar o fôlego, estou apaixonada pela escrita do James Dashner. Fiz o possível para não entregar muita coisa do livro anterior, apesar de já ser de se esperar que eles conseguiriam escapar do Labirinto.
      HASIDAHSIDHASUIDHSAUIHAIUD Que bom que ficou curiosa com o trechinho da foto! Espero que leia em breve 😀
      Beijos e ótima semana para ti também!

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    • Liah Nogueira disse:

      Oi, Kel! Tudo ótimo, e contigo?
      Leia sim, é realmente divertido, você fica presa do começo ao fim. Não tem como não se pegar querendo mais. É impossível abandonar o livro até conseguir terminar.
      Abraços e ótima semana!

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    • Liah Nogueira disse:

      Hey, Markus, boa noite 😀
      HAIHDIUASHDUIASHDUIAHUI Sim. Acabei seguindo a mesma linha da página, que é a “Confissões de um Leitor”. Nisso, optei por manter a “temática” presente por lá.
      E o livro é bem interessante, de verdade. É uma continuação inebriante para a trilogia, que te deixa preso do começo ao fim.
      Abraços e ótima semana!

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