[Review] A Série Divergente: Insurgente

Olá, pessoas da Terra!

Apesar de nunca ter mencionado aqui no blog (pelo menos acho que não), eu sou uma mega fã da trilogia Divergente. Mesmo com o fim de Convergente, que não foi bem o que eu esperava, simplesmente não consigo não amar essa trilogia, fui conquistada por toda a história, personagens e escrita. Sendo assim, eu não poderia deixar de assistir aos filmes, mesmo sabendo que muito provavelmente iria me decepcionar com cada um deles. Não tive tempo para escrever a review de Divergente quando o filme saiu no cinema, mas aproveito agora para deixar minhas impressões de Insurgente.

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Sinopse: Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) agora são fugitivos e procurados por Jeanine Matthews (Kate Winslet), líder da Erudição. Em busca de respostas e assombrados por prévias escolhas, o casal enfrentará inimagináveis desafios enquanto tentam descobrir a verdade sobre o mundo em que vivem.

O filme retoma a história logo do fim de Divergente, quando Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter buscam abrigo na sede da Amizade, depois de fugir do ataque à Abnegação. Apesar de não estarem tão satisfeitos com a situação, Tris e Quatro decidem continuar por lá até se reorganizarem e descobrirem onde estão os demais membros da Audácia, para então irem à procura deles. Mas tudo isso muda quando soldados da Audácia, aliados à Jeanine Matthews, chegam nas terras da Amizade em busca de Divergentes, e Tris, Tobias (Quatro) e Caleb precisam fugir para não serem capturados. A busca de Jeanine por Divergentes continua, pois, após encontrar uma caixa misteriosa em uma das casas da Abnegação, supostamente pertencente aos fundadores da cidade, ela sabe que apenas um Divergente poderá abri-la e revelar a sua mensagem.

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Já há algum tempo eu aprendi uma valiosa lição: não devo esperar que as adaptações cinematográficas sejam 100% fiéis aos livros, isso é impossível, e é mais fácil encarar os dois como coisas completamente diferentes e não relacionadas, assim não acabo me decepcionando. Tendo isso em mente, fui ao cinema preparada para deixar minhas impressões do livro de lado e tentar aproveitar o filme. Não digo que fui completamente eficaz nessa tarefa, pois durante a maior parte do filme eu ficava pensando “tá errado, tá tudo errado“, mas tentei focar o filme e avaliar como ele, por conta própria, se saiu. Apesar de não achar que foi um filme ótimo, perfeito, incrível, merecedor do Oscar, do troféu Joinha e de todas as estatuetas possíveis e imagináveis, arrisco dizer que foi um bom filme, que dá para se divertir assistindo.

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Com o desenrolar da história e dos acontecimentos, Insurgente já conta com uma trama mais elaborada e envolvente que seu antecessor, e o ritmo do filme já é mais frenético e agitado. O cenário de “guerra civil” que foi se armando em Divergente atingiu novas proporções com a lei marcial instaurada pelo Conselho, a pedido da Jeanine, e a “descoberta” do exército dos sem-facção, e o expectador só consegue antecipar o momento em que a bomba vai explodir – pelo menos foi assim que meu amigo, que ainda não leu o livro, ficou ao meu lado. Também é visível que o investimento financeiro nessa sequência foi bem maior, como podemos perceber pelo nível de elementos como efeitos especiais, figurino e locações, que já estão bem melhores que no filme anterior.

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Levando em consideração os acontecimentos descritos no livro, achei que o desenvolvimento dos personagens nesse filme deixou a desejar, e muito. No livro, vemos Tris lutando seriamente contra seus demônios internos, estando completamente traumatizada após os acontecimentos em Divergente, e vemos como tudo isso vai destruindo-a pouco a pouco, levando a tomar decisões com consequências perigosas para ela e aqueles que ama. No filme, apesar de tentarem retratar tudo isso, acho que ficou muito superficial e comedido, não chegando nem perto do estado em que a personagem deveria estar. Também não houve nenhum desenvolvimento do Tobias, foi muito pouco explorado o seu relacionamento com seu pai e sua mãe, e como isso o fez tomar decisões e mesmo se afastar de Tris em alguns momentos. Diversos outros personagens secundários também tiveram suas ações, motivações e dramas pessoais negligenciados, deixando a história superficial e unilateral. Nesse aspecto, acho que o filme ficou bem longe do que seria aceitável, o que é uma pena.

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Mas, mesmo com a minha promessa de não julgar só de acordo com o livro, não posso deixar a obra em que o filme se baseou completamente de lado. Apesar de ser um bom filme, Insurgente deixa a desejar em alguns aspectos de fidelidade do livro. Não vou ser do tipo de pessoa que reclama da cor do olho do personagem, ou do corte de cabelo, pois acho que isso é o de menos na história, mas fiquei incomodada com alguns elementos do livro que ficaram faltando no filme, ou algumas coisas que foram criadas para o filme que não faziam sentido algum de acordo com o cenário proposto no livro. Um exemplo é o aparelho criado pela Erudição, que faz uma leitura da pessoa (?) e consegue determinar a qual facção ela pertence, ou se ela é Divergente. Em um cenário pós-apocalíptico, onde os recursos devem ser poupados e priorizados para a reconstrução da cidade, que ainda está em andamento, como é que eles teriam recursos ou meios para a criação em massa de um aparelho como esses? Assim como toda a história da caixa, que contém uma mensagem dos fundadores e só pode ser aberta por um Divergente muito, muito especial. A resposta para esse problema, também, não fez sentido algum, levando em consideração a própria história criada para o filme anterior – é entrar em contradição com o que eles próprios disseram… E uma mudança em específico, bem no fim do filme, me deixou bem confusa sobre como conduzirão o filme seguinte, o que não achei uma boa ideia. Acho que ficou muito aberto, não mostraram um elemento muito importante na caracterização do cenário social para a última parte da história, e não sei como os roteiristas farão para corrigir isso no próximo filme – é esperar para ver.

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Uriah, finalmente *——*

No fim das contas, posso concluir que achei que Insurgente foi um bom filme, apesar de não ser uma adaptação tão boa. Para quem ainda não leu os livros e não tem uma expectativa alta, é mais do que possível se envolver e adorar a história, e talvez, até, se interessar o bastante para ir atrás dos livros – o que, de um jeito ou de outro, acaba sendo um ótimo resultado. Para quem leu e adorou os livros, é mais uma oportunidade para ir ao cinema e ficar reclamando a todo instante que está tudo errado, e acusar os roteiristas de não terem lido o livro e terem destruído a história… Mas, ainda assim, é parada obrigatória para todo fã, que sabe como, apesar de reclamarmos, amamos ir ao cinema para ver a adaptação dos nossos filmes preferidos ❤

Título Original: Divergent Series: Insurgent
Direção: Robert Schwentke
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller, Ansel Elgort, Kate Winslet, Jai Courtney, Zoë Kravitz, Octavia Spencer
Duração: 119 minutos
Ano de lançamento: 2015

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Dedicatórias: Serraria Baixo-Astral [Lemony Snicket]

Enquanto me preparava para fazer o quinto post da série “Dedicatórias”, percebi que fiz uma confusão no post anterior. Ao invés de postar a dedicatória do quarto livro de Desventuras em Série, “Serraria Baixo-Astral”, acabei postando do quinto livro, “Inferno no Colégio Interno”. Volto agora então para postar a dedicatória que pulei e que, na verdade, é uma das minhas preferidas:

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Para Beatrice – 
Meu amor voou como uma borboleta
Até a morte pousar como um morcego.
Como disse a poeta Emma Montana McElroy:
“Aí acabou-se a história”.

[Review] Bobblehead Spider-man – Funko POP!

No começo deste ano eu havia determinado que daria presente de aniversário para todos os meus amigos. Minha ideia inicial era dar apenas livros, mas eu sabia que essa tática não funcionaria para um dos meus amigos, pois ele realmente não gosta de ler (uma pena). Enquanto visitava a Manu, no RS, vi que ela tinha um bobblehead da Funko POP! do Gene Simons, do Kiss. Achei a ideia simplesmente fantástica e, quando chegou a vez de comprar o presente desse meu amigo, saí caçando alguma loja online que tivesse os produtos da Funko POP!, em especial da linha Marvel, já que ele adora.

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Nas minhas andanças virtuais, encontrei as lojas Golden Toys e Fantoy. Como a primeira oferecia um melhor valor, já contando com o frete, acabei optando por ela. O boneco estava por R$ 59,99, o melhor preço que encontrei fuçando pela internet, e o frete, com envio pelo PAC, ficou R$ 17,60. Como optei por pagar através de depósito, ao invés de parcelar no cartão (através do PagSeguro), ganhei um desconto de 5% sobre o valor do produto, totalizando R$ 74,59.

Como optei por pagamento em depósito, ao receber o e-mail de confirmação do pedido já foram informados os dados da conta no Bradesco, já que foi a opção que escolhi (havia opção de outros dois bancos, só não lembro quais). Realizei a transferência, enviei o comprovante por e-mail, junto com a confirmação do endereço para envio e, enquanto esperava a confirmação do pagamento, bateu o medo. Sempre faço compras online, mas em lojas como Submarino, Americanas, Extra, ou em lojas que conheço alguém que já comprou e sei que posso confiar. Comprando em uma loja desconhecida, através de depósito, me bateu aquele receio de ter entrado em uma furada. Se eu tivesse comprado pelo PagSeguro, ainda haveria a opção de solicitar o cancelamento da cobrança no cartão, caso desse algo errado. Tendo feito a transferência, só me restava confiar.

A confirmação do pagamento só veio no fim do dia, quando eu já estava quase roendo as unhas de nervoso. Com o e-mail, veio o alívio, assim como a espera pela entrega. A confirmação de postagem nos Correios (assim como o código de postagem, para que pudesse acompanhar o status da entrega pelo site dos Correios) só veio quatro dias depois da compra, em 10/11, e a essa altura eu já não conseguiria mais entregar o presente para ele na data certa, 12/11, pois sabia que não chegaria em tempo. Mas sabia que também havia deixado para comprar um pouco em cima da hora, então não fiquei tão estressada com isso.

Assim que cheguei em casa no dia 13, me deparei com o pacote já me esperando. O pacote veio apenas com a caixa do produto dentro, mas como já há uma proteção de plástico, segurando o boneco, não havia necessidade de nenhum outro material para prevenir que a caixa não ficaria balançando durante a entrega.

O produto veio de acordo com as especificações, mas fiquei um pouco decepcionada com a pintura. Não sei se foi um problema pontual, se dei azar ou o que, mas achei que a pintura ficou bem borrada, principalmente na região dos olhos. Já havia visto diversas fotos com os produtos da Funko e eles sempre me pareceram ter um ótimo acabamento, por isso fiquei um pouco decepcionada quando vi o Spider-man com um acabamento não tão bom assim.

Não sabia se valia a pena reclamar ou não, se era algo pontual ou do produto em si, então acabei deixando do jeito que estava. Já estava atrasada para entregar o presente e não queria demorar mais ainda. Entreguei o presente para meu amigo poucos dias depois e ele amou, de paixão, nem ligando para os pequenos deslizes da pintura. Realmente é um produto muito legal, acho que apenas dei azar com este em específico. Apesar de não saber se o problema foi a produção ou a revenda, acho que vou optar por comprar de uma outra loja na próxima vez, para poder comparar os resultados. Porque, é claro, agora eu também quero minha coleção de Funko POP! *-*

[Promoção] Fim de Ano Literário

Olá, pessoas bonitas!
Estou atrasada, eu sei. Ontem foi um dia mega corrido e acabei não conseguindo acessar as coisas do blog, mas trago hoje uma surpresa a vocês. O Confissões de um Leitor está participando de uma promoção de fim de ano! YAAAAAY! A promoção foi organizada pela Eliana, do Construindo Estante, e vai até dia 31 de dezembro. Ao preparar o post para postar aqui no CDL, descobri que o código do Rafflecopter não funciona aqui (aaawn ;-;). A hospedagem do WordPress tem uma medida de segurança que bloqueia o Java, e a plataforma de sorteio é baseada nessa linguagem. Então, para que não fiquem sem participar, é só acessar o post do sorteio em algum dos blogs participantes e preencher o formulário por lá, já que o sorteio será o mesmo. Meu trabalho ficará na divulgação e torcida – espero que ganhem!

Fim de Ano

Natal e Ano Novo são épocas do ano muito especias e, para torná-las mais especiais ainda alguns blogs se reuniram para fazer o Fim de Ano Literário de vocês, com 5 kits contendo livros, marcadores e vale presente. Não fique fora dessa, garanta sua nova leitura de 2015.
Serão 5 vencedores e cada um levará um kit contendo 3 prêmios.

Para participar basta seguir as regras.

*REGULAMENTO

– Preencher as primeiras entradas obrigatórias do Rafflecopter.
– Residir em território brasileiro;
– Comentar nesse post com seu nome de seguidor e um e-mail válido para contato;
– A promoção vai de 04 a 31 de Dezembro;
– O prazo de envio dos prêmios será de 60 dias após a divulgação do resultado;
– Cada blog participante da promoção será responsável pelo envio do seu respectivo prêmio, ou seja, os prêmios chegarão individualmente e em prazos diferentes;
– O resultado será divulgado em até 05 dias;
– Nenhum blog tem qualquer responsabilidade por extravio ou perda por conta dos Correios.
– Serão 5 vencedores, e cada 1 levará um kit contendo três prêmios.
– Os vencedores terão até 3 dias para para responder o e-mail de contato, caso não responda, faremos outro sorteio;

Lembrando que as 3 primeiras entradas de cada kit são obrigatórias, as demais são opcionais, porém são várias chances a mais para ganhar!

Kit 1

Construindo Estante – Vale Presente do Submarino no valor de R$ 25,00
LiteraMúsicas – A Lista Negra
Diário de uma Livromaníaca – Bad Half

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Kit 2

Colecionando Primaveras – Extraórdinário
Confissões de um Leitor – Anjo Mecânico + Marcador “Confissões de um Leitor”
Vanessa Sueroz – Lulital

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Kit 3

Vanessa Araujo – Ocultos (1º livro da série Eclipse Sagrado)
Vanessa Araujo – Revelados (2º livro da série Eclipse Sagrado)
Chiado Editora – Enviada

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Kit 4

Livros, Series & Citações – Dias Melhores Viram + Marcadores
A. Libri – Piores Inimigas / Melhores Amigas
Entre Chocolates e Músicas – 9 marcadores (quatro autografados) e um livreto de Da Boca Pra dentro

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Kit 5

Vanessa Araujo

Terra da Lua (1º livro da série Sinai)
Quebrando as Regras (1° livro da série Arelli)
Promessas Quebradas (2° liro da série Arelli)

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Boa sorte ❤

DIY: Mundo de Papel

Olá, pessoas da Terra!

Alguns meses atrás me deparei com o site Paper Toys, que, entre outras coisas, disponibiliza inúmeros monumentos de papel, que você pode imprimir e montar. Imprimi o primeiro monumento que me chamou a atenção, a Torre Eiffel, montei e acabei COMPLETAMENTE viciada. Por quase um mês eu passei os momentos livres no trabalho montando e colando monumentos, criando um mundo de papel na minha mesa, e viciando alguns outros amigos nessa brincadeira também. Então, pensei: por que não compartilhar com o pessoal do blog?

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Afinal, acho que dá uma incrível decoração para as estantes dos leitores, e isso sem gastar praticamente nada. Como a Torre Eiffel foi a primeira que montei, resolvi fazer o passo a passo para montá-la aqui no blog.

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MATERIAIS
– Modelo do monumento desejado (vou usar a Torre Eiffel)
– Tesoura
– Cola bastão (a cola líquida vai deixar o papel enrugado, além de demorar mais para colar)
– Estilete
– Um lápis (esqueci de colocar na foto, mas depois comento porque uso).

COMO MONTAR

1. Imprima o modelo no site do Paper Toys (papertoys.com). Em alguns modelos eles disponibilizam uma versão em alta resolução, que acaba sendo a melhor opção.
2. Recorte as quatro partes da Torre e use um estilete para retirar a parte central.

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4. Dobre as partes laterais, onde será passada a cola, e o topo (apenas das partes sem o recorte para passar a cola) para dentro. Nas linhas indicadas em vermelho das quatro partes, faça um vinco para fora.

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5. Comece a colar as quatro partes para dar forma à sua Torre. Para ficar mais fácil de manusear, eu colo de duas em duas, e só depois uno as quatro partes. Uma dica é começar a colar da segunda linha indicada em vermelho na imagem anterior (de baixo para cima), para garantir que essas linhas ficarão alinhadas. O modelo não está exatamente igualado, de forma que uma das partes fica ligeiramente mais alta que as outras, então a Torre ficaria torta se fossem usar o topo das partes para o alinhamento.
Como eu gosto de aplicar um pouco de pressão na hora de colar, para garantir que tudo vai ficar direitinho, é aqui que uso o lápis. Enquanto as partes estão soltas, eu consigo facilmente ficar com um dedo em cada lado do papel, pressionando levemente para garantir que tudo ficou colado. Mas na parte final, quando estou fechando a Torre, já não consigo mais manter o dedo por dentro, pelo menos não na parte da ponta. Então o que eu fiz foi colocar um lápis por dentro, para aplicar a pressão interna, e então pressionar por fora com o dedo. Tcharam õ/

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6. Para finaliza, basta colar a parte quadradinha da ponta (dos lados em que não havia a dobra para colar) e por último colar as partes pontudas. E voilà, você tem uma miniatura da Torre Eiffel feita de papel!

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O site também tem alguns outros monumentos, como vocês podem ver, um mais bonito que o outro. Na falta do que fazer ou em busca de uma alternativa diferenciada para decorar os ambientes, vale a tentativa 😀

Cupidity by Cornetto

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Olá, pessoas bonitas!

Tentei me convencer a mudar de ideia, tentei mudar o assunto, mas não consegui. Passei o dia inteiro cantando a música “Valentine Song“, da cantora Lotte Mulan, e isso me convenceu a criar esse post. E não, não tem a ver com livros. Peço que desconsiderem a breve mudança de assunto, mas acredito que valerá a pena.

Quem me conhece sabe que sou uma romântica incurável. Há pouco mais de um ano, fuçando pela internet, descobri o projeto “Cupidity” da Cornetto, que é uma série de vídeos/curtas no Youtube, e fiquei COMPLETAMENTE apaixonada. Os vídeos são narrados por dezenas de “cupidos”, que, de uma maneira singela e discreta, unem diversos casais. Sim, descrevendo assim pode parecer meio bobo e sem graça, mas quando assisti ao primeiro vídeo – e meu preferido até hoje -, Kismet Diner, me acabei em lágrimas, de tão lindo que foi. Os vídeos originais são em inglês e acho que parte da magia se perde na tradução, então postarei alguns dos vídeos que já foram legendados pelo canal Legendadus.

Esse é absolutamente meigo, principalmente para os casais que sabem como é sofrer com a distância.

Esse também é incrivelmente fofo, mas, para mim, nenhum deles bate esse:

Me emociono toda vez que assisto ao “Kismet Diner”, e sou completamente apaixonada pela música. Tanto que passo dias inteiros cantando a música para mim mesma, e acabo me convencendo a fazer posts totalmente fora do assunto em um blog sobre livros. Mas como não compartilhar uma perfeição dessas? *-*

Todos querem ser amados. Todos querem estar apaixonados. Mas eles acreditam que encontrarão o amor?

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Aniversário da Página – Um ano de “Confissões de um Leitor”

Uau. Ok, tá. Pensei em já me antecipar e deixar o texto desse post pronto, mas acabei me enrolando, como sempre, e deixei para a última hora. Literalmente. Então, vamos ver o que dá…

um ano

Há pouco mais de um ano, eu fuçava o Google em busca de inspiração para criar novos posts para a página Leitura ao cubo, quando me deparei com o tumblr “Bookfessions“. Fiquei apaixonada pela ideia logo de cara e resolvi traduzir os textos que estavam lá para postar na LC. Cheguei a postar três imagens na página, mas percebi que elas não teriam tanto destaque em meio ao conteúdo, que não era pouco na época. Passei algumas horas pensando se valeria a pena criar uma página especificamente para isso (eu honestamente não achava que daria tão certo) e, depois do incentivo de alguns amigos, acabei criando a tal página às 2h da manhã de um domingo, dia 10 de novembro de 2013. Nascia, então, a Confissões de um Leitor.

Lembro que no dia fiquei super animada, comecei a traduzir algumas das imagens do blog, postando os créditos do Bookfessions, e a criar outras “originais”. Fui dormir poucas horas depois, com 80 confissões já prontas para serem postadas e 80 likes na página. No dia seguinte já batíamos os 1.000 likes e eu quase caí da cadeira, literalmente, quando vi o número. Por saber como é difícil o começo em páginas, não conseguia acreditar como a ideia estava dando certo. Nem nos meus sonhos mais malucos, loucos e pirados, conseguia imaginar um retorno tão bom quanto aquele. E as coisas foram apenas melhorando. Aos poucos, com as mensagens que recebia pelo inbox, fui entendo o formato que a página ia tomando para quem a acompanhava. A CDL realmente se tornou um “confessionário”, um espaço em que os leitores não tinham medo de compartilhar suas pequenas manias ou particularidades, e muitas vezes encontravam aqueles que pensavam como eles. Tornou-se um ambiente para nós, as pessoas por trás dos livros, e não apenas para as histórias.

Mas, claro, também tivemos nossos contratempos. O ambiente livre de julgamentos do começo da página foi se tornando um pouco mais “cruel” conforme o número de likes crescia. Não sei, acho que acaba sendo algo inevitável na internet, o que é verdadeiramente uma pena. Por muito tempo eu tinha (e tenho até hoje, na verdade) medo de conferir os comentários nas confissões postadas, pois as mensagens hostis e maldosas, mesmo que direcionadas à pessoa que enviou a confissão, me machucavam, e muito. Também tivemos problemas internos (como a completa e total falta de tempo) na equipe, que deixaram a página congelada por alguns meses e até hoje lutamos para recuperar o ritmo. Enfim, um ano de altos e baixos, mas felizmente muito mais altos.

Através da página, também, pude conhecer e conviver com algumas das pessoas mais fantásticas que conheço. Não consigo nem começar a contar quantas pessoas incríveis conheci esse ano, que sei que não conheceria se não fosse pela página. E sei que não só eu, mas muitos que acompanham a página ou o grupo no Facebook também passaram por isso. Essas pessoas se tornaram parte do meu dia a dia, aquelas que sabiam como me fazer sorrir, como me animar quando eu estava triste ou mesmo como me fazer sentir querida.

E, não menos importante, a página e o grupo me deram a coragem e o incentivo para fazer algo que eu já queria há muito tempo: criar um blog literário. A criação da página, em síntese, teve um impacto na minha vida que eu nunca poderia imaginar. E que sei que nunca esquecerei, pois foi e é algo realmente importante para mim. Então, obrigada a todos que acompanham a página ou o blog, e participam do grupo. Vocês tornaram meu ano maravilhoso ❤

XOXO, “~Mrs.Darcy”

Projeto BLC #2: Livros ou Travessuras?

Olá, pessoas bonitas!

Como comentei no post da terça-feira, estou fazendo parte do Projeto Blogagem Literária Coletiva, criado pelos blogs Chá & Livros, Os Literatos e Diário de uma Livromaníaca, e já temos o segundo tema da postagem. Na verdade, o tema já havia sido enviado no começo do mês, mas, por motivos óbvios, deixei para postar hoje. E vamos de TAG!

livros ou travessuras

1. Livro Drácula: Os vampiros são caracterizados por sugar o sangue alheio, cite aquele livro que sugou todas as suas forças, deixando você sem ar.

Amo a trilogia Jogos Vorazes, de paixão, e ainda lembro claramente como foi a leitura do primeiro livro. Eu estava na faculdade e na época não tinha muito tempo para ler (nem muita vontade, para ser honesta). Estava acompanhando a série “House of Night” com uma amiga, que tinha os livros e me emprestava. Então, um dia ela chegou com “Jogos Vorazes” nas mãos, pouco depois de o filme ter saído no cinema, e eu já estava super curiosa. Nas primeiras páginas, estranhei um pouco o estilo de escrita, não estava muito acostumada a ler narrativas em primeira pessoa. Mas, assim que superei o estranhamento, devorei o livro de uma só vez, terminando-o em pouco mais de um dia. Me senti completamente fisgada, chocada, desde Harry Potter não me sentia tão envolvida por um livro. E posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que foi um dos livros que me fez superar o desânimo que estava sentindo para ler.

2. Livro Fantasma: É de consenso geral que os fantasmas existem nas histórias de terror para assustar e assombrar a todos. Comente sobre aquele livro que te assombrou durante muito tempo.

Tive que fuçar no Skoob, porque minha memória não é das melhores. Mas escolhi “Deixados para Trás” (não só o primeiro volume, mas toda a série), porque foi uma leitura que me impactou demais. Sou cristã e a leitura mexeu demais comigo, comecei a pensar nas coisas por uma perspectiva que ainda não tinha me passado pela cabeça. As primeiras páginas, que demonstram os inúmeros acidentes e desastres que ocorreram após o arrebatamento, me deixaram em “choque” por umas boas semanas. Li toda a série em uns dois meses, mas a história e os personagens continuaram comigo por muito mais tempo, e até hoje considero reler.

3. Livro Lobisomem: Tal qual a licantropia que passa de mordida por mordida, cite um livro que você gostou tanto que indicou a várias pessoas.

São muitos os livros que eu indico, mas são poucos os livros que eu SUPER indico, que saio recomendando para todo mundo, em qualquer oportunidade. Uma das minhas maiores recomendações não é só de um livro, na verdade, mas de uma série. Comprei “Eu sou o Número Quatro” e “O Poder dos Seis” em uma promoção no Submarino, só porque queria ler antes de assistir ao filme, e fui completa e totalmente surpreendida quando comecei a leitura. Amei a escrita do “Pittacus Lore”, me deixou presa do começo ao fim do livro, e toda a história me conquistou. Eu super mais que mega recomendo (oi?), vale muito a pena :3

4. Livro Bruxa: Bruxas são famosas por jogarem feitiços e maldições nas pessoas. Portanto, conte-nos qual livro que te enfeitiçou, pode ser tanto de forma positiva quanto negativa.

Acho que já deixei evidente o quanto eu amo Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Apesar de achar que a trilogia saiu um pouco melhor que a série, “Cidade de Vidro” é meu livro preferido de todo o conjunto, por isso vou usá-lo para ilustrar. Mas falando do conjunto da obra, fiquei completamente enfeitiçada pelo universo dos Caçadores de Sombras. A história me fisgou de um jeito que não tem escapatória e o mais provável é que eu acabe lendo basicamente tudo que for lançado nesse universo. Já estou aguardando ansiosamente por The Dark Artifices, e torço para que o James Carstairs apareça ❤

5. Livro Frankenstein: Infelizmente, o Frankenstein é aquele personagem o qual as pessoas julgam pela sua aparência aterrorizadora. Em sua homenagem, comente aquele livro que a princípio você julgou mal pela capa, mas ao ler você acabou gostando da história.

Bom, esse foi difícil. Precisei revirar minha estante pelo Skoob três vezes para conseguir me decidir por um – a verdade é que gosto da maioria das capas dos livros que já li. Em todo caso, esse foi um daqueles livros que comprei porque estava em promoção no Skoob. Uma amiga vivia lendo os livros da Marian Keyes quando estava na faculdade e, por lembrar disso, resolvi arriscar. Mas o livro acabou ficando parado quase um ano na minha estante, achei que não iria gostar. Não sei, acabei achando estranho aquela história de “Melancia”, “Sushi” e “Férias!”, e me perguntei que diabos poderia haver num livro com esses títulos, então achei que não gostaria tanto assim das obras da autora. Ledo engano, foi uma das minhas leituras preferidas deste ano, gostei tanto que já dei um jeito de comprar outros dois livros da autora.

6. Livro Zombie: O Zombie é aquele personagem clássico que não dorme. Qual foi o livro que te fez ficar acordada a noite toda sem conseguir parar de ler?

A verdade é que não sou muito de virar a noite lendo algum livro, gosto demais do meu tempo de sono. E não só isso, mas acabo não lendo muito em casa, me distraio e fico fazendo outras coisas. Mas vez ou outra acabo lendo até mais tarde (ou cedo, já que, para mim, não tem nada mais cedo que o começo da madrugada, já que são as primeiras horas do dia 😛 ), e um dos casos que lembro foi quando estava lendo “Harry Potter e as Relíquias da Morte”. Peguei o livro na escola com uma amiga, passei o dia inteirinho lendo (bons tempos do ensino médio, não tinha mais nada para fazer da vida e muito tempo livre) e entrei noite adentro. Não sei exatamente a hora em que parei de ler, mas fui até terminar o livro.

7. Livro Gato Preto: Essa é aquela lenda que você não sabe se acredita ou não e acaba ficando confuso. Sendo assim, fale daquele livro que te deixou confuso, sem saber muito bem como reagir a ele.

Aaah, “O Fim”, por que faz isso comigo?! Comecei a ler Desventuras em Série quanto tinha uns nove anos, pegando na biblioteca da escola, mas na época só consegui ler até o quinto volume. Por muitos e muitos anos, o box foi meu maior sonho de consumo literário. Quando finalmente consegui comprar o box, devorei todos os livros, ansiosa para descobrir todos os mistérios apresentados. Então chegou o fim de “O Fim” e eu não sabia bem o que pensar. Fiquei andando pela casa e comentando com todo mundo por umas duas horas, tentando processar como o livro havia acabado. De certa forma, combinou muito bem. Mas, ainda assim, eu queria algumas coisas um pouco diferentes. Não sei se amo ou se fico querendo bater no ‘Lemony’…

8. Livro Fogueira: A fogueira foi a causa das mortes injustas de muitas “bruxas”, assim como um símbolo presente em várias narrativas de horror. Conte sobre aquele livro que acendeu uma chama interior e te deixou pegando fogo de tanta raiva.

Não sou muito de ficar com raiva de livros, não no geral. Fico com raiva de determinado personagem, determinada passagem (ou da personagem durante o livro inteiro, como foi com a America em “A Elite”), mas acho que nunca fervi de raiva com algum livro. Mas como tenho que escolher algum, vou de “Amanhecer”, da saga Crepúsculo. Sim, eu li a saga inteira e até tinha gostado de “Lua Nova” e “Eclipse”, por motivos de: são os menos parados da saga. Mas fiquei bem irritada com “Amanhecer”, bem decepcionada, na verdade. Ok, ok, “é um romance, o foco não é a ação”, etc, etc. Sei que a maioria dos fãs defendem utilizando esse argumento. Mas um duelo mortal entre dois mega clãs de VAMPIROS, e, no fim, só uma vampira sem importância nenhuma para a história morre? Não comprei, não aceitei, foi o livro que mais me irritou. Estava super no ritmo da construção da batalha, criando inúmeras linhas de pensamento para tentar descobrir quem a Stephenie iria “sacrificar”, e o livro acaba dele jeito. Argh e_e

9. Livro Cavaleiro Sem Cabeça: Diz a lenda que o Cavaleiro que assombrava Sleepy Hollow perdeu a cabeça durante a Guerra da Independência dos EUA. Porém aqui o que faz perder qualquer parte do corpo são os livros, por isso, conte-nos sobre aquele livro que te fez perder a cabeça, ou seja, a compostura.

Novamente, não costumo ter esse tipo de reação com livros, mas como tenho que escolher um, vou de “Belo Desastre”. Perdi as contas de quantas vezes vi inúmeras pessoas falando super bem desse livro, e estava com certa vontade de ler. Fui visitar a Manu Herzer nas férias e ela tem o livro, por isso aproveitei para pegar emprestado e ler enquanto estava por lá. Conforme lia, lembro que vivia comentando “ok, é clichê”, “é muito clichê”, “é tão clichê que chega a ser piegas”. Isso até pouco depois da metade do livro. Aí fui terminando a leitura, o Maddox foi ficando cada vez mais psicótico, a Abby cada vez mais tosca (sim, tosca), o relacionamento deles foi ficando cada vez mais doentio e eu não conseguia parar de me perguntar o que diabos estava acontecendo ali. Quando terminei a leitura, fui fuçar o livro no GoodReads e me deparei com uma resenha que expressava perfeitamente a sensação estranha que eu tinha no peito e não conseguia entender. Depois de ler a resenha e reavaliar o que eu tinha lido no livro, não consegui entender como tantas pessoas ficam babando pelo Maddox e desejando um homem como ele na vida delas. Hello-o? Só eu percebi o louco psicótico que não aceita que a garota esteja com outra pessoa que não seja ele? Tem algo de MUITO errado nisso!

10. Livro Cemitério: O cemitério é um cenário clássico do Halloween e das narrativas de terror, ele é considerado um lugar terrivelmente calmo e silencioso, reservado para o sepultamento dos mortos. Para caracterizar o cemitério, cite aquele livro que você enterrou na sua estante, não terminou de ler ou nem mesmo começou, seja por ter esquecido ou por ter desanimado com a história.

Como já citei o Ciclo Herança na última tag, vou mudar um pouco. Comprei “E o Vento Levou” em abril do ano passado e tentei ler pouco depois. Mas não sei, acabei travando na leitura, não consegui pegar o ritmo e parei de ler lá pela centésima página. Tentei recomeçar umas duas vezes, mas sempre me distraía durante a leitura, tinha que reler o parágrafo, porque não estava prestando atenção, vez ou outra tinha que voltar uma página inteira. Depois de uma longa briga, resolvi aceitar a derrota e deixá-lo de lado por um tempo. Não sei, acho que simplesmente não era o momento certo para ler, tentarei novamente mais para a frente…

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Ufa, foi isso! E vocês, quais seriam suas respostas? 😀

XOXO, me.