Numbers #1 – Tempo de Fuga [Resenha]

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Autora: Rachel Ward
Editora: Editora iD
ISBN: 9788516065294
Páginas: 350
Título Original: Numbers
Série: Trilogia Numbers #1 (Numbers #1)
Nota:
1 Estrela

Sinopse: Sempre que Jem conhece alguém novo, não importa quem, logo que ela olha em seus olhos, um número aparece em sua cabeça. Esse número é uma data: a data em que essa pessoa vai morrer. Sobrecarregada com tal consciência terrível, Jem evita relacionamentos. Até que ela conhece Spider, outro estranho, e ganha uma chance. Mas, enquanto eles estão esperando para embarcar no Eye Ferris Wheel, uma roda gigante, Jem percebe que todas as pessoas da fila possuem o mesmo número. A data de hoje. Terroristas vão atacar Londres. O mundo de Jem está prestes a explodir!

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Jem não é uma garota normal. Desde que era pequena, a garota possuía uma estranha habilidade, a de ver uma “sequência” de números toda vez que olhava nos olhos de alguém. O real significado dos números veio no dia em que a mãe da menina teve uma overdose e morreu, fazendo com que o seu número sumisse. Aqueles números, que até então eram apenas uma brincadeira para a menina, significavam a data da morte daquela pessoa. Não mais uma brincadeira, a habilidade passou a parecer uma maldição.

Anos se passam e Jem passa de lar adotivo a lar adotivo, nunca ficando tempo demais em um mesmo lugar. Convencida de que os números são uma maldição, a garota se fecha para o mundo, preferindo passar a vida sozinha a ter que se envolver com pessoas que ela sabe que a abandonarão. Mas isso muda quando ela conhece Spider, um garoto alto e magrelo, que tem muito o que melhorar em termos de higiene pessoal, mas que parece determinado a se tornar seu amigo. Um dia, quando os dois estão cabulando aula e visitando o centro de Londres, Jem se assusta ao ver que várias pessoas ao seu redor têm a mesma data – a data de hoje. Apavorada, ela convence Spider a sair correndo com ela dali, poucos minutos antes de uma explosão detonar uma parte da London Eye e matar todos os que estavam presentes. E é aí que a vida de Jem muda completamente, lançando-a em uma fuga frenética da polícia londrina, que parece acreditar que ela e Spider têm alguma coisa a ver com o atentado.

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Lembro a primeira vez em que vi esse livro, a ideia me fascinou e me deixou louca para saber mais sobre a história. A premissa parece fantástica e a sinopse prometia uma história de tirar o fôlego. Infelizmente, não foi nada disso que a autora entregou. Com uma narrativa cansativa e um pouco forçada em alguns aspectos, “Numbers” parece aquele livro que tenta decolar, mas que nunca consegue sair do chão. A autora abusa de palavrões, nojeiras e “rebeldia” (“nossa, eu fumo e não estou nem aí pra ninguém, como sou rebelde!”), talvez na tentativa de retratar uma “realidade”, mas só serviu para me deixar ainda mais desanimada com a leitura. Nada flui, tudo é truncado, desanimador.

A protagonista, que tinha tanto potencial para ser explorado, acabou sendo um clichê de adolescente marginalizada e excluída da sociedade. Não tinha profundidade, mesmo o drama de se saber a data da morte de todos ao seu redor é reduzido a um mimimi sem fim, e mesmo a habilidade é deixada de lado. Longe da proposta inicial, o livro retrata basicamente uma garota sem graça e sem sal, com seus “dramas” praticamente inexplorados, que sai em uma fuga impossível pelo país com seu amigo – também muito mal explorado.

Geralmente tento ver o lado positivo de todos os livros, achar alguma coisa que o salve, mas nesse caso ficou praticamente impossível. Tentei dar uma chance ao segundo livro, e também deixou a desejar, então duvido que vá ler o terceiro.

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[Review] A Série Divergente: Insurgente

Olá, pessoas da Terra!

Apesar de nunca ter mencionado aqui no blog (pelo menos acho que não), eu sou uma mega fã da trilogia Divergente. Mesmo com o fim de Convergente, que não foi bem o que eu esperava, simplesmente não consigo não amar essa trilogia, fui conquistada por toda a história, personagens e escrita. Sendo assim, eu não poderia deixar de assistir aos filmes, mesmo sabendo que muito provavelmente iria me decepcionar com cada um deles. Não tive tempo para escrever a review de Divergente quando o filme saiu no cinema, mas aproveito agora para deixar minhas impressões de Insurgente.

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Sinopse: Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) agora são fugitivos e procurados por Jeanine Matthews (Kate Winslet), líder da Erudição. Em busca de respostas e assombrados por prévias escolhas, o casal enfrentará inimagináveis desafios enquanto tentam descobrir a verdade sobre o mundo em que vivem.

O filme retoma a história logo do fim de Divergente, quando Tris, Quatro, Caleb, Marcus e Peter buscam abrigo na sede da Amizade, depois de fugir do ataque à Abnegação. Apesar de não estarem tão satisfeitos com a situação, Tris e Quatro decidem continuar por lá até se reorganizarem e descobrirem onde estão os demais membros da Audácia, para então irem à procura deles. Mas tudo isso muda quando soldados da Audácia, aliados à Jeanine Matthews, chegam nas terras da Amizade em busca de Divergentes, e Tris, Tobias (Quatro) e Caleb precisam fugir para não serem capturados. A busca de Jeanine por Divergentes continua, pois, após encontrar uma caixa misteriosa em uma das casas da Abnegação, supostamente pertencente aos fundadores da cidade, ela sabe que apenas um Divergente poderá abri-la e revelar a sua mensagem.

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Já há algum tempo eu aprendi uma valiosa lição: não devo esperar que as adaptações cinematográficas sejam 100% fiéis aos livros, isso é impossível, e é mais fácil encarar os dois como coisas completamente diferentes e não relacionadas, assim não acabo me decepcionando. Tendo isso em mente, fui ao cinema preparada para deixar minhas impressões do livro de lado e tentar aproveitar o filme. Não digo que fui completamente eficaz nessa tarefa, pois durante a maior parte do filme eu ficava pensando “tá errado, tá tudo errado“, mas tentei focar o filme e avaliar como ele, por conta própria, se saiu. Apesar de não achar que foi um filme ótimo, perfeito, incrível, merecedor do Oscar, do troféu Joinha e de todas as estatuetas possíveis e imagináveis, arrisco dizer que foi um bom filme, que dá para se divertir assistindo.

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Com o desenrolar da história e dos acontecimentos, Insurgente já conta com uma trama mais elaborada e envolvente que seu antecessor, e o ritmo do filme já é mais frenético e agitado. O cenário de “guerra civil” que foi se armando em Divergente atingiu novas proporções com a lei marcial instaurada pelo Conselho, a pedido da Jeanine, e a “descoberta” do exército dos sem-facção, e o expectador só consegue antecipar o momento em que a bomba vai explodir – pelo menos foi assim que meu amigo, que ainda não leu o livro, ficou ao meu lado. Também é visível que o investimento financeiro nessa sequência foi bem maior, como podemos perceber pelo nível de elementos como efeitos especiais, figurino e locações, que já estão bem melhores que no filme anterior.

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Levando em consideração os acontecimentos descritos no livro, achei que o desenvolvimento dos personagens nesse filme deixou a desejar, e muito. No livro, vemos Tris lutando seriamente contra seus demônios internos, estando completamente traumatizada após os acontecimentos em Divergente, e vemos como tudo isso vai destruindo-a pouco a pouco, levando a tomar decisões com consequências perigosas para ela e aqueles que ama. No filme, apesar de tentarem retratar tudo isso, acho que ficou muito superficial e comedido, não chegando nem perto do estado em que a personagem deveria estar. Também não houve nenhum desenvolvimento do Tobias, foi muito pouco explorado o seu relacionamento com seu pai e sua mãe, e como isso o fez tomar decisões e mesmo se afastar de Tris em alguns momentos. Diversos outros personagens secundários também tiveram suas ações, motivações e dramas pessoais negligenciados, deixando a história superficial e unilateral. Nesse aspecto, acho que o filme ficou bem longe do que seria aceitável, o que é uma pena.

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Mas, mesmo com a minha promessa de não julgar só de acordo com o livro, não posso deixar a obra em que o filme se baseou completamente de lado. Apesar de ser um bom filme, Insurgente deixa a desejar em alguns aspectos de fidelidade do livro. Não vou ser do tipo de pessoa que reclama da cor do olho do personagem, ou do corte de cabelo, pois acho que isso é o de menos na história, mas fiquei incomodada com alguns elementos do livro que ficaram faltando no filme, ou algumas coisas que foram criadas para o filme que não faziam sentido algum de acordo com o cenário proposto no livro. Um exemplo é o aparelho criado pela Erudição, que faz uma leitura da pessoa (?) e consegue determinar a qual facção ela pertence, ou se ela é Divergente. Em um cenário pós-apocalíptico, onde os recursos devem ser poupados e priorizados para a reconstrução da cidade, que ainda está em andamento, como é que eles teriam recursos ou meios para a criação em massa de um aparelho como esses? Assim como toda a história da caixa, que contém uma mensagem dos fundadores e só pode ser aberta por um Divergente muito, muito especial. A resposta para esse problema, também, não fez sentido algum, levando em consideração a própria história criada para o filme anterior – é entrar em contradição com o que eles próprios disseram… E uma mudança em específico, bem no fim do filme, me deixou bem confusa sobre como conduzirão o filme seguinte, o que não achei uma boa ideia. Acho que ficou muito aberto, não mostraram um elemento muito importante na caracterização do cenário social para a última parte da história, e não sei como os roteiristas farão para corrigir isso no próximo filme – é esperar para ver.

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Uriah, finalmente *——*

No fim das contas, posso concluir que achei que Insurgente foi um bom filme, apesar de não ser uma adaptação tão boa. Para quem ainda não leu os livros e não tem uma expectativa alta, é mais do que possível se envolver e adorar a história, e talvez, até, se interessar o bastante para ir atrás dos livros – o que, de um jeito ou de outro, acaba sendo um ótimo resultado. Para quem leu e adorou os livros, é mais uma oportunidade para ir ao cinema e ficar reclamando a todo instante que está tudo errado, e acusar os roteiristas de não terem lido o livro e terem destruído a história… Mas, ainda assim, é parada obrigatória para todo fã, que sabe como, apesar de reclamarmos, amamos ir ao cinema para ver a adaptação dos nossos filmes preferidos ❤

Título Original: Divergent Series: Insurgent
Direção: Robert Schwentke
Elenco: Shailene Woodley, Theo James, Miles Teller, Ansel Elgort, Kate Winslet, Jai Courtney, Zoë Kravitz, Octavia Spencer
Duração: 119 minutos
Ano de lançamento: 2015

Confesso que li: O Poder dos Seis [Resenha]

Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571219
Páginas: 320
Título Original: The Power of Six (Lorien Legacies #2)
Série: Os Legados de Lorien (#2)
Nota: 5 Estrelas

Sinopse: O planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais. O Número Um foi morto na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Tentaram pegar o Número Quatro, John Smith, em Ohio, e falharam.
Em “O poder dos Seis”, John e a Número Seis se recuperam da grande batalha contra os mogadorianos, de quem ainda fogem para salvar a própria vida. Enquanto isso, a Número Sete está escondida em um convento na Espanha, acompanhando pela Internet notícias sobre John. Ela se pergunta onde estão Cinco e Seis, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, cujos poderes vão além de tudo o que ela já imaginou, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes. (Skoob)

Comentei na resenha de “Eu sou o Número Quatro” que havia estranhado um pouco a releitura do livro. Por pouco mais de um ano, eu tive a série “Os Legados de Lorien” entre as minhas favoritas, porém, ao reler o primeiro volume, não foi exatamente como eu me lembrava e isso acabou me deixando com dúvida sobre os outros livros. Mas, agora que acabei de reler “O Poder dos Seis”, posso reafirmar o quanto eu amo essa série e o quanto a recomendo.

O liro começa em um ritmo mais tranquilo que o fim do livro anterior, mas não tão parado quando o começo de “Eu sou o Número Quatro”. Logo no primeiro capítulo somos apresentados a uma nova personagem, Marina, a Número Sete, que possui seu próprio POV (ponto de vista). A narrativa passa a ser dividida entre ela e John, que está em fuga pelos EUA com Sam e Seis, depois de ter explodido sua escola em Paradise, Ohio, e ser considerado um terrorista. Essa mudança na narrativa já deixa “O Poder dos Seis” bem mais dinâmico que seu antecessor, já que, mesmo com a necessidade de alguns capítulos mais explicativos da Marina, para que pudêssemos conhecer seu passado e sua situação, temos os capítulos que desenvolvem a história de John, Sam e Seis, que já estava em andamento desde o livro anterior e por isso flui melhor.

Quanto aos personagens, a Seis e a Marina são um bom alívio para os personagens mais clichês do livro anterior. As duas são reais, cheias de dúvidas e incertezas, forças e fraquezas, e passam longe de qualquer lugar comum. Até mesmo o John, que eu acho um  porre quando está com a Sarah, se revela bem mais natural e menos insuportável quando está na companhia de Seis e Sam. Apesar de ainda estarem presos às descrições do livro anterior, John e Sam começam a se expandir um pouco mais, a fugir da mesmice do “super herói” e do “super nerd”. Após a morte de Henri, John precisa amadurecer, e mesmo isso ainda trazendo certos clichês, já oferece uma profundidade ligeiramente maior ao personagem. Mas a rainha do livro é, sem sombra de dúvidas, Seis, que rouba todas as cenas em que toma parte.

Em síntese, apesar de ter ficado um pouco desgostosa com a releitura de “Eu sou o Número Quatro”, a releitura de “O Poder dos Seis” veio para me confirmar porque amo tanto essa série. A escrita já fica mais fluida e envolvente, os personagens ficam mais interessantes e a trama começa a tomar um rumo mais sedutor, respondendo algumas perguntas do livro anterior e propondo novos questionamentos ao mesmo tempo. Depois de ler esse livro, é impossível não querer continuar a série.

Confesso que li: Eu sou o Número Quatro [Resenha]

Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570137
Páginas: 352
Título Original: I am Number Four (Lorien Legacies #1)
Série: Os Legados de Lorien (#1)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: “Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo.
O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro.
Eu sou o próximo.”

Até onde vai a sede de morte e destruição? Os mogadorianos destruíram todos os recursos de seu planeta e se voltaram para o planeta habitado mais próximo: Lorien. Em um ataque que pegou a todos de surpresa, os assassinos frios de Mogadore destruíram Lorien e dizimaram sua população. Mas, enquanto a batalha ocorria, uma nave – a única que ainda estava inteira – conseguiu escapar de Lorien com 19 passageiros a bordo. Nove crianças, membros da Garde – a força de defesa de Lorien, com poderes e habilidades especiais – seus Cêpans – os mentores das crianças, responsáveis por ajudarem em seu treinamento e desenvolvimento – e o piloto. Depois de uma longa viagem os lorienos chegaram ao planeta Terra, onde se espalharam pelos quatro cantos do globo, aguardando o dia em que seus poderes estariam desenvolvidos, seu treinamento estaria completo e eles estariam prontos para trazer a justiça aos mogadorianos e repovoar Lorien.

Mas os mogadorianos seguiram os lorienos até o planeta Terra e começaram a caçá-los um a um. Um feitiço realizado por um Ancião de Lorien antes de as crianças embarcarem na nave provou-se a única forma de garantir que elas não seriam mortas imediatamente: a cada criança foi dado um número, e elas só poderiam ser mortas naquela ordem. Caso uma criança fosse atacada “fora da ordem”, o dano seria revertido para a pessoa que a atacou. E a única forma desse feitiço ser quebrado seria se os membros da Garde se uniram.

Dez anos se passaram desde que a nave loriena chegou em nosso planeta e os lorienos passaram a se esconder entre os humanos. Enquanto tentava aproveitar um dos raros momento de descontração em seu último endereço (já havia perdido as contas de quantas vezes se mudara nos últimos anos), o Número Quatro sente uma queimação em sua perna e uma cicatriz, sua terceira, surge em seguida. Ele sabe o que isso significa, sabe o que aconteceu e quais serão as consequências. O Número Três está morto. Os mogadorianos virão atrás dele agora. Estará ele pronto? Quando finalmente irá parar de fugir e se esconder?

Li quatro livros desta série no ano passado e fiquei tão fascinada e encantada que a coloquei na minha lista de séries preferidas de todos os tempos. Cada vez que alguém me pedia uma recomendação de série, automaticamente soltava Os Legados de Lorien. O quinto livro foi lançado este mês e, como tenho uma memória realmente muito fraca, resolvi reler a série desde o começo. E, enquanto lia “Eu sou o Número Quatro” só conseguia pensar: foi esse livro mesmo que eu li e me apaixonei?

Veja bem, tão logo comecei a leitura, fui ler algumas críticas e resenhas no Goodreads e acho que isso me fez perceber algumas coisas que não tinham me incomodado tanto em minha primeira leitura. Essa releitura realmente me fez perceber algumas coisas que eu não tinha percebido na primeira vez, ou simplesmente não tinham me chamado tanto a atenção. E, infelizmente, este primeiro volume de Os Legados de Lorien não é tão bom quanto eu me lembrava – pelo menos não completamente.

O início da história tem um ritmo bem lento e tranquilo, a sensação de que temos é que nada acontece. Depois de receber sua terceira cicatriz – parte do encantamento lórico, que indica que um dos lorienos morreu -, Quatro e seu Cêpan Henri preparam-se para mudar de casa mais uma vez. Abandonam o calor da Flórida para se mudarem para Paradise, Ohio, onde Quatro adota seu novo nome, John, que o acompanha por toda a duração da série. Neste início do livro temos toda a apresentação do universo de Os Legados de Lorien, quem são os lorienos, os mogadorianos e como seus caminhos se cruzaram. Descobrimos sobre a missão dos lorienos na Terra, de se fortalecerem e desenvolverem seus Legados – como são chamados os poderes e habilidades que cada um dos membros da Garde desenvolverá – até estarem prontos para derrotar os mogadorianos e trazer a vida de volta a Lorien. E também descobrimos que os mogadorianos não estão na Terra apenas para caçar os sobreviventes, mas também para dominar o planeta. Não destruindo tudo, como fizeram em Lorien, mas possivelmente dizimar a raça humana e estabelecer a Terra como sua nova morada (e não, isso não é spoiler).

Ao mesmo tempo em que é bom descobrir todos esses (e outros elementos), nessa releitura eu realmente senti um pouco mais forte essa sensação de “nada acontece” no começo do livro. John e Henri se mudaram para a pacata cidade de Paradise, e a impressão que me deu é que o início da história acabou assumindo o mesmo tom pacato. Não é do tipo que te faz largar o livro e nunca mais querer pegar na mão, mas ficar ansiando por alguma ação ou emoção, já que a premissa da história parece prometer isso a torto e a direito.

Lá pela metade do livro, por volta do capítulo 18, temos o primeiro boom de adrenalina real (não que nada ocorra antes disso, mas é o primeiro momento em que o livro realmente fica acelerado) e aí vemos onde a série se destaca, e muito: nas cenas de ação. Mesmo nessa segunda leitura, enquanto me encontrava ligeiramente desanimada por me deparar com algo diferente do que eu me recordava, e mesmo sabendo tudo o que aconteceria, não deixei de me contagiar pelos acontecimentos descritos na noite de Ação de Graças. E não se trata apenas do confronto em si, mas de toda a construção e expectativa.

Neste ponto os autores (James Frey e Jobie Hughes, sob o pseudônimo de Pittacus Lore) trabalham muito bem, desenvolvendo cenários que fazem os leitores, ou pelo menos eu, devorar as páginas. O mesmo se repete nas cem últimas páginas da história, quando você não consegue desgrudar os olhos das páginas por um minuto que seja. Por mais que o livro tenha um começo um pouco lento, do começo ao fim você simplesmente não consegue parar de ler. A narrativa é em primeira pessoa e no tempo presente, o que é até fácil de acostumar, principalmente para quem já leu Jogos Vorazes, que também apresenta este formato de narrativa.

Outro ponto que me incomodou foi o desenvolvimento dos personagens – pelo menos alguns deles. Os principais personagens (John, Sarah, Sam, Mark) ficaram um pouco clichês demais, aquela fórmula pronta do herói, garota perfeita, nerd e valentão (na respectiva ordem dos personagens citados acima). Apesar de eu ainda adorar o livro (estava decepcionada no começo, mas cheguei ao fim lembrando porque amo a série), acho que faltou trabalhar um pouco mais os personagens, e não cair no esteriótipo, na solução pronta. Apesar de pequenas mudanças em cada um deles ao longo da história, o que nós encontramos é a definição quase literal do papel que cada um deles assume, sem permitir que suas personalidades sejam mais exploradas.

E outra coisa que não gostei, e isso eu sei que não gostei na primeira vez em que li também, foi o romance entre John e Sarah. Ah, por Lorien, que casal mais chatinho! Sarah é o cúmulo da perfeição, a garota que desistiu de ser líder de torcida e resolveu ser boa e gentil com todo mundo. Ela tira fotos, assa cupcakes e constrói abrigos para animais em seu tempo livre. E tudo isso com uma aparência impecável, aposto que nem o cabelo saí do lugar. E todo o romance desenvolvido com John é daqueles “amor à primeira vista”, com longas trocas de olhares cheios de significado e perfeição a cada segundo. Desculpe, mas eu não compro isso. Gosto de romances, sou uma romântica incurável, mas o romance desenvolvido é tão doce que chega a me dar dor de dente. Acho que não casou com a história e, diferentemente da parte de ação, os autores erraram a mão – e feio – ao desenvolver essa história de amor. Sei que boa parte da trama se deve ao romance dos dois, mas simplesmente ficou superficial, artificial e “perfeitinho” demais. Nenhum relacionamento é perfeito, e o deles só me deixa irritada.

Também me deparei com algumas coisas na história que parecem não fazer muito sentido, mas acredito que durante o desenvolvimentos dos outros livros (bom, do quinto em diante, pelo menos) elas devem ser solucionadas. E, apesar da crítica ainda parecer completamente negativa, continuo gostando do livro. Queria que a personalidade de alguns personagens fossem mais trabalhadas? Sim. John e Sarah juntos me irritam? Demais! Mas ainda lembro da história dos outros livros, dos personagens e acontecimentos que estão por vir, e não posso deixar de gostar da série. Talvez possa me conformar com “um começo não tão bom para uma série envolvente”.

Confesso que li: Gone [Resenha]

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Autora: Lisa McMann
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576794073
Páginas: 205
Título Original: Gone
Série: Trilogia Wake #3 (Dream Catcher #3)
Nota:
 2 Estrelas

Sinopse: No início Janie acreditava que já sabia o que o futuro lhe reservava e pensou que estava em paz com isto. Mas, o que Janie não suportou, foi ver Cabel afundando com ela. Janie só vê uma maneira de dar a Cabel a vida que ele merece – ela precisa desaparecer. Mas isto pode destruir os dois. Então, um estranho entra em sua vida – e tudo se desfaz. Seu futuro, antes previsto, sofre uma reviravolta trágica e suas escolhas se tornam mais terríveis do que Janie jamais imaginou. Ela só precisa escolher o menor dos dois males. E o tempo está se esgotando…

Ainda no estilo “não consigo desistir de uma leitura”, fui em frente e li o último livro da trilogia Wake, “Gone”. Depois de me animar um pouquinho mais com “Fade”, esperava que o terceiro livro seguisse a melhoria e trouxesse um desfecho que compensasse a história, mas até hoje não sei ao certo o que acho de “Gone”.

O livro começa pouco depois da conclusão de “Fade”, quando Janie está enfrentando as consequências do caso anterior. Sendo a principal testemunha (e quase vítima) do caso de abuso sexual por parte de três professores da Fieldridge High, Janie passa a enfrentar o inferno em sua cidade, onde todos sabem quem ela é e se acham no direito de comentar como se ela nem estivesse ali. Sufocada nesse mar de atenção, Janie tenta se manter à tona e manter sua sanidade, mas as descobertas sobre qual será o seu futuro não a deixa muito otimista quanto a isso. Cega e aleijada. É isso que o seu “dom” reserva para ela no futuro, quando as crises que seguem os mergulhos nos sonhos tirarem de vez sua visão e o controle sobre suas mãos. E o pior é sentir que não só o futuro dela está condenado, mas que ela acabará condenando todos aqueles que estão ao seu redor – principalmente Cabel. Cabe agora a ela decidir o que fazer. Viver em meio a sociedade, sabendo o que a aguarda, ou se isolar completamente do mundo, pensando ser a solução? O destino de um suposto estranho pode ser a chave para ajudá-la a se decidir…

Ok, preciso admitir: resumindo os acontecimentos da história para escrever a descrição ali em cima, até que parece uma história muito boa, não? Janie confirma aquilo que sempre suspeitou, que seu dom é, na verdade, uma maldição, e que seu destino está fadado ao fracasso enquanto permanecer nesse caminho. Com os diários da senhora Sturbin, assim como seus encontros com ela, Janie descobriu que o preço que o seu dom cobra é realmente alto demais: com o passar dos anos, e pouquíssimos anos, ela ficará cega e perderá todo o controle sobre suas mãos. Precisará de ajuda para as coisas mais simples, e prenderá as pessoas que a amam a uma vida de cuidadores. Janie, que sempre prezou tanto  por sua independência, não pode e não consegue aceitar um futuro que a tornará tão dependente, que fará com que ela transforme-se em um fardo para os outros. Mas também não sabe como escapar.

Conforme a história vai se desenvolvendo, uma alternativa se apresenta à Janie, e ela parece cada vez mais tentada a aceitá-lo. Mas esta alternativa vem com um mistério, que ela pensa ter resolvido, o que facilita a decisão que ela quer tomar. Apesar de não ter me envolvido muito com o primeiro livro, e um pouco mais com o segundo, acredito que este último livro traz uma trama interessante à história, complementando o que já havíamos descoberto em “Fade”. Não, isso não deixa o livro (ou a trilogia) fantástico, mas foi interessante ver como foi trabalhada essa questão da consequência ao dom, do passado de pessoas que sofreram o mesmo destino e como Janie tenta lidar com isso com as poucas informações que dispõe. A trama não é perfeita, não é daquelas que te faz virar página atrás de páginas, mas serve para mantê-lo entretido e envolvido em certo nível.

E então por que, apesar disso, não sei ao certo o que pensar do livro? Porque a Janie esteve mais insuportável do que nunca. Eu entendo a questão do medo de não saber o que vem pela frente, o peso da decisão que está na balança, a indecisão e confusão, mas achei particularmente difícil me importar com a Janie depois de todo o drama que ela fez dentro da cabeça dela. Como gostar de um livro quando você fica revirando os olhos a cada decisão da protagonista? Tudo bem que é mais fácil para o leitor pular para algumas conclusões e que é comum o personagem levar mais tempo, mas eu realmente peguei uma antipatia profunda pela Janie, o que me deixou dividida quanto ao livro. A ideia da trama central da trilogia, que é apresentada e finalizada nesse livro, é interessante, dá para compensar um pouco o fiasco do primeiro volume, mas acho que a execução, como nos outros volumes, deixou a desejar.

Confesso que li: Fade [Resenha]

Autora: Lisa McMann
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576793816
Páginas: 240
Título Original: Fade
Série: Trilogia Wake #2 (Wake Trilogy #2)
Nota:
 2,5 Estrelas

Sinopse: Para Janie e Cabel a vida real está se tornando mais difícil do que os sonhos. Eles estão tentando (em segredo) passar um tempo juntos, mas ainda não tiveram esta sorte. Coisas perturbadoras estão acontecendo em Fieldridge High, mas ninguém quer falar a respeito. Quando Janie penetra os pesadelos violentos de um colega de classe, o caso finalmente se torna claro, mas nada sai como planejado.
A cabeça confusa de Janie e o comportamento chocante de Cabe têm graves consequências para ambos. Pior ainda. Janie Descobre a verdade sobre si mesma e sua habilidade. E é desolador. Realmente desolador. Não só o seu destino está selado, como o que está por vir é muito mais sombrio do que seu pior pesadelo…

Eu não sou o tipo de pessoa que costuma desistir de uma leitura, tipo, mesmo. Por essas e outras, mesmo não gostando muito de Wake, resolvi ler Fade para completar a trilogia. Bom, achei que pior que Wake não dava para ficar e, felizmente, estava ligeiramente certa. Nesse segundo volume, vemos Janie se juntando à equipe da Narcóticos chefiada pela Capitã, trabalhando lado a lado com Cabel, depois de sua ajuda no caso anterior. Janie e Cabel continuam seu relacionamento, mas, como o caso anterior ainda não foi encerrado, os dois não podem deixar ninguém saber que estão juntos, devendo se encontrar sempre em segredo. O primeiro caso que Janie pega é uma investigação sobre um suposto predador sexual que ronda as paredes de sua escola, provavelmente um dos professores, e a investigação a leva a muitas situações de perigo, o que deixa Cabel louco. A tensão do trabalho, do relacionamento secreto com Cabel e mesmo das descobertas que Janie faz sobre sua própria condição, sobre quem ela é e o que o futuro reserva para ela, podem ser mais do que ela pode aguentar, ameaçando levá-la ao seu limite…

Ok, acho que ficou bem evidente o quanto desgostei do primeiro livro e o quanto fiquei decepcionada com a leitura, já que era algo que eu estava esperando há mais de um ano, por isso já comecei a leitura do segundo livro sem expectativa alguma. Não vou dizer que foi uma surpresa, ou que a autora conseguiu reverter o quadro e criar um livro incrível, mas posso dizer que a “decepção” já foi bem menor do que com o primeiro. Eu comecei o livro já revirando os olhos, pensando “serão mais 200 páginas perdidas”, e até fiquei um pouco confusa com a questão do trabalho da Janie, já que não fazia tanto sentido e parecia uma coisa um pouco forçada. Não conseguia entender como um caso de um predador sexual poderia ser investigado pelo departamento de Narcóticos, já que são assuntos distintos e provavelmente haveria uma equipe específica para esse tipo de investigação, mas depois de um tempo eu tentei relevar essa questão que me parecia pouco plausível e “comprar” a história.

Sobre livros com dedicatória ♥

Mesmo não sendo possível resgatar ou recuperar a catástrofe que eu achei que foi “Wake” (e me perdoe quem gostou, mas realmente achei que foi uma catástrofe), a autora conseguiu criar uma trama um pouco mais envolvente e atraente nesse segundo volume. Sim, a história ainda conta com alguns furos, não vou negar, mas esse livro me prendeu um pouquinho mais que o volume anterior, mesmo porque a narrativa da Lisa já mudou um pouco. As frases curtas, de duas ou três palavras cada e divididas em alguns parágrafos, que me causaram tanto estranhamento no volume anterior, desaparecem um pouco, apesar de não sumirem por completo. O leitor consegue encontrar uma história um pouco mais amarrada e com uma fluidez maior, e confesso que realmente fiquei envolvida quando tudo começou a caminhar para o desfecho, fiquei imaginando possibilidades e tentando descobrir quem seria inocente ou culpado – e como seria o envolvimento de Janie e Cabel em toda aquela questão.

Por mais que a trama tenha me prendido um pouco mais, os personagens continuam com o mesmo aspecto unilateral do livro anterior, não dando aquela impressão de que eu estava lendo sobre pessoas reais, que eles realmente poderiam existir, e isso sempre faz um livro perder alguns pontos comigo, pois não consigo me importar muito com os personagens e me relacionar com eles. Apesar de ter encontrado um ou outro erro de revisão, o livro me pareceu mais bem estruturado que o volume anterior, com menos deslizes e absurdos, o que também me ajudou a ter uma impressão melhor desse volume.

Apesar de não estar nem perto da minha lista de preferidos, ou das melhores leituras do ano, ou de qualquer lista positiva que algum dia eu possa fazer sobre livros, “Fade” já mostrou uma melhora em relação ao livro anterior, sendo uma boa continuação quando se leva em conta o nível de “Wake”. Ainda não é o bastante para me fazer recomendar a leitura, ou dizer “uau, você precisa ler esse livro!”, mas, se você já começou a leitura de “Wake”, considero válido ler o segundo volume.

Li até a página 100 e… #9 – A Vingança dos Sete [Pittacus Lore]

Olá, pessoas da Terra!

Sei que ainda não consegui colocar o blog em dia, mas farei o possível para conseguir isso antes do fim do mês. A correria de fim de ano emendou com a correria no trabalho e fiquei um pouco perdida, mas vou tentar me organizar. Para hoje, volto com a tag “Li até a página 100 e…”, que foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Desde novembro de 2013, estava louca por “A Vingança dos Sete”. Fiquei aguardando o lançamento por mais de um ano e, quando o livro foi lançado, percebi que não lembrava muita coisa e resolvi reler a série. Reli os quatro primeiros livros e… FIQUEI DE RESSACA LITERÁRIA! Meu pai amado, nunca tive uma ressaca literária tão forte quanto essa, já passamos da metade do mês e ainda não consegui ler UM livro inteiro. Estou travada há dias no “A Vingança dos Sete”, mas hoje finalmente cheguei à centésima página. E vamos lá…

Primeira frase da página 100:
“O pôr do sol nos Everglades seria lindo se não fosse pela enorme nave de guerra mogadoriana tapando o horizonte.”

Do que se trata o livro:
Este é, na verdade, o quinto livro da série Os Legados de Lorien. Nesta série, o planeta Lorien foi invadido pelos mogadorianos e os únicos sobreviventes foram nove crianças e seus Cêpans, algo como seus guardiões, que fugiram em uma nave antes que a invasão terminasse e acabaram chegando à Terra. A ideia era que eles crescessem e se fortalecessem, desenvolvessem seus Legados (algo como poderes especiais) e então fossem atrás dos mogadorianos, acabassem com a guerra e retornassem ao seu planeta para revivê-lo. Mas os mogadorianos seguiram os lorienos até a Terra e começaram a caçá-los um a um. Depois de anos de fuga e medo, os membros da Garde – as crianças ainda sobreviventes, as que não foram mortas pelos mogadorianos – finalmente se reuniram e começam a travar a batalha contra seus inimigos.

O que está achando até agora?
Os três primeiros livros tinham uma energia incrível, a ação e a adrenalina ia subindo em um ritmo cada vez mais alucinante, com um livro mais envolvente e agitado que o outro. O quarto livro, apesar de eu ainda achar incrível, teve uma diminuição nesse ritmo, não seguindo a mesma subida dos anteriores, mas o quinto livro parece estar retomando isso. Sim, eu sei que falei que estou travada, que não estou conseguindo ler, mas acho que o problema não está no livro, e sim em mim. Pelo pouco que consegui ler, já vi que o livro está retomando aquele frenesi do segundo e principalmente do terceiro livro, então mal posso esperar para superar meu bloqueio e avançar na leitura.

O que está achando da personagem principal?
Apesar de o primeiro livro ter o John Smith, ou o Número Quatro, como protagonista, do segundo livro em diante nós começamos a ter narrativas por diferentes pontos de vista, e acho que isso quebra um pouco a questão de “personagem principal”. Dos personagens que tiveram POV nesse começo do livro, só me irrito um pouco com o John em alguns momentos, por causa do seu complexo de “Super Homem”, a personificação do herói, do bonzinho, do mocinho, do AAAARGH – chato. O John tem uns momentos bem legais, confesso, mas ele também consegue ser irritante – principalmente quando está com a sara (~fazendo um revólver com a mão e atirando na cabeça~). A Ella é um amorzinho e estou adorando o POV dela, tem sido bem interessante ver as coisas sob a ótima da mais nova Garde, ainda mais porque este foi o primeiro livro a apresentar a história pelo POV dela. E a Seis, não tenho nem o que dizer – uma das minhas personagens preferidas, amo essa menina! Ela é forte, decidida, independente e durona, mas é possível perceber seu lado mais frágil por baixo de toda essa armadura. Ela é real, verdadeira, e amo isso nela.

Melhor quote até agora:
Quase tive uma crise de riso no metrô com essa passagem, então:

– Escondendo-se atrás de seus bichos de estimação! – vocifera o mog. – Vergonhoso. Lute com honra, menino. Chega de truques.
Ergo a mão e sorrio para ele ao notar os pássaros chegando de todas as direções.
– Espere. Só mais um truque.
É então que o rinoceronte cai do céu. (página 85)

Vai continuar lendo:
Sim. Espero destravar em breve e finalmente terminar esse livro.

Última frase da página:
“- Brigar não vai nos levar a lugar algum.”

Confesso que li: Wake [Resenha]

Autora: Lisa McMann
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576793403
Páginas: 205
Título Original: Wake
Série: Trilogia Wake (Wake Trilogy)
Nota:
 2 Estrelas

Sinopse: Para Janie, uma garota de 17 anos, ser sugada para dentro dos sonhos de outras pessoas está se tornando normal.
Janie não pode contar a ninguém sobre o que acontece com ela – eles nunca acreditariam, ou pior, achariam que é uma aberração. Então, ela vive no limite, amaldiçoada com uma habilidade que não quer e não pode controlar.
Mas, de repente, Janie acaba presa dentro de um pesadelo horrível, que lhe causa um imenso terror. Pela primeira vez, ela deixa de ser expectadora e se torna uma participante…

“Wake” é aquele tipo de livro que tinha de tudo para ser um sucesso no seu gênero. Lembro de me deparar com o livro no Submarino, ficar interessada pela capa, ler a sinopse no Skoob e ficar PIRADA pelo livro. Já marquei a trilogia na minha lista de desejados e vez ou outra ficava relendo a sinopse do primeiro livro, pensando em quando finalmente poderia ler. No meu último aniversário, ganhei a trilogia de presente de uma amiga minha (oi, Via! ❤ ) e comecei a ler alguns dias depois. Foi quando todo o meu ânimo foi por água abaixo.

O livro conta a história de Janie, uma garota que, desde sua infância, é sugada para o sonho das pessoas e se torna uma observadora passiva até que algo faça com que a pessoa acorde. O livro é narrado em terceira (e algumas vezes primeira) pessoa e no tempo presente, o que fez com que eu demorasse um pouquinho até pegar o ritmo de leitura, já que não estou tão acostumada a este tipo de narrativa. Apesar de ter uma premissa fantástica, achei todo o desenvolvimento da história muito fraco – o que é uma pena. Eu esperava que a situação dos sonhos fosse mais explorada, ou talvez explorada de uma forma diferenciada, mas achei que tudo ficou um pouco confuso ou mal explicado. Tinha uma imagem na minha mente e ela passou longe do que a autora trabalhou em seu livro, mas bem, bem longe. Isso acontece muitas vezes e geralmente não ligo, mas, pelo menos neste caso, achei que a história que tinha imaginado na minha cabeça era bem mais legal do que a que eu encontrei nas páginas.

Uma das coisas que me fez desanimar muito durante a leitura foi a (falta de) construção dos personagens. Ok, não esperava nada tão complexo ou fantástico quanto o Mr. Darcy (ah, Darcy ❤ ), mas as crias de McMann deixaram a desejar, pelo menos para mim. Não que os personagens seguissem a linha dos clichês ou esteriótipos (pelo menos não os dois principais, pois outros personagens foram bem clichês sim), felizmente, mas achei tudo muito… superficial, por assim dizer. Não havia um desenvolvimento maior ou camadas, algo a ser descoberto com o tempo. A impressão que eu tinha era que estava lendo sobre criaturas unilaterais, mesmo com a tentativa da autora de criar um histórico sombrio e misterioso para um ou outro personagem. Também não conseguia entender as súbitas mudanças de humor da protagonista, que parecia ir da água para o vinho sem motivo algum. Em um segundo ela estava bem, em outro estava gritando com sua melhor amiga como se tivesse sido atacada primeiro, e eu só conseguia me perguntar se tinha faltado algum trecho da história no meu livro.

A interação de Janie e Cabel também é algo que nunca conseguirei entender direito. Lembro de uma situação específica em uma viagem escolar, em que algo “ai meu Deus” aconteceu (não vou dar spoiler, hehe), e a reação dele foi tão exagerada e tão extrema que eu realmente não consegui acreditar. Não faria sentido algum ele reagir daquele jeito ou chegar àquela conclusão com as pouquíssimas informações que possuía, e me parecia que a autora queria aquela situação, mesmo que não fizesse sentido algum na história ou no momento, e isso para mim não tem desculpa.

Mas infelizmente não foi apenas a pobreza dos personagens que me desanimou, já que a escrita também não me conquistou nem um pouco. Sei que nem todo mundo precisa ser um Tolkien da vida e passar uma página descrevendo o tom de verde da grama de uma campina por onde tal personagem iria passar (não, não li Tolkien, mas está na lista), mas a Lisa não nos dá quase nenhuma descrição e isso é um pouco frustrante. O livro é composto por frases curtas e diretas, muitas vezes diretas até demais. E há um trabalho de dividir alguns trechos em parágrafos, para querer dar um impacto maior àquelas poucas palavras envolvidas, que eu achei que na maioria dos casos simplesmente não funcionou muito bem.

Para acabar (juro que já estou acabando), o outro problema que tive com o livro foram os muitos erros de tradução e revisão – tipo, muitos mesmo. Não li muitos livros da editora, para saber se é um problema geral ou pontual, mas fiquei realmente desorientada com alguns erros que encontrei. Com os erros de tradução, em alguns casos eu conseguia imaginar qual tinha sido a expressão utilizada pela autora e qual seria a tradução correta, e ficava incomodada por saber que tinham colocado uma tradução completamente aleatória. Como quando colocaram “Ele põe a mão nas pequenas costas dela […]”, e em inglês a autora colocou “He slips his hand onto the small of her back” (sim, fui procurar como estava no original, para não acabar falando besteira), o que seria traduzido para algo como “na base das costas”, não “nas pequenas costas”. Em outros erros de tradução, eu simplesmente ficava boiando e só sabia que alguma coisa estava errada porque a frase não fazia muito sentido do jeito que estava. Também me deparei com muitos erros de digitação e revisão, como “algúem” e “denovo”, que foram os casos que lembrei de registrar com a câmera do celular. Pode-se somar a isso uma mudança constante no foco do narrador (apesar de ser narrado em terceira pessoa, não são poucos os casos em que você pode se deparar com uma mudança para primeira pessoa, sem justificativa alguma, no meio de um parágrafo que, até então, narrava na terceira pessoa) e uma confusão na indicação de falas, pensamentos e narrativa, o que te faz ter que reler um trecho ou outro, para descobrir qual era o intuito ali. A bagunça era tanta que eu já não sabia mais dizer o que era falha da autora ou da editora.

Em síntese, foi uma leitura muito infeliz e eu, honestamente, não recomendaria este livro a ninguém. Continuei lendo a trilogia, porque não consigo abandonar uma leitura, e posso dizer que o terceiro livro fica um pouquinho melhor, mas não o bastante para valer a leitura da trilogia completa.

Confesso que li: Perdão, Leonard Peacock [Resenha]

Autora: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573954
Páginas: 224
Título Original: Forgive me, Leonard Peacock
Nota: 4 Estrelas

Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.

As pessoas costumam planejar muitas coisas para seus aniversários: festas, reuniões com amigos e familiares, jantares. Elas costumam esperar as felicitações dos amigos e os eventuais presentes – mesmo que a mera lembrança da data. Mas não Leonard. É seu aniversário de dezoito anos e ele tem um plano completamente diferente para o dia: vai matar seu ex-melhor amigo, com a arma alemã que pertencera ao avô, e então se matar. Mas, antes de levar a cabo seu plano, encontrará quatro pessoas, aquelas que considera as mais importantes de sua vida, e entregar um presente a cada uma delas. Uma última despedida, um último adeus, para que elas saibam que não foi culpa delas. Enquanto o relógio avança e o fim do dia vai chegando, vemos o desenrolar do plano de Leonard em ação.

Preciso confessar que não sabia ao certo o que esperar do livro quando li sua sinopse pela primeira vez, em uma livraria perto de casa. Não sabia o que esperar quando comprei o livro alguns meses depois, e continuava sem saber quando comecei a lê-lo. Apesar da premissa prometer um homicídio/suicídio, acho que estava esperando algo mais leve, superficial, “água com açúcar”. Ok, não sei como poderia esperar algo leve de um livro que aborda assassinato, mas, por ser Young Adult, acho que estava esperando o famoso mais do mesmo, a fórmula simplista que muitos autores estão tentando empurrar garganta abaixo nos jovens leitores. Eu não poderia estar mais enganada.

O livro conta a história de Leonard pela perspectiva do próprio personagem, com foco no dia do seu aniversário. Logo de cara ficamos sabendo de seu plano e sabemos que algo não está certo – apesar de não sabermos exatamente o quê. Descobrimos que alguma ação de Asher, o ex-melhor amigo de Leonard, desencadeou aquele seu comportamento destrutivo, e todo o desenvolvimento da leitura se baseia nisso: a vontade de descobrir o que ocorreu no passado dos dois personagens que os lançaram em destinos tão distintos.

O que mais me conquistou durante a leitura foi a personalidade do Leonard. Não são raros os livros que eu vejo com personagens superficiais, pouco aprofundados ou mal explorados – e, nesse sentido, o Matthew Quick deu um show com a construção do Leonard. A melhor maneira que tenho para defini-lo é que ele é real. Não é o bom moço, o exemplo da perfeição, o jovem dentro de uma redoma de virtude e justiça, mas também não é o vilão, inconsequente e culpado de todos os problemas ao seu redor, o diabo em forma de gente. Ele apresenta perfeitamente a dualidade da condição humana, que não é totalmente boa nem totalmente má, apenas é.

Conforme vamos conhecendo o personagem, vamos descobrindo como ele realmente é: um jovem genial, que não se conforma com as coisas como elas se apresentam, que questiona o mundo e a si mesmo. Ele gosta de pensar, analisar, e não de ter as respostas jogadas em seu colo. Tem um humor ácido é uma visão extremamente pessimista do mundo, é complexo. E é, acima de tudo, um jovem sem esperanças, que sente que não se encaixa em seu presente e não anseia pelo futuro, que parece reservar apenas mais descontentamento. É impossível não se conectar a ele, não desejar compartilhar de seu sofrimento, aliviar seu fardo, deixá-lo saber que ele não está sozinho.

Apesar de não ter um ritmo tão acelerado (pelo menos não do jeito em que estou acostumada, como nos livros de ação/aventura), a leitura é envolvente e te impulsiona à frente. A narrativa alterna entre o presente, os acontecimentos centrados no aniversário de Leonard, o passado, com flashbacks mostrando como ele conheceu alguns dos outros personagens ou como era sua amizade com Asher, e o “futuro”, através de séries de cartas que ele recebe dessas supostas pessoas de seu futuro. Admito que fiquei um pouco confusa e perdida quando me deparei com a primeira carta do futuro, mas logo me vi ansiando por elas, pois as passagens eram sempre incríveis.

Em um momento em que vemos cada vez mais jovens deprimidos, pessoas lutando para se adequar ou para enterrar seus traumas e anseios, Matthew Quick traz uma análise intrigante sobre como os jovens são afetados por inúmeros fatores ao seu redor, e como às vezes o menor dos gestos poderia ser o bastante para salvar uma vida que se julga perdida – ou pelo menos iniciar o processo para colocá-la de volta aos trilhos, e isso sem partir para o lado mais “didático” da questão. Ele levanta os questionamentos ao apresentar a história de um jovem que se encontra em situação tão extrema, mas deixa as conclusões por parte do leitor – o que você tira da leitura é seu e só seu.

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Ao final da leitura, eu só podia ficar de queixo caído e absorver tudo aquilo que havia lido. Talvez por não esperar tanto – ou nada – quando comecei a leitura, foi completamente surpreendida, arrebatada pela narrativa de “Perdão, Leonard Peacock”. E agora tenho certeza de que posso recomendar a todos, pois é aquele tipo de livro que você acha que todos deveriam ler.

Confesso que li: As Crônicas de Bane [Resenha]

Autora: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403964
Páginas: 392
Título Original: The Bane Chronicles
Nota: 4,5 Estrelas

Sinopse: Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.

Eu sei, eu sei, já estava devendo essa resenha há alguns dias (oi, Paula ❤ ), mas os últimos dias foram corridos e acabei me enrolando toda. Agora estou de volta e espero conseguir deixar o blog e as visitas em dia, yaay.

“As Crônicas de Bane” é outro livro adicional do universo dos Caçadores de Sombras, que surgiu da coletânea de nove contos revelando o passado do fabuloso feiticeiro Magnus Bane. Os contos foram publicados originalmente em formato digital e, quando todos foram lançados, surgiu esse lindo livro físico, para os amantes de papel, como eu ❤ Os contos abordam diversos momentos do passado de Magnus, desde os mais distantes – como seu testemunho em primeira mão da Revolução Francesa – até o mais recente – seu envolvimento com Alec Lightwood, um Caçador de Sombras do Instituto de Nova York.

Comecei a leitura EMPOLGADÍSSIMA porque, bom, porque sou apaixonada pelo universo dos Caçadores de Sombras e o Magnus é um dos meus personagens preferidos. Mas, logo no primeiro conto: booom! – decepção. Até ri com as primeiras páginas de “O que realmente aconteceu no Peru”, mas fui ficando cada vez mais frustrada conforme avançava na leitura. O que no começo parecia um humor bem dosado acabou virando algo escrachado, quase caricato. Em um ponto passou a me lembrar aquele tipo de comédia pastelão, em que as supostas situações cômicas são levadas ao extremo, e tão forçadas que você passa a se perguntar o que diabos está acontecendo ali. O Magnus mais estava me parecendo o Capitão Jack Sparrow (veja bem, eu adoro o personagem do Johnny Depp, mas ele não tem nada a ver com o Magnus que conhecemos e amamos), o que me fazia olhar toda vez para o nome da Cassandra na autoria do capítulo, em parceria com a Sarah, e me perguntar como ela havia permitido que transformassem o Magnus naquilo. Por um momento realmente fiquei com receio de que o livro todo fosse ser naquele estilo, o que já estava me desanimando da leitura, mas a graça do Anjo não permitiu que fosse assim.

Do segundo conto em diante, felizmente, já passamos a encontrar o mesmo Magnus de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, assim como o mesmo padrão de escrita dos demais livros da série. Passado o trauma do primeiro conto, podemos realmente apreciar o desenvolvimento da história do feiticeiro, que presenciou não apenas fatos importantes da história mundana, mas também do Submundo e do mundo dos Caçadores de Sombras – como a assinatura dos Acordos e a Ascensão do Ciclo de Valentim Morgenstern, que quase pôs em risco toda a diplomacia entre membros do Submundo e Nephilins.

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É delicioso poder aproveitar ao máximo a personalidade fantástica do Magnus, tendo a história inteira focada nele. Nos outros contos o humor também se faz presente, mas de forma harmoniosa e natural, e não forçado como no primeiro. Também vemos o passado de alguns personagens conhecidos quando estes cruzaram com Magnus, como a vampira Camille Belcourt, o vampiro Rafael Santiago e até Edmundo Herondale, o Caçador de Sombras inglês que abandonou o preto para se casar com uma mundana, criando o lar onde Will e Cecily Herondale nasceram. Também temos a alegria de reencontrar, mesmo que por breves momentos, Will, Tessa e James, alguns dos amados personagens de As Peças Infernais (mesmo com uma pequena participação, meu coração já pulou de alegria por poder ‘vê-los’ mais uma vez *-*). E, como não poderia deixar de ser, temos as passagens fantásticas com Alec Lightwood, que nem vou começar a comentar ou ficarei aqui para sempre ❤

Assim como no Códex dos Caçadores de Sombras, o livro “As Crônicas de Bane” apresenta algumas ilustrações, mas aqui são focadas no começo dos contos. Na página que sucede o título de cada conto, vemos uma ilustração com alguma passagem do mesmo. Eu adorava ficar indo e voltando entre a história e o conto, para poder ver em texto o que já havia visto na gravura. E confesso que estou completamente apaixonada pelas ilustrações deste livro e do Códex, amei a forma com que os personagens foram retratados.

Para um livro da Galera Record, até que não encontrei tantos erros de revisão. Ok, basicamente os únicos livros da Galera que li até então foram do universo dos Caçadores de Sombras, mas infelizmente os erros não eram raros. Talvez seja um problema com a série, não sei. Mas lembro de ter me deparado apenas com dois ou três erros, bem discretos, então relevei. E minha edição do livro é com a fantástica capa holográfica (por um mundo em que eu consiga a capa holográfica para todos os livros da série D:), que combina perfeitamente com o “brilho” do Magnus. No geral, daria facilmente 5 estrelas para o livro, mas não consigo me conformar com aquele primeiro conto, então baixo o mínimo possível. E que venha “The Dark Artificies” *-*