Novos na Família #5.2

Boa noite, pessoas da Terra 😀

Como prometido, volto agora com a parte final do “Novos na Família”, apresentando os demais livros que comprei no mês passado. Como expliquei no último post, criei um “projeto” com um amigo (oi, Gordo ❤ ), onde guardaríamos R$ 50,00 por mês para comprar livros no aniversário do Submarino deste ano. Consegui aproveitar algumas promoções muito boas, por isso a pilha de livros foi generosa. É bem provável que essa coluna fique parada por um bom tempo aqui no blog, pois vou evitar comprar novos livros até conseguir terminar de ler esses que comprei. E, sem mais delongas, vamos à segunda parte!

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Novos na Família #5.1

Olá, pessoas da Terra!

Pelo meu cronograma, este post deveria ter saído no dia 30 de setembro, mas só hoje consegui tempo, então vamos lá (risos). Ano passado, depois do aniversário do Submarino e da Black Friday, combinei com um amigo de juntarmos cinquenta reais por mês, cada um, para comprarmos livros esse ano. A ideia era juntar um dinheirinho e aproveitar as promoções, além de pagar à vista – o que dava desconto ano passado. Chamamos essa brincadeira de “O Projeto”, e fomos fiéis na coleta mensal. Optamos pelo aniversário do Submarino, pois as ofertas do ano passado foram bem melhores, e apenas sentamos e esperamos. Mas esquecemos um pequeno fator – a Bienal do livro. Acabamos gastando parte do dinheiro do Projeto na Bienal, mas ainda sobrou o bastante para gastarmos no aniversário do Submarino. O dia 15 de janeiro chegou, e com eles as promoções. Acabei aproveitando bem os descontos e promoções, e nisso fiz a minha maior compra de todos os tempos.

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Confesso que li: Wild Cards – Ases nas Alturas [Resenha]

Autor: Vários autores. Editado por George R. R. Martin
Editora: LeYa
ISBN: 9788580448764
Páginas: 400
Título Original: Ases High (Wild Cards #2)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Depois do vírus alienígena, um ataque vindo do espaço. Estamos no início dos anos 1980, há mais de trinta anos a humanidade convive com os atingidos pelo xenovírus Takis-A, mas a integração ainda caminha a passos lentos. Os abençoados pelo vírus, os ases, combatem os perigos da Nova York que nunca dorme. Os amaldiçoados, com suas deformidades causadas pelo vírus, lutam pela sobrevivência no Bairro dos Curingas. E, no céu, uma ameaça espreita a humanidade, aguardando a oportunidade certa para lançar seu ataque. Um ser extraterreno chamado o Enxame ruma para a Terra, ao mesmo tempo em que alguns ases planejam uma conspiração para controlar o mundo. Entre jogos de aparências, teletransportes e irmandades envoltas em mistério, forças de ases e “limpos”, seres humanos não infectados pelo vírus, se unem para combater o monstro alienígena e a terrível Ordem que se esconde no Mosteiro de Nova York. Este segundo volume da série Wild Cards conta com a participação de novos gênios da fantasia e do próprio organizador, George R. R. Martin, autor do best-seller Crônicas de Gelo e Fogo. As cartas da humanidade estão na mesa!

Algumas semanas atrás postei aqui no blog a resenha sobre Wild Cards – O Começo de Tudo, livro editado pelo genial George R. R. Martin. Admiti que o nome gigantesco do autor foi um dos motivos que me fez comprar o livro, mas que o cenário também me interessou muito: nosso universo, vírus alienígena, pessoas com poderes especiais ou deformidades físicas. Como não se apaixonar? (rs). E nisso aproveitei e já comprei, de uma patada só, os dois primeiros livros – estavam em promoção e eu quis aproveitar. Li o primeiro e realmente gostei, mas esperava um pouco mais e algumas pequenas falhas me deixaram um pouco desanimada. Com isso acabei dando um intervalo entre o primeiro e o segundo, lendo outros livros mais levinhos no meio tempo, até que resolvi parar de adiar o inevitável e me entreguei às linhas de “Ases nas Alturas”, o segundo volume da série.

Diferentemente do primeiro livro, que tinha um certo ar de “colcha de retalhos”, “Ases nas Alturas” tem uma história bem mais coesa e linear, o que dá a alguns a impressão de que é o começo da série de fato. Enquanto o primeiro livro se ocupou (de forma muito agradável, diga-se de passagem) de apresentar o universo construído, pintando em seus retalhos a transformação da Terra após a queda do xenovírus Takis-A, a continuação nos dá o primeiro gostinho de “história” com base nesse cenário apresentado em “O Começo de Tudo”. O livro retoma a história na década de 80, e aqui já há uma boa diferença: há uma trama única que permeia todas as histórias e acontecimentos, que leva o livro em um mesmo rumo e um mesmo sentido. Esse elo de ligação, que parecia ausente no primeiro livro, diminuiu um pouco aquela sensação de histórias “soltas” e “independentes”, e serviu para dar certo aspecto de “unidade” para os capítulos. A incógnita do TIAMAT, apresentado por Fortunato no livro anterior, volta para permear as 400 páginas deste volume com um mistério que te deixa do começo ao fim mordendo as unhas de ansiedade para chegar ao bendito desfecho.

O número de personagens diminui um pouco, assim como o enfoque neles. A história, que no volume anterior era contada principalmente a partir dos personagens, ases e coringas, e da sua visão do novo mundo, agora realmente fica focada nos acontecimentos que se conectam em todas as histórias. Uma grande ameaça alienígena, a Mãe do Enxame, focou sua atenção na Terra, e as expectativas dos que a conhecem são as piores possíveis: a Mãe é implacável e insaciável, não desistindo até dizimar completamente o planeta que escolhe como alvo. Mas a única ameaça não vem de fora e, ao mesmo tempo, uma sociedade secreta desenvolve seu plano de “domínio mundial”, se espalhando por todas as áreas da sociedade e estendendo seu poder até onde é possível. Parece um pouco clichê, sim, mas na prática funciona muito bem. Os “interlúdios” do livro anterior são substituídos por capítulos com o alienígena Jube, o Morsa, que faz a ligação entre períodos e acontecimentos distintos da história, conduzindo a trama e situando o leitor em tudo que acontece.

Senti uma pequena diferença do primeiro livro para o segundo. Não sei se pode ser chamado de “queda de qualidade”, mas estava esperando um pouco mais. O cenário criado e apresentado no primeiro livro era tão rico e promissor que fiquei um pouco decepcionada com o segundo volume, achei que em algumas vezes se tornou cansativo ou confuso. Não me entendam mal, a leitura realmente vale a pena, alguns dos escritores são fantásticos e criam capítulos que você deseja que não acabem nunca, mas esperava algo mais. Melhor. O começo é muito bom e o desfecho é digno, mas o livro acabou me perdendo algumas vezes no meio. Não adorei, mas também não me fez querer desistir da série, e espero para ver o que o terceiro livro nos trará 😀

Confesso que li: Wild Cards – O Começo de Tudo [Resenha]

Autor: Vários autores. Editado por George R. R. Martin
Editora: LeYa
ISBN: 9788580445107
Páginas: 480
Título Original: Wild Cards (Wild Cards #1)
Nota: 4 estrelas

Sinopse: Ao fim da Segunda Guerra Mundial, a Terra é salva por pouco de um meteoro alienígena. Porém, o vírus que a bomba espacial carrega cai em Nova York e, gradativamente, espalha-se pelo mundo, contaminando parte da população e dotando parte dos sobreviventes com poderes especiais. Alguns foram chamados de ases, pois receberam habilidades mentais e físicas, alguns foram amaldiçoados com alguma deficiência bizarra e, por isso, batizados de coringas. Parte desses seres, agora especiais, usava seus poderes a serviço da humanidade, enquanto outros despertaram o pior que havia dentro de si. Série criada pelo genial George R. R. Martin a partir do jogo de RPG GURPS Supers, que desenvolveu para se distrair com seus amigos. O primeiro volume conta a história dos principais personagens que povoarão as páginas desta série de 22 títulos (editada e também escrita pelo autor de As crônicas de Gelo e Fogo).

Se você foi atraído para esse livro pelo nome “GEORGE R R MARTIN” escrito em letras garrafais na capa – inclusive maior que o título do livro – não se deixe enganar. O renomado autor de “As Crônicas de Gelo e Fogo” faz sim parte da obra, mas não é o único autor presente. Mas, nem por isso, o livro deve ser descartado.

Preciso confessar que o nome gigantesco do tio Martin na capa foi o que me atraiu inicialmente ao livro, mas não foi o único motivo que me fez comprar. Li por cima a sinopse e fiquei bem instigada. A ideia de um vírus extraterrestre caindo na Terra (a NOSSA Terra, em um período mais próximo da nossa realidade do que as distopias que dominam minha estante) e alterando a história foi o bastante para me deixar curiosa. Tenho poucos livros que abordam essa temática “alienígena” e gostei do enfoque que deram para essa obra. Então aproveitei e comprei logo os dois primeiros livros de uma só vez. E, até então, não me arrependi.

A história é trabalhada em “contos”, no estilo de romance mosaico, e cada conto é de um autor diferente, abordando um ou outro personagem. No começo achei isso estranho, senti falta daquela “linearidade” da história, de acompanhar um mesmo personagem (ou um grupo de personagens, como no caso dos diversos “POVs” presentes em As Crônicas de Gelo e Fogo) por todo o livro, saber o que acontecia com eles ao longo do tempo, etc. Assim que eu começava a me empolgar com uma história e me importar com um personagem, o conto chegava ao fim e eu era apresentada a outro conto, onde todo o processo recomeçava. Estranho no começo, mas instigante quando peguei o ritmo. Pode ser diferente, sim, mas também acabou sendo interessante ver como cada personagem lidava com as mudanças e consequências causadas pela disseminação do vírus carta selvagem, ao longo dos anos.

O primeiro livro, “O começo de tudo”, trata dos primeiros quarenta anos desde o dia da “Carta Selvagem” e quais suas consequências e desdobramentos na história da humanidade. Algumas pessoas criticaram a falta de um ponto comum na história, como uma trama maior que envolve todos os contos, mas na minha visão, foi o melhor jeito de apresentar todo o mundo e nos situar no cenário. Todo um novo mundo é construído e preparado, e simplesmente lançar a ideia do vírus que deformou alguns e dotou outros de habilidades especiais, e então partir para “E mais uma vez o dia foi salvo graças às Meninas Superpoderosas” não faria sentido. Para que pudêssemos entender todo o contexto histórico e social que se desenrolou naquele universo, acredito que se fez necessário a construção da história da forma que ocorreu.

Infelizmente, por ser uma “colcha de retalhos” de diversos autores, achei que o livro não manteve o mesmo “padrão” de qualidade do começo ao fim. Alguns contos foram fenomenais e fizeram com que eu me apaixonasse pelos personagens e realmente me importasse com seus destinos. Já outros foram um pouco confusos ou desconexos, como se não casassem bem com o resto da história. Lembro um conto que tive que reler uma página inteira, pois o autor não deixou muito bem demarcada a troca de personagens (e a diagramação, que fez com que a única “separação” entre os dois fosse o fim da página mesmo, também não ajudou muito) e comecei a ler pensando que fosse o personagem da página anterior, só para depois de muita confusão descobrir que era outro. Alguns contos também eram muito emocionante e envolventes, apenas para te jogar em um conto mais lento e apático logo em seguida, o que lança o leitor em uma montanha-russa de emoções – e não do tipo que gostamos. São casos pontuais, mas que acabaram decaindo um pouco a experiência geral do livro. Só que, mesmo assim, alguns capítulos foram TÃO BONS e o jeito que a história foi construída me conquistou tanto, que se não fossem por esses pequenos deslizes, eu teria dado cinco estrelas fácil.

Demorei um pouco para conseguir avançar na história, mais por uma dificuldade em achar tempo do que por falta de interesse, e quando acabou eu só conseguia pensar que queria mais, queria saber o que mais estava programado para aquele universo que conseguiu me seduzir. Também fiquei feliz ao perceber que o fim do conto não necessariamente significava o fim do personagem, e que algumas figurinhas carimbadas continuariam a aparecer em contos futuros, mesmo que de outros autores (Croooooooooyd <3). No geral foi uma experiência muito boa, “danificada” apenas por alguns pequenos contratempos, mas que, por ser o primeiro livro do que promete ser uma loooonga série, teve seus descontos. Com certeza esperarei bem mais do segundo volume 😀