Confesso que li: A Cura Mortal [Resenha]

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
ISBN: 9788576833888
Páginas: 368
Título Original: The Scorch Trials (Maze Runner #2)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Por trás de uma possibilidade de cura para o Fulgor, Thomas irá descobrir um plano maior, elaborado pelo CRUEL, que poderá trazer consequências desastrosas para a humanidade. Ele decide, então, entregar-se ao Experimento final. A organização garante que não há mais nada para esconder. Mas será possível acreditar no CRUEL? Talvez a verdade seja ainda mais terrível… uma solução mortal, sem retorno.

Pode conter spoilers dos livros anteriores. Confira as resenhas aqui e aqui

Ainda não consigo definir minha relação com o último livro da trilogia “Maze Runner”. Em alguns momentos, gosto. Em outros, acho que ficou abaixo da expectativa. Pensei muito essa semana, pesando os prós e contras na balança, e acho que cheguei a um meio termo.

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Depois de passarem por todos os tormentos do Deserto, os sobreviventes do Grupo A e do Grupo B são levados à sede do CRUEL, com a promessa de que todos os testes e Variáveis finalmente chegaram a um fim. Mas Thomas é separado desse grupo ainda no BERG que os resgata do Deserto, e levado a uma cela isolada, onde passa incontáveis dias, lutando para se manter são. A raiva borbulha dentro dele, onde tudo o que ele mais quer é destruir o CRUEL e todos que tiveram alguma coisa a ver com a instituição. Depois de muitos dias, Thomas é reunido aos demais sobreviventes dos Labirintos, que acreditavam que ele estava morto, e todos recebem uma visita do Homem Rato, com a grande revelação: os dois grupos realmente estão infectados pelo Fulgor, mas a maior parte deles é Imune ao vírus. Imune ao que está destruindo todo o mundo. E aí que está a esperança da Cura pela parte do CRUEL. A organização oferece a eles a oportunidade de recuperarem suas memórias, com a parte final dos esforços necessários para obter o Esboço da Cura. Mas nem todos estão satisfeitos com isso, e as suspeitas não param se surgir. Será o caminho certo a seguir?

Como nos dois volumes anteriores, a escrita do James Dashner continua muito envolvente e com um ritmo rápido, fazendo com que o leitor praticamente devore os capítulos. O autor tem um jeito fantástico de narrar os acontecimentos e elaborar a trama do livro, de um jeito que mergulhei completamente na história e não conseguia me desligar por tempo o bastante para deixar o livro de lado. Enquanto Minho, Newt, Thomas e os outros sobreviventes do Labirinto resolvem seus dilemas com o CRUEL e avançam na jornada do que acham ser o certo a fazer, o leitor se prende aos acontecimentos e perde o fôlego, esperando para descobrir qual será o desfecho de toda  trilogia. James sabe como criar um bom suspense, o momento certo para soltar revelações ou virar a trama de ponta cabeça, como trabalhar o drama ou dar um fôlego. É isso que torna a leitura tão fluída e gostosa.

Mas, apesar de tudo isso, o livro não foi tão bom quanto poderia ser – pelo menos na minha opinião. “Por quê?”, você pode estar se perguntando. Porque acho que algumas coisas ficaram mal explicadas ou sem explicação. As pontas soltas da história me impediram de apreciar totalmente a conclusão da trilogia, e em outros casos a conclusão apresentada simplesmente não parecia ser tão boa assim. Como no caso do bilhete do Newt, que eu passei boa parte do livro me perguntando o que diabos ele teria escrito ali, pensando que seria uma coisa de enorme importância, uma grande revelação, fiquei ansiando o momento da leitura por boa parte do livro e, quando chegou, achei completamente desnecessário. A impressão que me deixou, não só pelo bilhete, mas por vários outros encerramentos, é que o autor criou os mistérios para deixar a trilogia envolvente, mas depois não soube como resolver os próprios mistérios que criou. Alguns desfechos foram simplesmente fantásticos, outros, decepcionantes.

No geral, foi um livro bom, mas poderia ter sido ótimo. A conclusão foi satisfatória, foi para um rumo que eu achei convincente, apesar de não ser a melhor alternativa, e deu um fecho condizente com o restante da história. A escrita manteve o mesmo padrão desde o começo do primeiro livro, em um dos ritmos mais alucinantes e envolventes que li recentemente, e cumpriu com excelência a incumbência de me deixar presa do começo ao fim. Acho que faltou apenas explorar um pouco mais as possibilidades, não ficar com o mais seguro, para o livro passar de bom para fantástico.

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6 comentários sobre “Confesso que li: A Cura Mortal [Resenha]

  1. taina disse:

    ~~ATENÇÃO, MEU COMENTÁRIO TEM SPOILERS~~

    Amei os dois primeiros livros, mais o terceiro……… :/
    foi legal, e tudo, mais achei que o James poderia ter feito melhor.
    Não gostei de algumas atitudes que o Thomas tomou. Quando descobriram que Newt não era um imune, esperava que o Tommy fosse tentar fazer mais por ele, pelo menos pensar na hipóstase de ajudar o CRUEL a descobrir a cura, já que o pior tinha passado e o Newt era um dos melhores amigo dele, mais sei lá, talvez eu esteja errada.
    Não gostei da morte dele mesmo (chorei muito naquela parte, ele era o meu segundo personagem favorito 😥 ).
    E tbm esperava algo mais interessante naquele bilhete que ele tinha dado ao Thomas, tipo, pelo menos um bilhete maior kkkkkk

    Fiquei triste com a morte da Teresa (não gostei da atitude do Thomas em relação a ela, qual é, ela fez aquilo tudo no deserto, para poder salvar a vida dele e mesmo assim ele não teve a capacidade de perdoá-la? affs).
    Brenda que poderia ter morrido no lugar dela… aposto que o James shipava Brenda e Thomas para ter matado Teresa daquele jeito affs affs #revoltada.

    Mais pelo menos o Minho ficou vivo 🙂 🙂

    Ok, achei muito boa a sua resenha, e me desculpa pelo comentário MEGA confuso kkkkkkk

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  2. Caverna Literária disse:

    Concordo com você! Maze Runner é uma saga maravilhosa, mas o último livro deixou a desejar mesmo. O começo até se desenvolveu bem, mas quando eles chegaram naquela cidade, ele se enrolou um pouco. Achei até mesmo os personagens diferentes, eles faziam umas coisas extremamente abobadas que com certeza não era de se esperar, como a hora que o Thomas ficou parado feito besta vendo o policial pegar aquele homem. Tudo bem que eles já estavam perturbados depois de tanta confusão, mas certos detalhes pecaram bastante. E o final da Theresa, que que foi aquilo? Nunca liguei muito pra ela, mas gente D: até eu fiquei com dor no coração com a forma que o autor descartou ela tão fácil UHAHUAH Nha, enfim. Pra mim o segundo livro ainda é o melhor de todos <33

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br/
    Tem resenha nova de "O Começo de Tudo" no blog, vem conferir!

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    • Liah Nogueira disse:

      Oi, Carol! 😀
      Sim, infelizmente. Tinha tudo para ser uma série fantástica, mas derrapou um pouco no último volume. Não que tenha jogado tudo no ralo, mas esperava um pouco mais. E sim, também acho que foi da cidade em diante que a coisa começou a desandar. E alguns personagens realmente agiram de um jeito muito diferente do que tinha sido proposto anteriormente, não combinou com as personalidades que o James tinha apresentado nos dois primeiros livros. E sim. Também nunca gostei muito dela, mas ficou rápido demais, mal deu para processar, lol. Bom, é a vida. Valeu a pena a leitura, só não entrou nos preferidos, hehe.
      Beijos e ótima semana!

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  3. psychoreader disse:

    Oi Liah!

    Tive que respirar um pouco antes de ler a resenha porque fiquei com medo de ter alguma dica sobre o que aconteceria no último livro hahaha Terminei Prova de Fogo semana passada e não consigo parar de pensar em Maze Runner… Ok, eu adorei o livro demais, preciso de rehab, mas ainda não li A Cura Mortal, medo da ressaca literária.

    Você vai ler Ordem de Extermínio? Porque vi uma galera comentar que essas coisas mal explicadas de Cura Mortal são explicadas nesse outro livro, e até li boatos de que terá um quinto livro! Ou seja, estou muito ansiosa! 😯

    Beijoks;*

    Renata,
    psychoreader.wordpress.com

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    • Liah Nogueira disse:

      Oi Renata! 😀
      HASIUDHAISUDHAIUSDHUAI Bom, quanto a isso não precisa se preocupar, nunca. Sou do tipo de pessoa que não gosta de spoilers, então nunca revelo nada que possa estragar a experiência de leitura das outras pessoas. Mesmo quando a pessoa me PEDE, tenho dificuldade para falar o que acontece no livro, hehe. E sei como é, estou com o coração partido agora que terminei “As Peças Infernais”. Estou aguentando a barra um pouco, porque estou lendo o Códex e o livro “As Crônicas de Bane” sai agora em novembro, mas ainda estou de coração partido com o fim da trilogia, porque foi perfeita ❤
      E sim, quero ler tanto "Ordem de Extermínio" quanto "Os Arquivos", mas acho que vai demorar um tempo. Fiz uma compra grande na Bienal + aniversário do Submarino, por isso devo ficar sem comprar novos livros por um tempo. E sim, o James Dashner esteve aqui no Brasil em maio (maio? minha memória é fraca) e consegui participar de um encontro de blogueiros que a V&R Editoras organizou com ele antes da sessão de autógrafos. Ele comentou sobre a possibilidade de ter um livro sobre o passado do Thomas e da Teresa, antes de irem para o Labirinto, e não desprezou a possibilidade de um livro sobre o Grupo B. É esperar e torcer 😀
      Beijos e ótima semana!

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