Confesso que li: O Poder dos Seis [Resenha]

Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571219
Páginas: 320
Título Original: The Power of Six (Lorien Legacies #2)
Série: Os Legados de Lorien (#2)
Nota: 5 Estrelas

Sinopse: O planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais. O Número Um foi morto na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Tentaram pegar o Número Quatro, John Smith, em Ohio, e falharam.
Em “O poder dos Seis”, John e a Número Seis se recuperam da grande batalha contra os mogadorianos, de quem ainda fogem para salvar a própria vida. Enquanto isso, a Número Sete está escondida em um convento na Espanha, acompanhando pela Internet notícias sobre John. Ela se pergunta onde estão Cinco e Seis, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, cujos poderes vão além de tudo o que ela já imaginou, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes. (Skoob)

Comentei na resenha de “Eu sou o Número Quatro” que havia estranhado um pouco a releitura do livro. Por pouco mais de um ano, eu tive a série “Os Legados de Lorien” entre as minhas favoritas, porém, ao reler o primeiro volume, não foi exatamente como eu me lembrava e isso acabou me deixando com dúvida sobre os outros livros. Mas, agora que acabei de reler “O Poder dos Seis”, posso reafirmar o quanto eu amo essa série e o quanto a recomendo.

O liro começa em um ritmo mais tranquilo que o fim do livro anterior, mas não tão parado quando o começo de “Eu sou o Número Quatro”. Logo no primeiro capítulo somos apresentados a uma nova personagem, Marina, a Número Sete, que possui seu próprio POV (ponto de vista). A narrativa passa a ser dividida entre ela e John, que está em fuga pelos EUA com Sam e Seis, depois de ter explodido sua escola em Paradise, Ohio, e ser considerado um terrorista. Essa mudança na narrativa já deixa “O Poder dos Seis” bem mais dinâmico que seu antecessor, já que, mesmo com a necessidade de alguns capítulos mais explicativos da Marina, para que pudêssemos conhecer seu passado e sua situação, temos os capítulos que desenvolvem a história de John, Sam e Seis, que já estava em andamento desde o livro anterior e por isso flui melhor.

Quanto aos personagens, a Seis e a Marina são um bom alívio para os personagens mais clichês do livro anterior. As duas são reais, cheias de dúvidas e incertezas, forças e fraquezas, e passam longe de qualquer lugar comum. Até mesmo o John, que eu acho um  porre quando está com a Sarah, se revela bem mais natural e menos insuportável quando está na companhia de Seis e Sam. Apesar de ainda estarem presos às descrições do livro anterior, John e Sam começam a se expandir um pouco mais, a fugir da mesmice do “super herói” e do “super nerd”. Após a morte de Henri, John precisa amadurecer, e mesmo isso ainda trazendo certos clichês, já oferece uma profundidade ligeiramente maior ao personagem. Mas a rainha do livro é, sem sombra de dúvidas, Seis, que rouba todas as cenas em que toma parte.

Em síntese, apesar de ter ficado um pouco desgostosa com a releitura de “Eu sou o Número Quatro”, a releitura de “O Poder dos Seis” veio para me confirmar porque amo tanto essa série. A escrita já fica mais fluida e envolvente, os personagens ficam mais interessantes e a trama começa a tomar um rumo mais sedutor, respondendo algumas perguntas do livro anterior e propondo novos questionamentos ao mesmo tempo. Depois de ler esse livro, é impossível não querer continuar a série.

Li até a página 100 e… #11 – Homem-Máquina [Max Barry]

Olá, pessoas bonitas!

Primeiro de tudo e antes de mais nada, queria pedir desculpas pelo sumiço. A empresa em que trabalho organiza um evento anual, e o evento era esse fim de semana, então tive duas semanas extremamente corridas no trabalho e acabei ficando completamente sem tempo. Agora, indo ao que interessa, volto com mais um post da série “Li até a página 100 e…”. Para aqueles que ainda não conhecem, essa coluna/tag foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Comentei inúmeras vezes sobre os livros de cinco reais que comprei no estande da Intrínseca na Bienal do Livro, e minha leitura da vez é um destes livros. Terminei de ler “Four”, da Veronica Roth, na segunda, e planejava ler “Eleanor & Park” em seguida, mas o livro havia ficado dentro da minha mala. Ontem de manhã, quando estava saindo para ir trabalhar, fiquei com preguiça de destrancar o cadeado da mala e revirar tudo lá dentro até achar o livro, então estiquei a mão para a minha estante e acabei escolhendo “Homem-Máquina”, do Max Barry. E esse é o livro da vez 😀

Primeira frase da página 100:
“Ela fizera exatamente o que eu havia mandado, tão perfeitamente que eu nem tinha notado.”

Do que se trata o livro:
Após sofrer um grave acidente em seu trabalho, enquanto procurava seu celular, Charles Neumann acabou perdendo uma de suas pernas. No começo um pouco depressivo e pessimista, o doutor Neumann acabou vendo na situação uma oportunidade de se aprimorar. Sendo um engenheiro e amante das máquinas, percebeu que a prótese que possuía era pouco funcional e defasada, e resolveu criar sua própria perna artificial. Assim que a mesma ficou pronta, entretanto, deparou-se com um problema: sua perna biológica não era tão boa quanto a mecânica. A solução para Neumann? Cortar a outra perna. O que no primeiro caso foi um acidente, na segunda vez foi uma decisão “racional” e “equilibrada”, visando apenas o aprimoramento. Depois de convencer a todos que não era maluco, nem suicida, Neumann passou a trabalhar na produção de uma linha de Partes Melhores, pernas, braços e órgãos mecânicos, que as pessoas poderiam comprar como a nova tecnologia (como trocar de celular), depois que a empresa em que ele trabalhava viu nesse cenário um novo nicho de mercado.

O que está achando até agora?
Apesar de ser um pouco maluco, o livro é divertido. Não sei bem o que esperar ou até onde ele vai chegar, e isso é o que mais me intriga. Não sei no que vai dar a história, e estou curiosa para saber qual rumo o autor vai dar aos acontecimentos.

O que está achando da personagem principal?
Um mala sem alça e sem rodinha. De verdade. Ele é egoísta, egocêntrico, parece uma criança mimada que não quer que ninguém brinque com seus brinquedos… E, ainda assim, adoro ler sobre ele. Ele é um personagem chato, de verdade, e isso que me faz gostar um pouco dele. Ele não é o bom moço, o herói, aquele que só está prezando o bem da humanidade – ele está interessado nele e apenas nele, nada mais. Acho que isso dá um clima diferente ao protagonista, saindo do lugar comum de bom moço, e é o personagem que eu amo odiar.

Melhor quote até agora:

Essa passagem veio ainda bem no começo do livro, quando o personagem está desesperado porque acordou e não consegue encontrar seu celular em lugar nenhum da casa. Preciso admitir que a busca pelo celular foi um dos melhores momentos do livro para mim.

Não sabia se faria calor. Poderia chover, poderia ficar úmido, eu não fazia ideia. Eu tinha um computador, mas ele levava uma eternidade para inicializar, mais de um minuto. Eu teria que escolher minhas roupas sem saber a previsão do tempo. Isso era insano.” (pg. 9)

Vai continuar lendo:
Com certeza. Apesar de achar mais paradinho em alguns momentos, estou curiosa para saber como tudo vai acabar.

Última frase da página:
“Teríamos que deixar isso para testes externos.”

Confesso que li: Eu sou o Número Quatro [Resenha]

Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570137
Páginas: 352
Título Original: I am Number Four (Lorien Legacies #1)
Série: Os Legados de Lorien (#1)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: “Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo.
O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro.
Eu sou o próximo.”

Até onde vai a sede de morte e destruição? Os mogadorianos destruíram todos os recursos de seu planeta e se voltaram para o planeta habitado mais próximo: Lorien. Em um ataque que pegou a todos de surpresa, os assassinos frios de Mogadore destruíram Lorien e dizimaram sua população. Mas, enquanto a batalha ocorria, uma nave – a única que ainda estava inteira – conseguiu escapar de Lorien com 19 passageiros a bordo. Nove crianças, membros da Garde – a força de defesa de Lorien, com poderes e habilidades especiais – seus Cêpans – os mentores das crianças, responsáveis por ajudarem em seu treinamento e desenvolvimento – e o piloto. Depois de uma longa viagem os lorienos chegaram ao planeta Terra, onde se espalharam pelos quatro cantos do globo, aguardando o dia em que seus poderes estariam desenvolvidos, seu treinamento estaria completo e eles estariam prontos para trazer a justiça aos mogadorianos e repovoar Lorien.

Mas os mogadorianos seguiram os lorienos até o planeta Terra e começaram a caçá-los um a um. Um feitiço realizado por um Ancião de Lorien antes de as crianças embarcarem na nave provou-se a única forma de garantir que elas não seriam mortas imediatamente: a cada criança foi dado um número, e elas só poderiam ser mortas naquela ordem. Caso uma criança fosse atacada “fora da ordem”, o dano seria revertido para a pessoa que a atacou. E a única forma desse feitiço ser quebrado seria se os membros da Garde se uniram.

Dez anos se passaram desde que a nave loriena chegou em nosso planeta e os lorienos passaram a se esconder entre os humanos. Enquanto tentava aproveitar um dos raros momento de descontração em seu último endereço (já havia perdido as contas de quantas vezes se mudara nos últimos anos), o Número Quatro sente uma queimação em sua perna e uma cicatriz, sua terceira, surge em seguida. Ele sabe o que isso significa, sabe o que aconteceu e quais serão as consequências. O Número Três está morto. Os mogadorianos virão atrás dele agora. Estará ele pronto? Quando finalmente irá parar de fugir e se esconder?

Li quatro livros desta série no ano passado e fiquei tão fascinada e encantada que a coloquei na minha lista de séries preferidas de todos os tempos. Cada vez que alguém me pedia uma recomendação de série, automaticamente soltava Os Legados de Lorien. O quinto livro foi lançado este mês e, como tenho uma memória realmente muito fraca, resolvi reler a série desde o começo. E, enquanto lia “Eu sou o Número Quatro” só conseguia pensar: foi esse livro mesmo que eu li e me apaixonei?

Veja bem, tão logo comecei a leitura, fui ler algumas críticas e resenhas no Goodreads e acho que isso me fez perceber algumas coisas que não tinham me incomodado tanto em minha primeira leitura. Essa releitura realmente me fez perceber algumas coisas que eu não tinha percebido na primeira vez, ou simplesmente não tinham me chamado tanto a atenção. E, infelizmente, este primeiro volume de Os Legados de Lorien não é tão bom quanto eu me lembrava – pelo menos não completamente.

O início da história tem um ritmo bem lento e tranquilo, a sensação de que temos é que nada acontece. Depois de receber sua terceira cicatriz – parte do encantamento lórico, que indica que um dos lorienos morreu -, Quatro e seu Cêpan Henri preparam-se para mudar de casa mais uma vez. Abandonam o calor da Flórida para se mudarem para Paradise, Ohio, onde Quatro adota seu novo nome, John, que o acompanha por toda a duração da série. Neste início do livro temos toda a apresentação do universo de Os Legados de Lorien, quem são os lorienos, os mogadorianos e como seus caminhos se cruzaram. Descobrimos sobre a missão dos lorienos na Terra, de se fortalecerem e desenvolverem seus Legados – como são chamados os poderes e habilidades que cada um dos membros da Garde desenvolverá – até estarem prontos para derrotar os mogadorianos e trazer a vida de volta a Lorien. E também descobrimos que os mogadorianos não estão na Terra apenas para caçar os sobreviventes, mas também para dominar o planeta. Não destruindo tudo, como fizeram em Lorien, mas possivelmente dizimar a raça humana e estabelecer a Terra como sua nova morada (e não, isso não é spoiler).

Ao mesmo tempo em que é bom descobrir todos esses (e outros elementos), nessa releitura eu realmente senti um pouco mais forte essa sensação de “nada acontece” no começo do livro. John e Henri se mudaram para a pacata cidade de Paradise, e a impressão que me deu é que o início da história acabou assumindo o mesmo tom pacato. Não é do tipo que te faz largar o livro e nunca mais querer pegar na mão, mas ficar ansiando por alguma ação ou emoção, já que a premissa da história parece prometer isso a torto e a direito.

Lá pela metade do livro, por volta do capítulo 18, temos o primeiro boom de adrenalina real (não que nada ocorra antes disso, mas é o primeiro momento em que o livro realmente fica acelerado) e aí vemos onde a série se destaca, e muito: nas cenas de ação. Mesmo nessa segunda leitura, enquanto me encontrava ligeiramente desanimada por me deparar com algo diferente do que eu me recordava, e mesmo sabendo tudo o que aconteceria, não deixei de me contagiar pelos acontecimentos descritos na noite de Ação de Graças. E não se trata apenas do confronto em si, mas de toda a construção e expectativa.

Neste ponto os autores (James Frey e Jobie Hughes, sob o pseudônimo de Pittacus Lore) trabalham muito bem, desenvolvendo cenários que fazem os leitores, ou pelo menos eu, devorar as páginas. O mesmo se repete nas cem últimas páginas da história, quando você não consegue desgrudar os olhos das páginas por um minuto que seja. Por mais que o livro tenha um começo um pouco lento, do começo ao fim você simplesmente não consegue parar de ler. A narrativa é em primeira pessoa e no tempo presente, o que é até fácil de acostumar, principalmente para quem já leu Jogos Vorazes, que também apresenta este formato de narrativa.

Outro ponto que me incomodou foi o desenvolvimento dos personagens – pelo menos alguns deles. Os principais personagens (John, Sarah, Sam, Mark) ficaram um pouco clichês demais, aquela fórmula pronta do herói, garota perfeita, nerd e valentão (na respectiva ordem dos personagens citados acima). Apesar de eu ainda adorar o livro (estava decepcionada no começo, mas cheguei ao fim lembrando porque amo a série), acho que faltou trabalhar um pouco mais os personagens, e não cair no esteriótipo, na solução pronta. Apesar de pequenas mudanças em cada um deles ao longo da história, o que nós encontramos é a definição quase literal do papel que cada um deles assume, sem permitir que suas personalidades sejam mais exploradas.

E outra coisa que não gostei, e isso eu sei que não gostei na primeira vez em que li também, foi o romance entre John e Sarah. Ah, por Lorien, que casal mais chatinho! Sarah é o cúmulo da perfeição, a garota que desistiu de ser líder de torcida e resolveu ser boa e gentil com todo mundo. Ela tira fotos, assa cupcakes e constrói abrigos para animais em seu tempo livre. E tudo isso com uma aparência impecável, aposto que nem o cabelo saí do lugar. E todo o romance desenvolvido com John é daqueles “amor à primeira vista”, com longas trocas de olhares cheios de significado e perfeição a cada segundo. Desculpe, mas eu não compro isso. Gosto de romances, sou uma romântica incurável, mas o romance desenvolvido é tão doce que chega a me dar dor de dente. Acho que não casou com a história e, diferentemente da parte de ação, os autores erraram a mão – e feio – ao desenvolver essa história de amor. Sei que boa parte da trama se deve ao romance dos dois, mas simplesmente ficou superficial, artificial e “perfeitinho” demais. Nenhum relacionamento é perfeito, e o deles só me deixa irritada.

Também me deparei com algumas coisas na história que parecem não fazer muito sentido, mas acredito que durante o desenvolvimentos dos outros livros (bom, do quinto em diante, pelo menos) elas devem ser solucionadas. E, apesar da crítica ainda parecer completamente negativa, continuo gostando do livro. Queria que a personalidade de alguns personagens fossem mais trabalhadas? Sim. John e Sarah juntos me irritam? Demais! Mas ainda lembro da história dos outros livros, dos personagens e acontecimentos que estão por vir, e não posso deixar de gostar da série. Talvez possa me conformar com “um começo não tão bom para uma série envolvente”.

Confesso que li: Vingança da Maré [Resenha]

Autora: Elizabeth Haynes
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574043
Páginas: 288
Título Original: Revenge of the Tide
Nota:
 4 Estrelas

Sinopse: Depois de trabalhar arduamente por muito tempo alternando um emprego como executiva de vendas durante o dia com o de dançarina de pole dance à noite, Genevieve finalmente conseguiu juntar dinheiro para realizar seu sonho: comprar e reformar um barco e mudar-se para Kent, bem longe da estressante vida em Londres que tanto a aborrece. Tudo parece enfim perfeito. Até que, na festa de inauguração do barco, enquanto amigos de sua velha vida parecem zombar do que agora lhe é tão caro, um corpo aparece boiando próximo ao ancoradouro, e Genevieve reconhece a vítima. Ao perceber seu santuário flutuante maculado, e convencida de que sua vida também está em risco, Genevieve se vê novamente envolvida com o perigoso submundo de corrupção, crimes e traição do qual pensava ter finalmente escapado. E está prestes a descobrir os problemas de misturar negócios e prazer.

Lembro que me deparei com a resenha do livro “No Escuro” em algum blog, e a sinopse e a capa foram o bastante para me deixar mais do que interessada na leitura. Procurei o nome da autora no Skoob e acabei me deparando com outros dois livros, “Restos Humanos” e “Vingança da Maré”. Muito tempo se passou, minha linda memória nunca me deixava lembrar de comprar um destes livros quando acessava o Submarino, e a coisa foi ficando. Ano passado, durante a Bienal, encontrei o livro por R$ 5,00 no estande da Intrínseca e não pensei duas vezes antes de comprar.

O livro conta a história de Genevieve, que, depois de conseguir guardar uma considerável quantia de dinheiro, comprou um barco e decidiu passar um ano morando nele, enquanto o reformava. Ela saiu do agito e da correria de Londres e se estabeleceu em Kent, onde passou a viver na pequena e familiar comunidade da marina. Depois de cinco meses trabalhando em seu barco, mesmo com algumas alterações ainda pendentes, ela decidiu que estava na hora de dar uma festa de inauguração do seu novo “lar”, convidando os novos amigos da marina e os antigos amigos de Londres. Apesar da zombaria de seus antigos amigos, Genevieve estava satisfeita com seu novo estilo de vida e com o que havia conquistado ali, orgulhosa de seu trabalho e decidida a esquecer o passado. Mas seus planos foram por água a baixo quando, na mesma noite da festa, ela se deparou com um corpo boiando na água, e percebeu que era alguém que fazia parte desse seu passado. Enquanto a polícia passa a investigar esse misterioso caso, Genevieve deve lidar com os fantasmas de seu passado, que parecem mais do que dispostos a invadir o seu presente.

“Vigança da Maré” foi um livro que, a seu modo, me surpreendeu. Não sabia muito bem o que esperar da autora, ou se iria ou não gostar do livro, então foi com uma grande satisfação que terminei a leitura com aquela sensação de “realmente valeu a pena”. Apesar de ter sentido durante boa parte da leitura que algo estava faltando, quase como se esperasse a todo momento uma grande revelação ou acontecimento que me deixasse de queixo caído, toda a narrativa do livro foi muito concisa e envolvente, resultando em um material que me agradou em todos os momentos.

A escrita da Elizabeth é bem construída e elaborada, mas fluida e sem exageros ao mesmo tempo. Fiquei um pouco confusa e perdida quando ela apresentava termos próprios da vida na marina, principalmente quando descrevia partes do barco, mas de maneira nenhuma senti que isso atrapalhou a compreensão da história. A narrativa é dividida entre o presente, enquanto acompanhamos a investigação que tem início quando o corpo é encontrado ao lado do barco de Genevieve e todos os seus desdobramentos, e o passado, quando descobrimos mais sobre a vida da protagonista, principalmente no último ano, e como isso está atrelado às descobertas e consequências do presente.

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Achei os personagens bem construídos e originais, sem cair em clichês ou em algum “lugar comum”. A protagonista, apesar de seus momentos de dúvida e incerteza, é forte e decidida, o que foi um bom atrativo. Quanto mais descobria sobre seu passado, mais eu conseguia me relacionar com ela – mais “verdadeira” ela se tornava. Os personagens secundários também conquistaram seu espaço, principalmente os moradores da marina, apesar de eu viver confundindo e esquecendo quem era quem.

Se não fosse aquela sensação de que algo estava faltando algo, a espera por uma revelação de cair o queixo que nunca veio – não que o mistério não foi bem construído, mas fiquei esperando algo a mais -, facilmente teria dado cinco estrelas. Para o primeiro livro da autora que li, fiquei satisfeita com o resultado e mais do que interessada em ler as outras obras.

Li até a página 100 e… #9 – A Vingança dos Sete [Pittacus Lore]

Olá, pessoas da Terra!

Sei que ainda não consegui colocar o blog em dia, mas farei o possível para conseguir isso antes do fim do mês. A correria de fim de ano emendou com a correria no trabalho e fiquei um pouco perdida, mas vou tentar me organizar. Para hoje, volto com a tag “Li até a página 100 e…”, que foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Desde novembro de 2013, estava louca por “A Vingança dos Sete”. Fiquei aguardando o lançamento por mais de um ano e, quando o livro foi lançado, percebi que não lembrava muita coisa e resolvi reler a série. Reli os quatro primeiros livros e… FIQUEI DE RESSACA LITERÁRIA! Meu pai amado, nunca tive uma ressaca literária tão forte quanto essa, já passamos da metade do mês e ainda não consegui ler UM livro inteiro. Estou travada há dias no “A Vingança dos Sete”, mas hoje finalmente cheguei à centésima página. E vamos lá…

Primeira frase da página 100:
“O pôr do sol nos Everglades seria lindo se não fosse pela enorme nave de guerra mogadoriana tapando o horizonte.”

Do que se trata o livro:
Este é, na verdade, o quinto livro da série Os Legados de Lorien. Nesta série, o planeta Lorien foi invadido pelos mogadorianos e os únicos sobreviventes foram nove crianças e seus Cêpans, algo como seus guardiões, que fugiram em uma nave antes que a invasão terminasse e acabaram chegando à Terra. A ideia era que eles crescessem e se fortalecessem, desenvolvessem seus Legados (algo como poderes especiais) e então fossem atrás dos mogadorianos, acabassem com a guerra e retornassem ao seu planeta para revivê-lo. Mas os mogadorianos seguiram os lorienos até a Terra e começaram a caçá-los um a um. Depois de anos de fuga e medo, os membros da Garde – as crianças ainda sobreviventes, as que não foram mortas pelos mogadorianos – finalmente se reuniram e começam a travar a batalha contra seus inimigos.

O que está achando até agora?
Os três primeiros livros tinham uma energia incrível, a ação e a adrenalina ia subindo em um ritmo cada vez mais alucinante, com um livro mais envolvente e agitado que o outro. O quarto livro, apesar de eu ainda achar incrível, teve uma diminuição nesse ritmo, não seguindo a mesma subida dos anteriores, mas o quinto livro parece estar retomando isso. Sim, eu sei que falei que estou travada, que não estou conseguindo ler, mas acho que o problema não está no livro, e sim em mim. Pelo pouco que consegui ler, já vi que o livro está retomando aquele frenesi do segundo e principalmente do terceiro livro, então mal posso esperar para superar meu bloqueio e avançar na leitura.

O que está achando da personagem principal?
Apesar de o primeiro livro ter o John Smith, ou o Número Quatro, como protagonista, do segundo livro em diante nós começamos a ter narrativas por diferentes pontos de vista, e acho que isso quebra um pouco a questão de “personagem principal”. Dos personagens que tiveram POV nesse começo do livro, só me irrito um pouco com o John em alguns momentos, por causa do seu complexo de “Super Homem”, a personificação do herói, do bonzinho, do mocinho, do AAAARGH – chato. O John tem uns momentos bem legais, confesso, mas ele também consegue ser irritante – principalmente quando está com a sara (~fazendo um revólver com a mão e atirando na cabeça~). A Ella é um amorzinho e estou adorando o POV dela, tem sido bem interessante ver as coisas sob a ótima da mais nova Garde, ainda mais porque este foi o primeiro livro a apresentar a história pelo POV dela. E a Seis, não tenho nem o que dizer – uma das minhas personagens preferidas, amo essa menina! Ela é forte, decidida, independente e durona, mas é possível perceber seu lado mais frágil por baixo de toda essa armadura. Ela é real, verdadeira, e amo isso nela.

Melhor quote até agora:
Quase tive uma crise de riso no metrô com essa passagem, então:

– Escondendo-se atrás de seus bichos de estimação! – vocifera o mog. – Vergonhoso. Lute com honra, menino. Chega de truques.
Ergo a mão e sorrio para ele ao notar os pássaros chegando de todas as direções.
– Espere. Só mais um truque.
É então que o rinoceronte cai do céu. (página 85)

Vai continuar lendo:
Sim. Espero destravar em breve e finalmente terminar esse livro.

Última frase da página:
“- Brigar não vai nos levar a lugar algum.”

Novos na Família #8 – O último do ano

Felizmente, sigo firme e forte em meu propósito de não comprar livros enquanto não ler pelo menos metade do que já tenho acumulado aqui em casa. A única exceção que me permiti foi comprar continuações de séries que eu já acompanho e, desta forma, só comprei um livro este mês.

A VINGANÇA DOS SETE – PITTACUS LORE

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Sinopse: O pior deveria ter acabado. Estávamos reunidos depois de uma década longe. Descobriríamos a verdade sobre o nosso passado. Estávamos treinando e ficando mais fortes a cada dia. Estávamos até feliz… Nunca imaginamos que os Mogadorianos pudessem transformar um dos nossos contra nós mesmos. Fomos tolos ao confiar em Cinco. E agora Oito está perdido para sempre. Eu faria qualquer coisa para trazê-lo de volta, mas isso é impossível. Em vez disso, vou fazer o que for preciso para destruir cada um deles. Eu passei a minha vida inteira me escondendo deles, e eles levaram tudo de mim. Mas isso vai acabar agora. Nós vamos levar a batalha até eles. Temos um novo aliado que conhece suas fraquezas. E eu, finalmente, terei o poder de revidar.

Pegaram Número Um na Malásia.
O Número Um foi capturado na Malásia.
O Número Dois, na Inglaterra.
Número Três, no Quênia.
E o Número Oito, na Flórida.
Eles mataram todos eles.

Eu sou a Número Sete.

Vou fazê-los pagar.

Este foi um dos meus lançamentos mais aguardados de 2014, e não acreditei quando finalmente coloquei as mãos nele. Mas, como tenho uma memória de peixinho dourado e li o quarto livro em novembro do ano passado, resolvi reler todos os livros da série antes de começar a ler “A Vingança dos Sete”. Assim que colocar em dia as resenhas dos outros livros que já li nesse meio tempo, começo a postar as resenhas da série Os Legados de Lorien 😀

Confesso que li: Perdão, Leonard Peacock [Resenha]

Autora: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573954
Páginas: 224
Título Original: Forgive me, Leonard Peacock
Nota: 4 Estrelas

Sinopse: Hoje é o aniversário de Leonard Peacock. Também é o dia em que ele saiu de casa com uma arma na mochila. Porque é hoje que ele vai matar o ex-melhor amigo e depois se suicidar com a P-38 que foi do avô, a pistola do Reich. Mas antes ele quer encontrar e se despedir das quatro pessoas mais importantes de sua vida: Walt, o vizinho obcecado por filmes de Humphrey Bogart; Baback, que estuda na mesma escola que ele e é um virtuose do violino; Lauren, a garota cristã de quem ele gosta, e Herr Silverman, o professor que está agora ensinando à turma sobre o Holocausto. Encontro após encontro, conversando com cada uma dessas pessoas, o jovem ao poucos revela seus segredos, mas o relógio não para: até o fim do dia Leonard estará morto.

As pessoas costumam planejar muitas coisas para seus aniversários: festas, reuniões com amigos e familiares, jantares. Elas costumam esperar as felicitações dos amigos e os eventuais presentes – mesmo que a mera lembrança da data. Mas não Leonard. É seu aniversário de dezoito anos e ele tem um plano completamente diferente para o dia: vai matar seu ex-melhor amigo, com a arma alemã que pertencera ao avô, e então se matar. Mas, antes de levar a cabo seu plano, encontrará quatro pessoas, aquelas que considera as mais importantes de sua vida, e entregar um presente a cada uma delas. Uma última despedida, um último adeus, para que elas saibam que não foi culpa delas. Enquanto o relógio avança e o fim do dia vai chegando, vemos o desenrolar do plano de Leonard em ação.

Preciso confessar que não sabia ao certo o que esperar do livro quando li sua sinopse pela primeira vez, em uma livraria perto de casa. Não sabia o que esperar quando comprei o livro alguns meses depois, e continuava sem saber quando comecei a lê-lo. Apesar da premissa prometer um homicídio/suicídio, acho que estava esperando algo mais leve, superficial, “água com açúcar”. Ok, não sei como poderia esperar algo leve de um livro que aborda assassinato, mas, por ser Young Adult, acho que estava esperando o famoso mais do mesmo, a fórmula simplista que muitos autores estão tentando empurrar garganta abaixo nos jovens leitores. Eu não poderia estar mais enganada.

O livro conta a história de Leonard pela perspectiva do próprio personagem, com foco no dia do seu aniversário. Logo de cara ficamos sabendo de seu plano e sabemos que algo não está certo – apesar de não sabermos exatamente o quê. Descobrimos que alguma ação de Asher, o ex-melhor amigo de Leonard, desencadeou aquele seu comportamento destrutivo, e todo o desenvolvimento da leitura se baseia nisso: a vontade de descobrir o que ocorreu no passado dos dois personagens que os lançaram em destinos tão distintos.

O que mais me conquistou durante a leitura foi a personalidade do Leonard. Não são raros os livros que eu vejo com personagens superficiais, pouco aprofundados ou mal explorados – e, nesse sentido, o Matthew Quick deu um show com a construção do Leonard. A melhor maneira que tenho para defini-lo é que ele é real. Não é o bom moço, o exemplo da perfeição, o jovem dentro de uma redoma de virtude e justiça, mas também não é o vilão, inconsequente e culpado de todos os problemas ao seu redor, o diabo em forma de gente. Ele apresenta perfeitamente a dualidade da condição humana, que não é totalmente boa nem totalmente má, apenas é.

Conforme vamos conhecendo o personagem, vamos descobrindo como ele realmente é: um jovem genial, que não se conforma com as coisas como elas se apresentam, que questiona o mundo e a si mesmo. Ele gosta de pensar, analisar, e não de ter as respostas jogadas em seu colo. Tem um humor ácido é uma visão extremamente pessimista do mundo, é complexo. E é, acima de tudo, um jovem sem esperanças, que sente que não se encaixa em seu presente e não anseia pelo futuro, que parece reservar apenas mais descontentamento. É impossível não se conectar a ele, não desejar compartilhar de seu sofrimento, aliviar seu fardo, deixá-lo saber que ele não está sozinho.

Apesar de não ter um ritmo tão acelerado (pelo menos não do jeito em que estou acostumada, como nos livros de ação/aventura), a leitura é envolvente e te impulsiona à frente. A narrativa alterna entre o presente, os acontecimentos centrados no aniversário de Leonard, o passado, com flashbacks mostrando como ele conheceu alguns dos outros personagens ou como era sua amizade com Asher, e o “futuro”, através de séries de cartas que ele recebe dessas supostas pessoas de seu futuro. Admito que fiquei um pouco confusa e perdida quando me deparei com a primeira carta do futuro, mas logo me vi ansiando por elas, pois as passagens eram sempre incríveis.

Em um momento em que vemos cada vez mais jovens deprimidos, pessoas lutando para se adequar ou para enterrar seus traumas e anseios, Matthew Quick traz uma análise intrigante sobre como os jovens são afetados por inúmeros fatores ao seu redor, e como às vezes o menor dos gestos poderia ser o bastante para salvar uma vida que se julga perdida – ou pelo menos iniciar o processo para colocá-la de volta aos trilhos, e isso sem partir para o lado mais “didático” da questão. Ele levanta os questionamentos ao apresentar a história de um jovem que se encontra em situação tão extrema, mas deixa as conclusões por parte do leitor – o que você tira da leitura é seu e só seu.

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Ao final da leitura, eu só podia ficar de queixo caído e absorver tudo aquilo que havia lido. Talvez por não esperar tanto – ou nada – quando comecei a leitura, foi completamente surpreendida, arrebatada pela narrativa de “Perdão, Leonard Peacock”. E agora tenho certeza de que posso recomendar a todos, pois é aquele tipo de livro que você acha que todos deveriam ler.

Li até a página 100 e… #8 – Perdão, Leonard Peacock [Matthew Quick]

Boa noite, pessoal!

Sei que já está tarde, mas antes tarde do que nunca, não? Cheguei em casa decidida a postar aqui no blog, mas viciei em um novo jogo (que acho até que vou comentar por aqui um dia, mesmo não tendo NADA a ver com livros) e acabei passando as últimas horas tentando não morrer (oi?). Bom, em todo caso, volto com a tag “Li até a página 100 e…”, que foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Comprei o livro “As Crônicas de Bane” na semana passada e, pelo update de e-mails do Submarino, sabia que a entrega provavelmente seria hoje. Como acabei “Vingança da Maré” (resenha em breve) ontem, decidi pegar um livro que eu poderia ler rápido, para começar “As Crônicas de Bane” assim que possível. Me deparei com o “Perdão, Leonard Peacock” na estante e decidi que seria aquele mesmo…

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Primeira frase da página 100:
“Ele se senta na carteira ao meu lado e diz:”

Do que se trata o livro:
O livro conta a história de Leonard Peacock que, no dia do seu aniversário de dezoito anos, resolve colocar em prática o seu plano de matar seu ex-melhor amigo e então se matar. Mas, antes de colocar o plano em ação, vai ao encontro de quatro pessoas que considera suas amigas para se despedir – mesmo que elas não saibam que é uma despedida – e dar um presente a cada uma delas. Alternando entre o presente e o passado, descobrimos o desenrolar do aniversário de Leonard, assim como é revelado aos poucos algumas das coisas que o direcionaram neste caminho.

O que está achando até agora?
Uau. Simplesmente… uau. Não sei, por algum motivo eu achava que seria um livro mais “bobinho”, mais teen, por isso fui surpreendida pelo Matthew. O personagem do Leonard é extremamente complexo, profundo e, bom, real. Nós realmente entramos na mente de um jovem com sérios problemas, e começamos a pensar o que aconteceu para deixá-lo daquele jeito – já que ele vive mencionando que houve algum acontecimento que fez com que as coisas fossem por água abaixo. Fui esperando um livro levinho (não sei como esperava isso com a premissa, mas achava que seria mais um Young Adult neutro e “mais ou menos”) e me deparei com uma linguagem mais adulta e de grande impacto. Estou curiosíssima para descobrir o que ocorreu entre Leonard e seu ex-melhor amigo, Asher, para saber por que o jovem planeja matá-lo e depois se matar.

O que está achando da personagem principal?
Gosto e não gosto do Leonard, não sei explicar. Ao mesmo tempo em que o acho um personagem complexo, real e profundo, fico com a impressão de que ele possa estar reclamando de barriga cheia. Como ainda não sei qual o motivo que o fez ficar como está, não sei se concordo com o Baback ou não – de que se trata de um “problema de Primeiro Mundo”. Então eu amo a complexidade dele, a forma com que ele pensa e sua visão do mundo – mesmo que completamente destorcida e pessimista -, como ele avalia seus colegas de classe e os adultos em sua vida. Mas também tenho medo de qual será o grande problema revelado, pois acho que isso poderá destruir um pouco a imagem que construí do personagem. Se bem que, pelo nível de história que o Matthew construiu até então, acho que não ficarei decepcionada…

Melhor quote até agora:
Ok, na verdade foi um grande trecho do livro, todo um “discurso” que o Leonard faz mentalmente, de pouco mais de uma página, mas que eu amei. Como não posso colocar o trecho inteiro, vou escolher uma das minhas partes preferidas:

Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira. Só não volte para aquele lugar miserável para onde vai todos os dias. Mostre-me que é possível ser adulto e também ser feliz. Por favor. Este é um país livre. Você não precisa continuar fazendo isso caso não queira. Você pode fazer o que desejar. Ser quem quiser.” (página 47).

Vai continuar lendo:
Com certeza. Preciso saber o que aconteceu no passado e o que acontecerá no presente.

Última frase da página:
“É importante para mim.” (prefiro colocar a última completa, e não a última que começa na página 100, então vai essa mesmo).

Novos na Família #5.2

Boa noite, pessoas da Terra 😀

Como prometido, volto agora com a parte final do “Novos na Família”, apresentando os demais livros que comprei no mês passado. Como expliquei no último post, criei um “projeto” com um amigo (oi, Gordo ❤ ), onde guardaríamos R$ 50,00 por mês para comprar livros no aniversário do Submarino deste ano. Consegui aproveitar algumas promoções muito boas, por isso a pilha de livros foi generosa. É bem provável que essa coluna fique parada por um bom tempo aqui no blog, pois vou evitar comprar novos livros até conseguir terminar de ler esses que comprei. E, sem mais delongas, vamos à segunda parte!

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Novos na Família #5.1

Olá, pessoas da Terra!

Pelo meu cronograma, este post deveria ter saído no dia 30 de setembro, mas só hoje consegui tempo, então vamos lá (risos). Ano passado, depois do aniversário do Submarino e da Black Friday, combinei com um amigo de juntarmos cinquenta reais por mês, cada um, para comprarmos livros esse ano. A ideia era juntar um dinheirinho e aproveitar as promoções, além de pagar à vista – o que dava desconto ano passado. Chamamos essa brincadeira de “O Projeto”, e fomos fiéis na coleta mensal. Optamos pelo aniversário do Submarino, pois as ofertas do ano passado foram bem melhores, e apenas sentamos e esperamos. Mas esquecemos um pequeno fator – a Bienal do livro. Acabamos gastando parte do dinheiro do Projeto na Bienal, mas ainda sobrou o bastante para gastarmos no aniversário do Submarino. O dia 15 de janeiro chegou, e com eles as promoções. Acabei aproveitando bem os descontos e promoções, e nisso fiz a minha maior compra de todos os tempos.

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