Confesso que li: Wild Cards – Ases nas Alturas [Resenha]

Autor: Vários autores. Editado por George R. R. Martin
Editora: LeYa
ISBN: 9788580448764
Páginas: 400
Título Original: Ases High (Wild Cards #2)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Depois do vírus alienígena, um ataque vindo do espaço. Estamos no início dos anos 1980, há mais de trinta anos a humanidade convive com os atingidos pelo xenovírus Takis-A, mas a integração ainda caminha a passos lentos. Os abençoados pelo vírus, os ases, combatem os perigos da Nova York que nunca dorme. Os amaldiçoados, com suas deformidades causadas pelo vírus, lutam pela sobrevivência no Bairro dos Curingas. E, no céu, uma ameaça espreita a humanidade, aguardando a oportunidade certa para lançar seu ataque. Um ser extraterreno chamado o Enxame ruma para a Terra, ao mesmo tempo em que alguns ases planejam uma conspiração para controlar o mundo. Entre jogos de aparências, teletransportes e irmandades envoltas em mistério, forças de ases e “limpos”, seres humanos não infectados pelo vírus, se unem para combater o monstro alienígena e a terrível Ordem que se esconde no Mosteiro de Nova York. Este segundo volume da série Wild Cards conta com a participação de novos gênios da fantasia e do próprio organizador, George R. R. Martin, autor do best-seller Crônicas de Gelo e Fogo. As cartas da humanidade estão na mesa!

Algumas semanas atrás postei aqui no blog a resenha sobre Wild Cards – O Começo de Tudo, livro editado pelo genial George R. R. Martin. Admiti que o nome gigantesco do autor foi um dos motivos que me fez comprar o livro, mas que o cenário também me interessou muito: nosso universo, vírus alienígena, pessoas com poderes especiais ou deformidades físicas. Como não se apaixonar? (rs). E nisso aproveitei e já comprei, de uma patada só, os dois primeiros livros – estavam em promoção e eu quis aproveitar. Li o primeiro e realmente gostei, mas esperava um pouco mais e algumas pequenas falhas me deixaram um pouco desanimada. Com isso acabei dando um intervalo entre o primeiro e o segundo, lendo outros livros mais levinhos no meio tempo, até que resolvi parar de adiar o inevitável e me entreguei às linhas de “Ases nas Alturas”, o segundo volume da série.

Diferentemente do primeiro livro, que tinha um certo ar de “colcha de retalhos”, “Ases nas Alturas” tem uma história bem mais coesa e linear, o que dá a alguns a impressão de que é o começo da série de fato. Enquanto o primeiro livro se ocupou (de forma muito agradável, diga-se de passagem) de apresentar o universo construído, pintando em seus retalhos a transformação da Terra após a queda do xenovírus Takis-A, a continuação nos dá o primeiro gostinho de “história” com base nesse cenário apresentado em “O Começo de Tudo”. O livro retoma a história na década de 80, e aqui já há uma boa diferença: há uma trama única que permeia todas as histórias e acontecimentos, que leva o livro em um mesmo rumo e um mesmo sentido. Esse elo de ligação, que parecia ausente no primeiro livro, diminuiu um pouco aquela sensação de histórias “soltas” e “independentes”, e serviu para dar certo aspecto de “unidade” para os capítulos. A incógnita do TIAMAT, apresentado por Fortunato no livro anterior, volta para permear as 400 páginas deste volume com um mistério que te deixa do começo ao fim mordendo as unhas de ansiedade para chegar ao bendito desfecho.

O número de personagens diminui um pouco, assim como o enfoque neles. A história, que no volume anterior era contada principalmente a partir dos personagens, ases e coringas, e da sua visão do novo mundo, agora realmente fica focada nos acontecimentos que se conectam em todas as histórias. Uma grande ameaça alienígena, a Mãe do Enxame, focou sua atenção na Terra, e as expectativas dos que a conhecem são as piores possíveis: a Mãe é implacável e insaciável, não desistindo até dizimar completamente o planeta que escolhe como alvo. Mas a única ameaça não vem de fora e, ao mesmo tempo, uma sociedade secreta desenvolve seu plano de “domínio mundial”, se espalhando por todas as áreas da sociedade e estendendo seu poder até onde é possível. Parece um pouco clichê, sim, mas na prática funciona muito bem. Os “interlúdios” do livro anterior são substituídos por capítulos com o alienígena Jube, o Morsa, que faz a ligação entre períodos e acontecimentos distintos da história, conduzindo a trama e situando o leitor em tudo que acontece.

Senti uma pequena diferença do primeiro livro para o segundo. Não sei se pode ser chamado de “queda de qualidade”, mas estava esperando um pouco mais. O cenário criado e apresentado no primeiro livro era tão rico e promissor que fiquei um pouco decepcionada com o segundo volume, achei que em algumas vezes se tornou cansativo ou confuso. Não me entendam mal, a leitura realmente vale a pena, alguns dos escritores são fantásticos e criam capítulos que você deseja que não acabem nunca, mas esperava algo mais. Melhor. O começo é muito bom e o desfecho é digno, mas o livro acabou me perdendo algumas vezes no meio. Não adorei, mas também não me fez querer desistir da série, e espero para ver o que o terceiro livro nos trará 😀

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