Confesso que li: O Jogo Infinito [Resenha]

Autor: James Dashner
Editora: Vergara & Riba
ISBN: 9788576836896
Páginas: 300
Título Original: The Eye of Minds (The Mortality Doctrine #1)
Nota: 5 Estrelas + ❤

Sinopse: Michael é um gamer. E como a maioria dos jogadores, ele passa quase mais tempo no VirtNet do que no mundo real. O VirtNet oferece total imersão do corpo e da mente, e é viciante. Graças à tecnologia, qualquer pessoa com dinheiro suficiente pode experimentar mundos de fantasia, arriscar sua vida sem a chance de morte, ou apenas ficar com os virt-amigos. E quanto mais habilidades de hacker você tem, mais divertido. Por que se preocupar seguindo as regras quando a maioria delas são idiotas, afinal? Mas algumas regras foram feitas por uma razão. É muito perigoso brincar com algumas tecnologias. E relatórios recentes afirmam que um jogador vai para além do que qualquer jogador fez antes: ele está segurando jogadores reféns dentro do VirtNet. Os efeitos são terríveis, os reféns foram todos declarados com morte cerebral. No entanto, os motivos do gamer são um mistério. O governo sabe que para pegar um hacker, você precisa de um hacker. E eles foram assistir Michael. Eles querem ele em sua equipe. Mas o risco é enorme. Se ele aceitar o seu desafio, Michael terá que ir fora da grade VirtNet. Há becos e esquinas no sistema que olhos humanos nunca viram e predadores que ele não pode nem mesmo imaginar – e há a possibilidade de que a linha entre jogo e realidade será borrada para sempre.

É incrível o quanto você pode adiar a leitura de um livro, pensando que não irá gostar tanto assim, só para depois se encontrar louca para que a continuação saia logo. Essa foi minha experiência com o livro “O Jogo Infinito“, do James Dashner, publicado no Brasil pela V&R Editoras. Ganhei o livro em um encontro para blogueiros parceiros da editora, com a presença do autor (comentei sobre o evento nesse post aqui), mas só mês passado tirei-o da estante para ler. O resultado foi uma agradável surpresa, amei a história e a escrita, e fiquei tão, mas tão curiosa para a continuação, que cheguei a enviar um e-mail para a editora, perguntando se havia previsão de lançamento da continuação aqui no Brasil (o segundo volume em inglês foi lançado no fim do mês passado). Sem mais delongas, vamos à história.

“O Jogo Infinito” conta a história de uma sociedade futurista, em que a realidade virtual é uma constante na vida da sociedade – ao menos daqueles que podem pagar por isso. Tudo corre bem na VirtNet, até que alguns jogadores começam a ser sequestrados e presos dentro do jogo, e seus corpos na Vigília (como é chamado o mundo “real”) ficam vulneráveis, entrando em coma ou estado vegetativo, e muitas vezes chegando a óbito. O SSV, o serviço de segurança da VirtNet, tentou abafar o caso por muito tempo, mas a coisa começou a sair do controle e eles passaram a recrutar jogadores com habilidades especiais de hackear o código da VirtNet para ajudá-los na caça a Kaine, a ameaça responsável por esse cyberterrorismo. Uma dessas pessoas abordadas é Michael, o protagonista da história, que, junto com Sarah e Bryson (seus dois melhores amigos dentro do jogo), parte na busca por Kaine, impulsionado pela promessa de uma recompensa pelo SSV.

Nota mental: da próxima vez, leve um post-it.

Antes de mais nada, preciso ressaltar aqui: este livro não é sobre uma distopia. A história se passa no futuro, mas não em um futuro distópico. Apenas uma sociedade com tecnologia avançada e provavelmente muito tempo livre (brincadeirinha). No bate-papo com o autor, ele disse ter sido influenciado por filmes como “Matrix” e “A Origem”, além do amor seu amor por videogames quando era mais novo. Tudo isso se misturou para criar um livro enérgico e envolvente, que te prende do começo ao fim e você simplesmente não consegue parar de ler. A escrita é muito boa e te prende nos menores detalhes, sem ser cansativa ou desnecessária. O ritmo do livro é uma coisa à parte – se eu comentei que achei a trilogia “Destino” parada, essa promete ser justamente o oposto, pois todo o livro tem um ritmo muito dinâmico, sem deixar cair a peteca nenhuma vez. Neste thriller psicológico, não tem nenhuma parte que você quer pular, ou que acha que o livro ficou cansativo ou chato, é a mesma vibração de ação e aventura do começo ao fim. Você se vê tão envolvido no universo que o autor criou que, quando se dá conta, lá se foram as 300 páginas e você ainda quer mais. E o fim, o que foi aquele fim?! Eu passei boa parte do livro me perguntando qual seria o desfecho, imaginando aqui e deduzindo ali, criando teorias de onde o autor queria me levar. Então, depois da metade do livro, o autor deu uma guinada na história que me fez pensar “aah, ok, agora eu sei o que ele quer”, e, conforme a história avançava, eu ia criando minhas teorias em cima disso. Me achei super ninja, pensando que havia desvendado a história, tudo parecia se encaixar e… ELE FOI LÁ E PUXOU MEU TAPETE! Sério, mesmo! Terminei o livro de queixo caído, pasma e com aquela sensação de “onde foi parar meu chão?“. Não era surpreendida assim há muito tempo, o que eu achei simplesmente fantástico. E o que também ajudou a me deixar mega ansiosa para o próximo livro, pois agora eu preciso saber a continuação da história do Michael.

Os personagens também merecem seu destaque. O trio principal tem uma dinâmica muito legal e gostosa de acompanhar, parecem realmente três melhores amigos, para o que der e vier. O Michael e o Bryson são divertidíssimos, sempre fazendo piadinhas e dando respostas ácidas, o que dá um toque de humor para a narrativa que torna a leitura ainda mais agradável. Eu comentei com alguns amigos, e mesmo aqui no blog, que eles me lembravam super-heróis como o Super Choque, que sempre fazem uma piadinha enquanto enfrentam seus inimigos (tenho problemas, eu sei).  E adorei toda a questão de “amizade virtual”, de eles nunca terem se conhecido e, mesmo assim, serem melhores amigos. Sei que muitas pessoas acham balela, mas conheci duas das minhas melhores amigas desse jeito, e outras tantas pessoas que adoro de paixão, e só conheço através de uma tela. Então ponto positivo para o James por criar uma amizade tão legal e diferente.

Falando em criar, também preciso comentar todo o universo criado por ele. Realidade virtual e tecnologia de imersão não são exatamente novas, mas o jeito que ele trabalhou deixou tudo MUITO perfeito. É o tipo de universo em que eu amaria viver e sei, como um fato, que eu passaria muito tempo conectada à VirtNet, explorando todos os seus jogos e ambientes. Claro, em um ambiente livre das ameaças e perigos que rondam “O Jogo Infinito”, porque a coisa não seria fácil não. Deixando os aspectos negativos de lado, seria um sonho fazer parte de tudo aquilo e seria difícil eu me desconectar. Mas valeria a pena, se fosse parar ler a continuação dessa trilogia. Só espero que saia logo aqui no Brasil, antes que minha curiosidade me consuma 😛

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23 comentários sobre “Confesso que li: O Jogo Infinito [Resenha]

  1. gabrielaamoroso disse:

    Liaah, me empresta esse livro? haha Eu PRECISO ler! Fiquei muito curiosa, de verdade! Você já assistiu ao filme Gamer, com o Gerard Butler? A história se passa com pessoas presas dentro de vídeo games também, achei meio parecido. E não, eu ainda não assisti esse filme! hahah Um amigo recomendou e eu quero ver se assisto em breve.
    Enfim, amei a dica!

    Beijo,
    http://www.pitadadecultura.com/

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    • Liah Nogueira disse:

      HASUIDHASDUIHASUIDHAUI Empresto sim, Gabi! Estava comentando ontem com minhas irmãs que não me conformo em deixar meus livros juntando poeira, e que por isso vou sair emprestando para todo mundo que eu sei que vai cuidar, hehe. Ainda mais os livros que gosto, porque quero dividir a história. E sim, você PRECISA ler, é bom demais!
      Conheço o filme sim, mas também nunca assisti. Lembro quando estava para sair no cinema, que eu fiquei super empolgada e queria assistir, mas nenhum dos meus amigos pôde na época, então acabei esquecendo. Mas quero assistir, Gerard Butler é muito amor ♥
      Que bom que gostou, espero que leia e ame a história tanto quanto eu *-*
      Beijos e ótima semana!

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  2. Denise disse:

    Esse livro parece ser bom e sua resenha só confirmou isso, ainda não li nada desse autor, mais tenho certeza que vou gostar desse livro. Já tinha visto algo sobre ele e ficado com vontade de ler.

    momentocrivelli.blogspot.com.br

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    • Liah Nogueira disse:

      Oi Gabi, seja bem vinda ao Confissões :3
      Sim, estou adorando os livros dele também *-* Ele escreve muito bem e realmente consegue te prender do começo ao fim, estou apaixonada. Estou lendo A Cura Mortal agora e mal posso esperar para chegar ao fim da história, realmente fiquei curiosa. E, se gosta da escrita dele, então acho que vai amar esse livro. É um pouco mais curto que os livros de Maze Runner, mas mantém o mesmo padrão de qualidade ❤
      Beijos e até a próxima!

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    • Liah Nogueira disse:

      Ooi, Amanda ♥
      Ah, obrigada, de verdade *—-*
      E sim, passo a maior parte do meu dia na internet (mesmo porque uso o computador para trabalhar) e achei interessante ver essa proposta de evolução da tecnologia e a mistura do mundo virtual com o real. Realmente parece uma ideia interessante passear pela VirtNet, hehe.
      Beijos e até mais 😀

      Curtido por 1 pessoa

    • Liah Nogueira disse:

      Oi Priih, bem vinda ao Confissões!
      Opa, obrigada, fico feliz que tenha gostado!
      Sim, é o mesmo autor de Maze Runner, e ele consegue ser genial nas duas séries. Cria uma história que realmente te prende, te deixa curiosa e querendo mais. Espero que leia sim, e que se apaixone pelo livro, assim como eu ❤
      Beijos e até mais :3

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  3. thamirisdondossola disse:

    Olá!
    Não conhecia esse livro até ler sua resenha. Fiquei me perguntando como é esse universo futurístico, rs. Acho que, quando a gente começa a matutar sobre o que pode acontecer em seguida e nunca descobre o que realmente acontece, o autor ganha muitos pontos, haha.
    Enfim, é um livro interessante, diferente do que eu costume ler e eu acho que seria uma boa experiência lê-lo caso eu tenha alguma oportunidade.
    Beijão!
    http://thamirisdondossola.blogspot.com.br/

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    • Liah Nogueira disse:

      Boa tarde, Thamiris, seja bem vinda ao Confissões! 😀
      Sim, realmente. Quando você acha que sabe, mas o autor consegue te surpreender e mostrar que você não sabia nada, ele realmente ganha muitos pontos. É um dos melhores momentos da leitura, quando você é surpreendido, hehe. E não chegamos a conhecer muito do funcionamento da sociedade, mais da VirtNet mesmo, que é esse “jogo” que foi criado.
      E opa, espero que leia sim, e que goste tanto quanto gostei ♥
      Abraços e volte sempre :3

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    • Liah Nogueira disse:

      Ooi, Maria, seja bem vinda! 😀
      Opa, obrigada, mesmo! Fico feliz por saber que gostou ❤ E acredite, vale a pena a leitura. Não sei se já leu algo do James Dashner, mas os livros dele são realmente bons. Espero que goste tanto quanto eu gostei, e que também se surpreenda com a última reviravolta xD
      Beijos e volte sempre ♥

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  4. Mariana disse:

    Li os livros da saga Maze Runner e quando descobri que o autor tinha lançado outro livro aqui no Brasil decidi procurar resenhas. A tua é uma das que mais gostei e com certeza me convenceu a comprar! Obrigada 😀

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    • Liah Nogueira disse:

      Oi Mariana, seja bem vinda! :3
      Estou começando “A Cura Mortal” agora, acabei fazendo o processo oposto ao seu, hehe. Mas é tão bom quanto, a escrita continua com aquele mesmo envolvimento fascinante, apesar de eu achar “O Jogo Infinito” um pouquinho mais “agitado”. E opa, obrigada, fico feliz que tenha gostado *-*
      Beijos e volte sempre 😀

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    • Liah Nogueira disse:

      Olá, Manuela, boa tarde 😀
      Sim, é realmente incrível! *-* Me espantei com o tanto que gostei da história, já que peguei o livro apenas para “matar o tempo” enquanto esperava a entrega de “As Peças Infernais”. Amei e estou querendo mais, vale a pena ir atrás ❤
      Beijos e volte sempre!

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