Li até a página 100 e… #10 – Desaparecido para Sempre [Harlan Coben]

Uba uba uba ê! (música da banheira do Gugu)

Ok, sei que não estou tão firme no meu propósito de achar tempo para o blog, mas prometo que estou tentando. Queria postar a resenha de Fade (segundo livro da trilogia Wake) hoje, mas esqueci de tirar as fotos, e por isso volto com mais um episódio de “Li até a página 100 e…”. Para aqueles que ainda não conhecem, essa coluna/tag foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Já tinha ouvido falar do Harlan Coben, mas foi só quando cheguei na Bienal e vi aquela multidão de gente que queria autógrafo dele que me vi pensando “hm, esse cara deve ser bom, acho que vou ler um livro dele”. Comprei “Desaparecido para Sempre” no aniversário do Submarino, mas só essa semana comecei a ler. E fico feliz em dizer que: MINHA RESSACA LITERÁRIA ACABOU! (faz a dancinha da alegria). Em todo caso, vamos lá.

Primeira frase da página 100:
“Pistillo levantou os olhos.”

Do que se trata o livro:
O livro pode ser definido como “uma busca pela verdade”. Quando a mãe de Will Klein, o protagonista, estava em seu leito de morte, ela revelou que o irmão de Will, Ken, desaparecido há mais de onze anos, estava vivo. Ken havia sido culpado pelo assassinato de uma vizinha e sumira na mesma noite. Will acreditava de pés juntos que o irmão havia morrido naquela mesma noite, pois ele não poderia ser culpado daquilo que estavam dizendo – acreditava na inocência do irmão. Will então decide que, de um jeito ou de outro, encontrará o irmão, mas outros acontecimentos o lançam em uma busca ainda mais frenética, em que ele precisará desenterrar o passado de uma pessoa muito próxima para descobrir onde ela está e o que aconteceu.

O que está achando até agora?
Estou vidrada neste livro. Já li outro thriller, mas este é excepcional. O autor está conduzindo muito bem a história, de forma que me vejo completamente envolvida nos acontecimentos e não quero parar de ler até terminar. A escrita é fluida e tem ótimos momentos – vez ou outra me vi segurando as lágrimas no ônibus. Imaginava que Coben seria bom, mas estou surpresa com o que encontrei. Se soubesse que gostaria tanto assim, teria começado este livro assim que comprei.

O que está achando da personagem principal?
Ah, o que dizer sobre o Will? Estou gostando dele, de verdade. Ele não é nem um pouco clichê ou “falso”. Parece uma pessoa real, com problemas reais. O personagem solta alguns poucos comentários sobre seu próprio relato de vez em quando, e acho que isso dá um ar bem legal à história. Ele é o tipo de pessoa que eu gostaria de conhecer e ter em minha vida. Ele não é sério demais, nem chato demais, ou irritante demais. Não tem complexo de herói ou bom moço. Ele é uma mistura bem equilibrada de tudo, talvez só com uma dose extra de azar – coitado.

Melhor quote até agora:
Já disse que tenho problemas com citações, mas ri bastante quando me deparei com essa, tanto que acabei anotando no Evernote (ok, vai ter um spoiler, então…):

Para começar, meu irmão tinha fugido. Agora minha namorada havia evaporado. Franzi a testa. Ainda bem que eu não tenho um cachorro.” (pg. 57)

Vai continuar lendo:
Hell yeah! Preciso chegar ao fim desse livro, PRECISO! ~morre~

Última frase da página:
“Pistillo se recostou novamente.”

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Confesso que li: Os Três [Resenha]

Autora: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412697
Páginas: 400
Título Original: The Three
Nota: 4 Estrelas

Sinopse: Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: “Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele… Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.

Antes de mais nada, quero agradecer à Gabi Cadamuro, do blog Cranela, por me apresentar a este livro na Bienal e me deixar morrendo de vontade de lê-lo. Não fosse por ela, provavelmente nem saberia que este livro existe, o que seria uma pena – mesmo com aquele fim meio duvidoso. Mas ok, vamos por partes.

12 de janeiro de 2012, o dia que abalou o mundo. Quatro acidentes aéreos ocorrem em cantos diferentes do mundo, praticamente ao mesmo tempo, matando quase todos os passageiros. Quase. Bobby Small, Jessica Craddock e Hiro Yanagida são, sem contestação, milagres. Nenhum dos especialistas parece entender ou conseguir explicar como essas três crianças sobreviveram aos acidentes e, ainda por cima, totalmente incólumes. Enquanto centenas de pessoas tiveram suas vidas ceifadas pelos supostos acidentes, as três crianças foram encontradas, resgatadas e levadas de volta às suas família, para descrença de todo o mundo, que não entendia como elas teriam sobrevivido às quedas. Mas alguma coisa mudou após o acidente, algo não está muito certo. Os responsáveis pelas crianças começam a notar pequenas alterações no padrão de comportamento e na personalidade, mas tentam se convencer que trata-se apenas de estresse pós-traumático. Só pode ser isso, não há outra explicação racional, há? Enquanto diversas teorias de conspiração começam a pipocar pelo mundo, tentando justificar por que as crianças viveram, as famílias tentam retomar a rotina, evitando o assédio da impressa e dos malucos. Mas no acidente da Sun Air, no Japão, houve outra sobrevivente, que resistiu aos ferimentos apenas tempo o bastante para deixar uma mensagem bem perturbadora em seu celular: Pamela May Donald, a única americana a bordo. A mensagem que ela deixou trará consequências devastadoras não só para as crianças, mas para todo o mundo.

Esse foi o tipo de livro que já me fisgou de primeira. Literalmente. Li os dois primeiros parágrafos e já não queria mais largar o livro – ponto para Sarah, que tem uma narrativa realmente fascinante. Uma coisa que eu simplesmente amei no livro foi a forma que ele foi construído: ele é, na verdade, um livro dentro do livro. Temos um primeiro capítulo, intitulado “Como Começa”, que retrata, sobre o ponto de vista da Pamela, como foi o acidente da Sun Air. Depois disso, temos o início do livro “Quinta-Feira Negra: da Queda à Conspiração“, ‘escrito’ por Elspeth Martins. O livro (dentro do livro) é um dossiê, onde a autora foi reunindo entrevistas, reportagens, artigos, e-mails, conversas de chat, entre outros, para remontar a história da Quinta-Feira Negra – e tudo que se seguiu. Desde o começo já sabemos que algo aconteceu, algo de muito errado, mas é apenas aos poucos, conforme vamos avançando na história, que vamos desvendando (?) o que aconteceu. O livro é dividido em partes, sendo a primeira “A Queda”, entre as partes dois e nove o livro alterna entre “Sobreviventes” e “Conspiração”, e a décima parte é “Fim do Jogo”. A investigação cobre os acontecimentos entre janeiro e julho daquele ano, sendo que cada parte cobre um período da história, em ordem cronológica. Nas partes de “Sobreviventes”, lemos todas as entrevistas e relatos diretamente relacionados aos três sobreviventes e às pessoas que conviviam com eles, e as partes de “Conspiração” cobrem o desenvolvimento das principais teorias de conspiração em volta dos acidentes, em especial a de religiosos fanáticos, pertencentes ao culto do Fim dos Tempos, que acreditam que todos os acontecimentos são uma prova de que o fim do mundo está próximo.

Os personagens “principais” (tomo aqui como base aqueles que aparecem com maior recorrência, como Paul Craddock, Lillian Small, Len Vorhees, Reba Louise Nelson, Chiyoko Kamamoto, etc) são bem desenvolvidos e completamente humanos. Ninguém é completamente “bom” ou “mau”, mas fica evidente que todos têm um pouco de cada, assim como é na vida real. Quanto aos Três, realmente surge essa curiosidade sobre eles: são apenas crianças normais, sofrendo de estresse pós-traumático? São algo a mais? O quê? Preciso confessar que meus trechos preferidos eram do Paul Craddock, pois ver a transformação dele pouco a pouco, além dos comentários sobre a Jess, trouxe para mim alguns dos melhores momentos da leitura. Mas como temos uma rotação muito grande de personagens, e a maioria só aparece uma vez, não é o tipo de livro que você consegue verdadeiramente se apegar a todos os personagens. Gostei de dois ou três, sim, mas a multidão de personagens impedia uma ligação mais profunda.

Agora, meu grande problema com o livro: o fim. Infelizmente houve muita especulação para pouca (ou nenhuma) conclusão. Por muito tempo, enquanto lia o livro, minha principal dúvida era justamente como ela iria encerrar a história. Afinal, os lunáticos dos ovni’s estariam certos? Ou seriam os fanáticos do Fim dos Tempos? Ou nada disso, e a autora apresentaria algo completamente novo? Passei o livro inteiro curiosa, pensando, antecipando, tentando resolver o mistério dos Três – principalmente impulsionada pelo comportamento da Jess, porque sim. Então cheguei ao fim do livro e a autora não apresentou a conclusão dos mistérios apresentados. Sim, alguma coisa ou outra ela amarrou, mas a maioria da história ficou com pontas soltas, no estilo “o leitor tira suas próprias conclusões”. Isso pode funcionar em alguns livros, mas acho que para esse foi um grande (gigantesco!) ponto negativo. Não acho que coube nesse livro esse tipo de encerramento, e acabou desmerecendo toda a experiência da leitura. O livro foi bom, a conclusão deixou a desejar – e muito. Por mais que o trecho final do livro, “Como Termina”, tenha apresentado uma linha de raciocínio, ainda ficou muito vago e ambíguo, do tipo que te faz pensar “mas é sério que acabou assim?”. Então não sei, fico em dúvida. Adorei toda a leitura, achei a composição do livro fantástica, a Sarah tem uma narrativa muito gostosa de acompanhar, que realmente te prende à história, mas o fim foi realmente fraco. É um bom livro, mas poderia ter sido fantástico.

Aproveito também para falar da edição, que aí sim é uma coisa fantástica. A capa tem verniz localizado (eu tenho um sério problema com capas texturizadas ou diferenciadas, me julguem) e toda a lateral do livro é preta. Sim, isso mesmo que você ouviu, é toda preta. Apenas a borda da página é tingida, mantendo a parte interna da folha amarelada, mas já serve para dar um efeito incrível, o que ajuda ainda mais no “clima” do livro. Apesar de ser um livro sem orelhas, a edição é realmente muito bonita.

Novos na Família #5.2

Boa noite, pessoas da Terra 😀

Como prometido, volto agora com a parte final do “Novos na Família”, apresentando os demais livros que comprei no mês passado. Como expliquei no último post, criei um “projeto” com um amigo (oi, Gordo ❤ ), onde guardaríamos R$ 50,00 por mês para comprar livros no aniversário do Submarino deste ano. Consegui aproveitar algumas promoções muito boas, por isso a pilha de livros foi generosa. É bem provável que essa coluna fique parada por um bom tempo aqui no blog, pois vou evitar comprar novos livros até conseguir terminar de ler esses que comprei. E, sem mais delongas, vamos à segunda parte!

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Bienal do Livro de São Paulo – Parte 1

Bom dia pessoas lindas!

Estou aqui, caindo de sono e sentindo meu corpo todinho doendo, mas tive que passar para dizer como foi esse primeiro sábado de Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Moro aqui em SP, então a Bienal já estava marcadinha na minha agenda desde que fiquei sabendo da data. Só tinha ido na Bienal uma vez, em 2012, e, mesmo não tendo uma experiência muito boa, minha expectativa para a Bienal desse ano era das melhores. E, até então, não me decepcionei.

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O dia ontem foi de encontro com a dona da página Leitura ao Cubo, onde comecei minha “carreira” no mundo literário como criadora de conteúdo, além de encontrar outra cdc da página, a #cranela. Sendo assim, passei o dia acompanhada das lindas e adoráveis Rebeca Vasques, dona da página e do blog, e Gabriela Cadamuro, do blog Cranela.

Ontem foi o dia dos autógrafos então, a primeira coisa que fizemos depois de sair da fila de senha para a sessão de autógrafos da Cassandra Clare, foi sentar em um canto e organizar nosso dia. Pegamos um folhetinho da Bienal e anotamos hora a hora o que tínhamos que fazer e onde tínhamos que ir, para dar tempo de fazer tudo e não perder nada. Então ontem foi basicamente o dia de correr de um lado para o outro, e não de passear. Mas ainda assim foi muito bom e nos divertimos muito.

IMG-20140824-WA0011Na fila para o autógrafo da Cassandra Clare ♥

A maior parte do dia foi concentrada na espera para a sessão de autógrafos da Cassie. Aqui cabe, infelizmente, ressaltar a falta de organização para o evento. A fila para distribuição de senhas foi a maior confusão do mundo, não havia distinção entre as muitas partes da fila, simplesmente foi formado um bolo humano e ninguém sabia onde começava uma parte da fila e terminava outra. Como muitas pessoas não conseguiram a senha, mas o pessoal da organização do evento não avisou quando havia acabado e deixaram o pessoal esperando mais de duas horas (segundo relatos de uma pessoa que ficou na fila) antes de finalmente avisarem, houve muita confusão e discussão, muita briga e reclamação, e nisso a organização resolveu distribuir mais senhas para aquele pessoal que não arredou o pé, mas uma senha que só daria direito a um livro autografado, enquanto a senha de pulseira (entregue para os 500 primeiros) daria o direito a dois livros autografados.

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Mas a confusão da fila se repetiu na área de autógrafos, onde não havia nenhuma demarcação da fila ou divisão, e as pessoas foram simplesmente se acumulando, furando fila e transformando em uma nova bagunça. Quando finalmente abriram o espaço em que a fila poderia ser organizada de uma forma melhor, veio a triste notícia: como foram distribuídas senhas a mais, o segundo autógrafo daqueles que conseguiram a senha de pulseira foi cortado. Então as pessoas chegaram cedo, muitos madrugaram, ficaram horas na fila, para conseguir a promessa do autógrafo em dois livros (muitos, como as meninas que estavam comigo, deixaram para comprar os últimos livros lá, pagando bem mais), e, por completa e total falta de organização da produção, não conseguiram o que havia sido prometido.

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Por mais que tenha sido decepcionante, tudo passou quando cheguei frente a frente com a Cassandra e pude falar, em poucos segundos, o quanto amava os livros dela. Ela foi super fofa e meiga, e eu simplesmente queria abracá-la e não soltar mais. Mas o momento passou rapidinho e logo estávamos do lado de fora e tínhamos que correr para os outros autógrafos. Nesse ponto precisamos nos separar, para pegar autógrafos diferentes, e acompanhei a Gabi à sessão de autógrafos da Isabela Freitas, autora do livro “Não se apega não”, no estande da Intrínseca. Foram mais de três horas de espera, em que conversamos com todas que estavam ao nosso redor, na famosa “amizade de fila”. Enquanto esperávamos na fila, descobrimos que o Pedro Bandeira estava por lá, autografando o livro “A Droga da Amizade”, e minha vontade foi de sair correndo, comprar o livro e pegar o autógrafo dele! Conseguíamos vê-lo através do vidro do estande e ele era tão fofo e tão meigo com os que iam vê-lo, realmente abraçava todos que iam pegar o autógrafo, simplesmente um amor.

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Terminamos o dia com um encontro de blogueiros parceiros da Arqueiro, onde pudemos conhecer os próximos lançamentos e apostas da editora (tanto pela Sextante quanto pela Arqueiro), além de conhecer mais da editora Saída de Emergência também. O Leitura ao Cubo é parceiro, por isso estivemos presentes, e fiquei completamente apaixonada por alguns dos livros que estão por vir. Minha lista de compras aumentou mais um pouquinho, hehe.

Entre os pontos positivos do dia, ganhei um poster de Divergente do pessoal do Jujuba com Pimenta, em parceria com o Zumbicast. Eles estavam com diversos brindes para o fim de semana e, para participar dos sorteios, bastava tirar uma selfie em qualquer lugar da Bienal e colocar na descrição “#Zumbicast na Bienal SP 2014“. Semana que vem eles estarão com diversos itens da série Maze Runner, então é correr para aproveitar também. Além disso, o Leitura ao Cubo ganhou alguns livros do pessoal da Ciranda Cultural, e eu fui a sortuda a ganhar um dos exemplares de  “Quem é você, Alasca?” (obrigada, Rebeca!).

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E por fim, algumas pessoas me perguntaram se valeu a pena. Se valeu a pena a correria, a canseira, o empurra empurra, ficar andando o dia inteiro, ficar horas esperando em filas, não conseguir nem comprar uma garrafinha de água (de tanta fila que tinha). Se valeu a pena?…

cassiePodem parecer dois rabiscos, mas para mim são os rabiscos mais lindos do mundo *—*

Um agradecimento especial à Gabi, do blog Cranela, que me enviou as imagens que usei aqui no post (com exceção da foto do autógrafo), já que a câmera do meu celular é horrível e minha mão não aparava de tremer :3