Li até a página 100 e… #11 – Homem-Máquina [Max Barry]

Olá, pessoas bonitas!

Primeiro de tudo e antes de mais nada, queria pedir desculpas pelo sumiço. A empresa em que trabalho organiza um evento anual, e o evento era esse fim de semana, então tive duas semanas extremamente corridas no trabalho e acabei ficando completamente sem tempo. Agora, indo ao que interessa, volto com mais um post da série “Li até a página 100 e…”. Para aqueles que ainda não conhecem, essa coluna/tag foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Comentei inúmeras vezes sobre os livros de cinco reais que comprei no estande da Intrínseca na Bienal do Livro, e minha leitura da vez é um destes livros. Terminei de ler “Four”, da Veronica Roth, na segunda, e planejava ler “Eleanor & Park” em seguida, mas o livro havia ficado dentro da minha mala. Ontem de manhã, quando estava saindo para ir trabalhar, fiquei com preguiça de destrancar o cadeado da mala e revirar tudo lá dentro até achar o livro, então estiquei a mão para a minha estante e acabei escolhendo “Homem-Máquina”, do Max Barry. E esse é o livro da vez 😀

Primeira frase da página 100:
“Ela fizera exatamente o que eu havia mandado, tão perfeitamente que eu nem tinha notado.”

Do que se trata o livro:
Após sofrer um grave acidente em seu trabalho, enquanto procurava seu celular, Charles Neumann acabou perdendo uma de suas pernas. No começo um pouco depressivo e pessimista, o doutor Neumann acabou vendo na situação uma oportunidade de se aprimorar. Sendo um engenheiro e amante das máquinas, percebeu que a prótese que possuía era pouco funcional e defasada, e resolveu criar sua própria perna artificial. Assim que a mesma ficou pronta, entretanto, deparou-se com um problema: sua perna biológica não era tão boa quanto a mecânica. A solução para Neumann? Cortar a outra perna. O que no primeiro caso foi um acidente, na segunda vez foi uma decisão “racional” e “equilibrada”, visando apenas o aprimoramento. Depois de convencer a todos que não era maluco, nem suicida, Neumann passou a trabalhar na produção de uma linha de Partes Melhores, pernas, braços e órgãos mecânicos, que as pessoas poderiam comprar como a nova tecnologia (como trocar de celular), depois que a empresa em que ele trabalhava viu nesse cenário um novo nicho de mercado.

O que está achando até agora?
Apesar de ser um pouco maluco, o livro é divertido. Não sei bem o que esperar ou até onde ele vai chegar, e isso é o que mais me intriga. Não sei no que vai dar a história, e estou curiosa para saber qual rumo o autor vai dar aos acontecimentos.

O que está achando da personagem principal?
Um mala sem alça e sem rodinha. De verdade. Ele é egoísta, egocêntrico, parece uma criança mimada que não quer que ninguém brinque com seus brinquedos… E, ainda assim, adoro ler sobre ele. Ele é um personagem chato, de verdade, e isso que me faz gostar um pouco dele. Ele não é o bom moço, o herói, aquele que só está prezando o bem da humanidade – ele está interessado nele e apenas nele, nada mais. Acho que isso dá um clima diferente ao protagonista, saindo do lugar comum de bom moço, e é o personagem que eu amo odiar.

Melhor quote até agora:

Essa passagem veio ainda bem no começo do livro, quando o personagem está desesperado porque acordou e não consegue encontrar seu celular em lugar nenhum da casa. Preciso admitir que a busca pelo celular foi um dos melhores momentos do livro para mim.

Não sabia se faria calor. Poderia chover, poderia ficar úmido, eu não fazia ideia. Eu tinha um computador, mas ele levava uma eternidade para inicializar, mais de um minuto. Eu teria que escolher minhas roupas sem saber a previsão do tempo. Isso era insano.” (pg. 9)

Vai continuar lendo:
Com certeza. Apesar de achar mais paradinho em alguns momentos, estou curiosa para saber como tudo vai acabar.

Última frase da página:
“Teríamos que deixar isso para testes externos.”

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Sobre compromissos, falta de tempo e mudanças

Alô, pessoas da Terra!

Sim, eu sei, eu sumi. Também sei que falei mais de uma vez que as coisas voltariam ao normal, e não foi bem assim que aconteceu. A verdade é que tenho sempre dois períodos por ano em que as coisas no trabalho ficam muito corridas, de forma que mal consigo tempo para respirar, quem dirá acessar a internet. Como comecei a fazer academia à noite, quando chego em casa, só tinha os períodos de folga no trabalho para escrever no blog, e por isso que sumi tanto nos últimos tempos. Mas as coisas finalmente começaram a normalizar e algumas mudanças estão para acontecer na minha vida no próximo mês, então terei um bom tempo livre para me dedicar ao que gosto e que me faz falta, e o blog está incluso nessa lista. Já estou me reprogramando e organizando para retomar as postagens no blog a partir de amanhã, e espero que dessa vez a coisa flua normalmente. Sei que algumas pessoas costumam acompanhar o blog, e outras até me falaram que sentem falta das atualizações, então eu gostaria de agradecer a você que está lendo este texto, por não ter me abandonado nesse tempo conturbado, e garantir que farei o possível para honrar esse compromisso.

XOXO, me.

Confesso que li: Eu sou o Número Quatro [Resenha]

Autora: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580570137
Páginas: 352
Título Original: I am Number Four (Lorien Legacies #1)
Série: Os Legados de Lorien (#1)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: “Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes — mas somos reais. Nosso plano era crescer, treinar, nos tornar mais poderosos e nos unir, para então enfrentá-los. Porém, eles nos encontraram antes. E começaram a nos caçar. Agora, estamos fugindo.
O Número Um foi capturado na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Eu sou o Número Quatro.
Eu sou o próximo.”

Até onde vai a sede de morte e destruição? Os mogadorianos destruíram todos os recursos de seu planeta e se voltaram para o planeta habitado mais próximo: Lorien. Em um ataque que pegou a todos de surpresa, os assassinos frios de Mogadore destruíram Lorien e dizimaram sua população. Mas, enquanto a batalha ocorria, uma nave – a única que ainda estava inteira – conseguiu escapar de Lorien com 19 passageiros a bordo. Nove crianças, membros da Garde – a força de defesa de Lorien, com poderes e habilidades especiais – seus Cêpans – os mentores das crianças, responsáveis por ajudarem em seu treinamento e desenvolvimento – e o piloto. Depois de uma longa viagem os lorienos chegaram ao planeta Terra, onde se espalharam pelos quatro cantos do globo, aguardando o dia em que seus poderes estariam desenvolvidos, seu treinamento estaria completo e eles estariam prontos para trazer a justiça aos mogadorianos e repovoar Lorien.

Mas os mogadorianos seguiram os lorienos até o planeta Terra e começaram a caçá-los um a um. Um feitiço realizado por um Ancião de Lorien antes de as crianças embarcarem na nave provou-se a única forma de garantir que elas não seriam mortas imediatamente: a cada criança foi dado um número, e elas só poderiam ser mortas naquela ordem. Caso uma criança fosse atacada “fora da ordem”, o dano seria revertido para a pessoa que a atacou. E a única forma desse feitiço ser quebrado seria se os membros da Garde se uniram.

Dez anos se passaram desde que a nave loriena chegou em nosso planeta e os lorienos passaram a se esconder entre os humanos. Enquanto tentava aproveitar um dos raros momento de descontração em seu último endereço (já havia perdido as contas de quantas vezes se mudara nos últimos anos), o Número Quatro sente uma queimação em sua perna e uma cicatriz, sua terceira, surge em seguida. Ele sabe o que isso significa, sabe o que aconteceu e quais serão as consequências. O Número Três está morto. Os mogadorianos virão atrás dele agora. Estará ele pronto? Quando finalmente irá parar de fugir e se esconder?

Li quatro livros desta série no ano passado e fiquei tão fascinada e encantada que a coloquei na minha lista de séries preferidas de todos os tempos. Cada vez que alguém me pedia uma recomendação de série, automaticamente soltava Os Legados de Lorien. O quinto livro foi lançado este mês e, como tenho uma memória realmente muito fraca, resolvi reler a série desde o começo. E, enquanto lia “Eu sou o Número Quatro” só conseguia pensar: foi esse livro mesmo que eu li e me apaixonei?

Veja bem, tão logo comecei a leitura, fui ler algumas críticas e resenhas no Goodreads e acho que isso me fez perceber algumas coisas que não tinham me incomodado tanto em minha primeira leitura. Essa releitura realmente me fez perceber algumas coisas que eu não tinha percebido na primeira vez, ou simplesmente não tinham me chamado tanto a atenção. E, infelizmente, este primeiro volume de Os Legados de Lorien não é tão bom quanto eu me lembrava – pelo menos não completamente.

O início da história tem um ritmo bem lento e tranquilo, a sensação de que temos é que nada acontece. Depois de receber sua terceira cicatriz – parte do encantamento lórico, que indica que um dos lorienos morreu -, Quatro e seu Cêpan Henri preparam-se para mudar de casa mais uma vez. Abandonam o calor da Flórida para se mudarem para Paradise, Ohio, onde Quatro adota seu novo nome, John, que o acompanha por toda a duração da série. Neste início do livro temos toda a apresentação do universo de Os Legados de Lorien, quem são os lorienos, os mogadorianos e como seus caminhos se cruzaram. Descobrimos sobre a missão dos lorienos na Terra, de se fortalecerem e desenvolverem seus Legados – como são chamados os poderes e habilidades que cada um dos membros da Garde desenvolverá – até estarem prontos para derrotar os mogadorianos e trazer a vida de volta a Lorien. E também descobrimos que os mogadorianos não estão na Terra apenas para caçar os sobreviventes, mas também para dominar o planeta. Não destruindo tudo, como fizeram em Lorien, mas possivelmente dizimar a raça humana e estabelecer a Terra como sua nova morada (e não, isso não é spoiler).

Ao mesmo tempo em que é bom descobrir todos esses (e outros elementos), nessa releitura eu realmente senti um pouco mais forte essa sensação de “nada acontece” no começo do livro. John e Henri se mudaram para a pacata cidade de Paradise, e a impressão que me deu é que o início da história acabou assumindo o mesmo tom pacato. Não é do tipo que te faz largar o livro e nunca mais querer pegar na mão, mas ficar ansiando por alguma ação ou emoção, já que a premissa da história parece prometer isso a torto e a direito.

Lá pela metade do livro, por volta do capítulo 18, temos o primeiro boom de adrenalina real (não que nada ocorra antes disso, mas é o primeiro momento em que o livro realmente fica acelerado) e aí vemos onde a série se destaca, e muito: nas cenas de ação. Mesmo nessa segunda leitura, enquanto me encontrava ligeiramente desanimada por me deparar com algo diferente do que eu me recordava, e mesmo sabendo tudo o que aconteceria, não deixei de me contagiar pelos acontecimentos descritos na noite de Ação de Graças. E não se trata apenas do confronto em si, mas de toda a construção e expectativa.

Neste ponto os autores (James Frey e Jobie Hughes, sob o pseudônimo de Pittacus Lore) trabalham muito bem, desenvolvendo cenários que fazem os leitores, ou pelo menos eu, devorar as páginas. O mesmo se repete nas cem últimas páginas da história, quando você não consegue desgrudar os olhos das páginas por um minuto que seja. Por mais que o livro tenha um começo um pouco lento, do começo ao fim você simplesmente não consegue parar de ler. A narrativa é em primeira pessoa e no tempo presente, o que é até fácil de acostumar, principalmente para quem já leu Jogos Vorazes, que também apresenta este formato de narrativa.

Outro ponto que me incomodou foi o desenvolvimento dos personagens – pelo menos alguns deles. Os principais personagens (John, Sarah, Sam, Mark) ficaram um pouco clichês demais, aquela fórmula pronta do herói, garota perfeita, nerd e valentão (na respectiva ordem dos personagens citados acima). Apesar de eu ainda adorar o livro (estava decepcionada no começo, mas cheguei ao fim lembrando porque amo a série), acho que faltou trabalhar um pouco mais os personagens, e não cair no esteriótipo, na solução pronta. Apesar de pequenas mudanças em cada um deles ao longo da história, o que nós encontramos é a definição quase literal do papel que cada um deles assume, sem permitir que suas personalidades sejam mais exploradas.

E outra coisa que não gostei, e isso eu sei que não gostei na primeira vez em que li também, foi o romance entre John e Sarah. Ah, por Lorien, que casal mais chatinho! Sarah é o cúmulo da perfeição, a garota que desistiu de ser líder de torcida e resolveu ser boa e gentil com todo mundo. Ela tira fotos, assa cupcakes e constrói abrigos para animais em seu tempo livre. E tudo isso com uma aparência impecável, aposto que nem o cabelo saí do lugar. E todo o romance desenvolvido com John é daqueles “amor à primeira vista”, com longas trocas de olhares cheios de significado e perfeição a cada segundo. Desculpe, mas eu não compro isso. Gosto de romances, sou uma romântica incurável, mas o romance desenvolvido é tão doce que chega a me dar dor de dente. Acho que não casou com a história e, diferentemente da parte de ação, os autores erraram a mão – e feio – ao desenvolver essa história de amor. Sei que boa parte da trama se deve ao romance dos dois, mas simplesmente ficou superficial, artificial e “perfeitinho” demais. Nenhum relacionamento é perfeito, e o deles só me deixa irritada.

Também me deparei com algumas coisas na história que parecem não fazer muito sentido, mas acredito que durante o desenvolvimentos dos outros livros (bom, do quinto em diante, pelo menos) elas devem ser solucionadas. E, apesar da crítica ainda parecer completamente negativa, continuo gostando do livro. Queria que a personalidade de alguns personagens fossem mais trabalhadas? Sim. John e Sarah juntos me irritam? Demais! Mas ainda lembro da história dos outros livros, dos personagens e acontecimentos que estão por vir, e não posso deixar de gostar da série. Talvez possa me conformar com “um começo não tão bom para uma série envolvente”.

Confesso que li: Vingança da Maré [Resenha]

Autora: Elizabeth Haynes
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574043
Páginas: 288
Título Original: Revenge of the Tide
Nota:
 4 Estrelas

Sinopse: Depois de trabalhar arduamente por muito tempo alternando um emprego como executiva de vendas durante o dia com o de dançarina de pole dance à noite, Genevieve finalmente conseguiu juntar dinheiro para realizar seu sonho: comprar e reformar um barco e mudar-se para Kent, bem longe da estressante vida em Londres que tanto a aborrece. Tudo parece enfim perfeito. Até que, na festa de inauguração do barco, enquanto amigos de sua velha vida parecem zombar do que agora lhe é tão caro, um corpo aparece boiando próximo ao ancoradouro, e Genevieve reconhece a vítima. Ao perceber seu santuário flutuante maculado, e convencida de que sua vida também está em risco, Genevieve se vê novamente envolvida com o perigoso submundo de corrupção, crimes e traição do qual pensava ter finalmente escapado. E está prestes a descobrir os problemas de misturar negócios e prazer.

Lembro que me deparei com a resenha do livro “No Escuro” em algum blog, e a sinopse e a capa foram o bastante para me deixar mais do que interessada na leitura. Procurei o nome da autora no Skoob e acabei me deparando com outros dois livros, “Restos Humanos” e “Vingança da Maré”. Muito tempo se passou, minha linda memória nunca me deixava lembrar de comprar um destes livros quando acessava o Submarino, e a coisa foi ficando. Ano passado, durante a Bienal, encontrei o livro por R$ 5,00 no estande da Intrínseca e não pensei duas vezes antes de comprar.

O livro conta a história de Genevieve, que, depois de conseguir guardar uma considerável quantia de dinheiro, comprou um barco e decidiu passar um ano morando nele, enquanto o reformava. Ela saiu do agito e da correria de Londres e se estabeleceu em Kent, onde passou a viver na pequena e familiar comunidade da marina. Depois de cinco meses trabalhando em seu barco, mesmo com algumas alterações ainda pendentes, ela decidiu que estava na hora de dar uma festa de inauguração do seu novo “lar”, convidando os novos amigos da marina e os antigos amigos de Londres. Apesar da zombaria de seus antigos amigos, Genevieve estava satisfeita com seu novo estilo de vida e com o que havia conquistado ali, orgulhosa de seu trabalho e decidida a esquecer o passado. Mas seus planos foram por água a baixo quando, na mesma noite da festa, ela se deparou com um corpo boiando na água, e percebeu que era alguém que fazia parte desse seu passado. Enquanto a polícia passa a investigar esse misterioso caso, Genevieve deve lidar com os fantasmas de seu passado, que parecem mais do que dispostos a invadir o seu presente.

“Vigança da Maré” foi um livro que, a seu modo, me surpreendeu. Não sabia muito bem o que esperar da autora, ou se iria ou não gostar do livro, então foi com uma grande satisfação que terminei a leitura com aquela sensação de “realmente valeu a pena”. Apesar de ter sentido durante boa parte da leitura que algo estava faltando, quase como se esperasse a todo momento uma grande revelação ou acontecimento que me deixasse de queixo caído, toda a narrativa do livro foi muito concisa e envolvente, resultando em um material que me agradou em todos os momentos.

A escrita da Elizabeth é bem construída e elaborada, mas fluida e sem exageros ao mesmo tempo. Fiquei um pouco confusa e perdida quando ela apresentava termos próprios da vida na marina, principalmente quando descrevia partes do barco, mas de maneira nenhuma senti que isso atrapalhou a compreensão da história. A narrativa é dividida entre o presente, enquanto acompanhamos a investigação que tem início quando o corpo é encontrado ao lado do barco de Genevieve e todos os seus desdobramentos, e o passado, quando descobrimos mais sobre a vida da protagonista, principalmente no último ano, e como isso está atrelado às descobertas e consequências do presente.

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Achei os personagens bem construídos e originais, sem cair em clichês ou em algum “lugar comum”. A protagonista, apesar de seus momentos de dúvida e incerteza, é forte e decidida, o que foi um bom atrativo. Quanto mais descobria sobre seu passado, mais eu conseguia me relacionar com ela – mais “verdadeira” ela se tornava. Os personagens secundários também conquistaram seu espaço, principalmente os moradores da marina, apesar de eu viver confundindo e esquecendo quem era quem.

Se não fosse aquela sensação de que algo estava faltando algo, a espera por uma revelação de cair o queixo que nunca veio – não que o mistério não foi bem construído, mas fiquei esperando algo a mais -, facilmente teria dado cinco estrelas. Para o primeiro livro da autora que li, fiquei satisfeita com o resultado e mais do que interessada em ler as outras obras.

Sobre o meu Carnaval

Olá, pessoas da Terra!

Não sei quanto a vocês, mas eu detesto o Carnaval. De verdade, não gosto nem um pouquinho, todo o conceito me cansa e me irrita, e só aproveito uma coisa: os dias que eu ganho em casa. Como não poderia deixar de ser, estou aproveitando estes poucos dias para tentar ficar em dia com algumas séries (Arrow!) e com minha leitura. Estou devorando o livro “Sushi”, da Marian Keyes, e queria ter mais alguns dias para poder me dedicar mais à leitura, mas infelizmente já está acabando.

Em todo caso, no ano passado, enquanto ainda era criadora de conteúdo da página Leitura ao Cubo, criei uma imagem para postar na página na época do Carnaval. Como ainda continua sendo verdade, resolvi postar por aqui também.

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E vocês, como estão aproveitando o Carnaval? 😀

Lista X #6: Os 10 Livros mais Abandonados no Skoob

Alô, pessoas da Terra!

Estava fuçando novamente o Skoob e resolvi dar sequência ao tema de um post que já entrou aqui antes, que são as listas de “10 Mais” do Skoob – apesar de eles listarem os 100 mais. Já postei “Os 10 Livros mais Desejados no Skoob”, e aproveitei para pegar um tema um pouco oposto e apresentar agora “Os 10 Livros mais Abandonados no Skoob”. E vamos lá!

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10. A Sociedade do Anel – J. R. R. Tolkien (abandonado por 2.250 leitores)

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Numa cidadezinha indolente do Condado, um jovem hobbit é encarregado de uma imensa tarefa. Deve empreender uma perigosa viagem através da Terra-média até as Fendas da Perdição, e lá destruir o Anel do Poder – a única coisa que impede o domínio maléfico do Senhor do Escuro.

9. A Guerra dos Tronos – George R. R. Martin (abandonado por 2.338 leitores)

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Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha – uma cruel mulher do clã Lannister – e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.

8. Lua Nova – Stephenie Meyer (abandonado por 2.458 leitores)

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Para Bella Swan, há um coisa mais importante do que a própria vida: Edward Cullen. Mas estar apaixonada por um vampiro é ainda mais perigoso do que ela poderia ter imaginado. Edward, já resgatara Bella, das garras de um monstro cruel, mas agora, quando o relacionamento ousado do casal ameaça tudo o que lhes é próximo e querido, eles percebem que seus problemas podem estar apenas começando…

7. Comer Rezar Amar – Elizabeth Gilbert (abandonado por 3.072 leitores)

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Quando completou 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo que uma mulher americana moderna, bem-educada e ambiciosa deveria querer um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso. Mas não se sentia feliz: acabou pedindo divórcio e caindo em depressão. “Comer, Rezar, Amar” é o relato da autora sobre o ano que passou viajando ao redor do mundo em busca de sua recuperação pessoal.

6. Cinquenta Tons de Cinza – E. L. James (abandonado por 4.060 leitores)

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Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

5. As Crônicas de Nárnia – C. S. Lewis (abandonado por 4.606 leitores)

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Viagens ao fim do mundo, criaturas fantásticas e batalhas épicas entre o bem e o mal – o que mais um leitor poderia querer de um livro? O livro que tem tudo isso é O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, escrito em 1949 por Clive Staples Lewis. Mas Lewis não parou por aí, seis outros livros vieram depois e, juntos, ficaram conhecidos como As crônicas de Nárnia. Nos últimos cinquenta anos, As crônicas de Nárnia transcenderam o gênero da fantasia para se tornar parte do cânone da literatura clássica. Cada um dos sete livros é uma obra-prima, atraindo o leitor para um mundo em que a magia encontra a realidade, e o resultado é um mundo ficcional que tem fascinado gerações.

4. O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë (abandonado por 4.894 leitores)

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Na fazenda chamada Morro dos Ventos Uivantes nasce uma paixão devastadora entre Heathcliff e Catherine, amigos de infância e cruelmente separados pelo destino. Mas a união do casal é mais forte do que qualquer tormenta: um amor proibido que deixará rastros de ira e vingança. “Meu amor por Heathcliff é como uma rocha eterna. Eu sou Heathcliff”, diz a apaixonada Cathy. O único romance escrito por Emily Brontë e uma das histórias de amor mais surpreendentes de todos os tempos, O Morro dos Ventos Uivantes é um clássico da literatura inglesa e tornou-se o livro favorito de milhares de pessoas, incluindo os belos personagens de Stephenie Meyer.

3. A Hospedeira – Stephenie Meyer (abandonado por 6.382 leitores)

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Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

2. A Cabana – William P. Young (abandonado por 11.224 leitores)

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A filha mais nova de Mackenzie Allen Philip foi raptada durante as férias em família e há evidências de que ela foi brutalmente assassinada e abandonada numa cabana. Quatro anos mais tarde, Mack recebe uma nota suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana para passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, ele segue numa tarde de inverno e volta a cenário de seu pior pesadelo. O que encontra lá muda sua vida para sempre. Num mundo em que religião parece tornar-se irrelevante, “A Cabana” invoca a pergunta: “Se Deus é tão poderoso e tão cheio de amor, por que não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo?” As respostas encontradas por Mack surpreenderão você e, provavelmente, o transformarão tanto quanto ele.

1. A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak (abandonado por 11.411 leitores)

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A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

*****

Apesar de não ter desistido de “Comer Rezar Amar”, pois era para uma matéria da faculdade, preciso confessar que não me faltou vontade. E vocês, já leram ou abandonaram algum livro dessa lista?

Confesso que li: Gone [Resenha]

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Autora: Lisa McMann
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576794073
Páginas: 205
Título Original: Gone
Série: Trilogia Wake #3 (Dream Catcher #3)
Nota:
 2 Estrelas

Sinopse: No início Janie acreditava que já sabia o que o futuro lhe reservava e pensou que estava em paz com isto. Mas, o que Janie não suportou, foi ver Cabel afundando com ela. Janie só vê uma maneira de dar a Cabel a vida que ele merece – ela precisa desaparecer. Mas isto pode destruir os dois. Então, um estranho entra em sua vida – e tudo se desfaz. Seu futuro, antes previsto, sofre uma reviravolta trágica e suas escolhas se tornam mais terríveis do que Janie jamais imaginou. Ela só precisa escolher o menor dos dois males. E o tempo está se esgotando…

Ainda no estilo “não consigo desistir de uma leitura”, fui em frente e li o último livro da trilogia Wake, “Gone”. Depois de me animar um pouquinho mais com “Fade”, esperava que o terceiro livro seguisse a melhoria e trouxesse um desfecho que compensasse a história, mas até hoje não sei ao certo o que acho de “Gone”.

O livro começa pouco depois da conclusão de “Fade”, quando Janie está enfrentando as consequências do caso anterior. Sendo a principal testemunha (e quase vítima) do caso de abuso sexual por parte de três professores da Fieldridge High, Janie passa a enfrentar o inferno em sua cidade, onde todos sabem quem ela é e se acham no direito de comentar como se ela nem estivesse ali. Sufocada nesse mar de atenção, Janie tenta se manter à tona e manter sua sanidade, mas as descobertas sobre qual será o seu futuro não a deixa muito otimista quanto a isso. Cega e aleijada. É isso que o seu “dom” reserva para ela no futuro, quando as crises que seguem os mergulhos nos sonhos tirarem de vez sua visão e o controle sobre suas mãos. E o pior é sentir que não só o futuro dela está condenado, mas que ela acabará condenando todos aqueles que estão ao seu redor – principalmente Cabel. Cabe agora a ela decidir o que fazer. Viver em meio a sociedade, sabendo o que a aguarda, ou se isolar completamente do mundo, pensando ser a solução? O destino de um suposto estranho pode ser a chave para ajudá-la a se decidir…

Ok, preciso admitir: resumindo os acontecimentos da história para escrever a descrição ali em cima, até que parece uma história muito boa, não? Janie confirma aquilo que sempre suspeitou, que seu dom é, na verdade, uma maldição, e que seu destino está fadado ao fracasso enquanto permanecer nesse caminho. Com os diários da senhora Sturbin, assim como seus encontros com ela, Janie descobriu que o preço que o seu dom cobra é realmente alto demais: com o passar dos anos, e pouquíssimos anos, ela ficará cega e perderá todo o controle sobre suas mãos. Precisará de ajuda para as coisas mais simples, e prenderá as pessoas que a amam a uma vida de cuidadores. Janie, que sempre prezou tanto  por sua independência, não pode e não consegue aceitar um futuro que a tornará tão dependente, que fará com que ela transforme-se em um fardo para os outros. Mas também não sabe como escapar.

Conforme a história vai se desenvolvendo, uma alternativa se apresenta à Janie, e ela parece cada vez mais tentada a aceitá-lo. Mas esta alternativa vem com um mistério, que ela pensa ter resolvido, o que facilita a decisão que ela quer tomar. Apesar de não ter me envolvido muito com o primeiro livro, e um pouco mais com o segundo, acredito que este último livro traz uma trama interessante à história, complementando o que já havíamos descoberto em “Fade”. Não, isso não deixa o livro (ou a trilogia) fantástico, mas foi interessante ver como foi trabalhada essa questão da consequência ao dom, do passado de pessoas que sofreram o mesmo destino e como Janie tenta lidar com isso com as poucas informações que dispõe. A trama não é perfeita, não é daquelas que te faz virar página atrás de páginas, mas serve para mantê-lo entretido e envolvido em certo nível.

E então por que, apesar disso, não sei ao certo o que pensar do livro? Porque a Janie esteve mais insuportável do que nunca. Eu entendo a questão do medo de não saber o que vem pela frente, o peso da decisão que está na balança, a indecisão e confusão, mas achei particularmente difícil me importar com a Janie depois de todo o drama que ela fez dentro da cabeça dela. Como gostar de um livro quando você fica revirando os olhos a cada decisão da protagonista? Tudo bem que é mais fácil para o leitor pular para algumas conclusões e que é comum o personagem levar mais tempo, mas eu realmente peguei uma antipatia profunda pela Janie, o que me deixou dividida quanto ao livro. A ideia da trama central da trilogia, que é apresentada e finalizada nesse livro, é interessante, dá para compensar um pouco o fiasco do primeiro volume, mas acho que a execução, como nos outros volumes, deixou a desejar.

Confesso que li: Fade [Resenha]

Autora: Lisa McMann
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576793816
Páginas: 240
Título Original: Fade
Série: Trilogia Wake #2 (Wake Trilogy #2)
Nota:
 2,5 Estrelas

Sinopse: Para Janie e Cabel a vida real está se tornando mais difícil do que os sonhos. Eles estão tentando (em segredo) passar um tempo juntos, mas ainda não tiveram esta sorte. Coisas perturbadoras estão acontecendo em Fieldridge High, mas ninguém quer falar a respeito. Quando Janie penetra os pesadelos violentos de um colega de classe, o caso finalmente se torna claro, mas nada sai como planejado.
A cabeça confusa de Janie e o comportamento chocante de Cabe têm graves consequências para ambos. Pior ainda. Janie Descobre a verdade sobre si mesma e sua habilidade. E é desolador. Realmente desolador. Não só o seu destino está selado, como o que está por vir é muito mais sombrio do que seu pior pesadelo…

Eu não sou o tipo de pessoa que costuma desistir de uma leitura, tipo, mesmo. Por essas e outras, mesmo não gostando muito de Wake, resolvi ler Fade para completar a trilogia. Bom, achei que pior que Wake não dava para ficar e, felizmente, estava ligeiramente certa. Nesse segundo volume, vemos Janie se juntando à equipe da Narcóticos chefiada pela Capitã, trabalhando lado a lado com Cabel, depois de sua ajuda no caso anterior. Janie e Cabel continuam seu relacionamento, mas, como o caso anterior ainda não foi encerrado, os dois não podem deixar ninguém saber que estão juntos, devendo se encontrar sempre em segredo. O primeiro caso que Janie pega é uma investigação sobre um suposto predador sexual que ronda as paredes de sua escola, provavelmente um dos professores, e a investigação a leva a muitas situações de perigo, o que deixa Cabel louco. A tensão do trabalho, do relacionamento secreto com Cabel e mesmo das descobertas que Janie faz sobre sua própria condição, sobre quem ela é e o que o futuro reserva para ela, podem ser mais do que ela pode aguentar, ameaçando levá-la ao seu limite…

Ok, acho que ficou bem evidente o quanto desgostei do primeiro livro e o quanto fiquei decepcionada com a leitura, já que era algo que eu estava esperando há mais de um ano, por isso já comecei a leitura do segundo livro sem expectativa alguma. Não vou dizer que foi uma surpresa, ou que a autora conseguiu reverter o quadro e criar um livro incrível, mas posso dizer que a “decepção” já foi bem menor do que com o primeiro. Eu comecei o livro já revirando os olhos, pensando “serão mais 200 páginas perdidas”, e até fiquei um pouco confusa com a questão do trabalho da Janie, já que não fazia tanto sentido e parecia uma coisa um pouco forçada. Não conseguia entender como um caso de um predador sexual poderia ser investigado pelo departamento de Narcóticos, já que são assuntos distintos e provavelmente haveria uma equipe específica para esse tipo de investigação, mas depois de um tempo eu tentei relevar essa questão que me parecia pouco plausível e “comprar” a história.

Sobre livros com dedicatória ♥

Mesmo não sendo possível resgatar ou recuperar a catástrofe que eu achei que foi “Wake” (e me perdoe quem gostou, mas realmente achei que foi uma catástrofe), a autora conseguiu criar uma trama um pouco mais envolvente e atraente nesse segundo volume. Sim, a história ainda conta com alguns furos, não vou negar, mas esse livro me prendeu um pouquinho mais que o volume anterior, mesmo porque a narrativa da Lisa já mudou um pouco. As frases curtas, de duas ou três palavras cada e divididas em alguns parágrafos, que me causaram tanto estranhamento no volume anterior, desaparecem um pouco, apesar de não sumirem por completo. O leitor consegue encontrar uma história um pouco mais amarrada e com uma fluidez maior, e confesso que realmente fiquei envolvida quando tudo começou a caminhar para o desfecho, fiquei imaginando possibilidades e tentando descobrir quem seria inocente ou culpado – e como seria o envolvimento de Janie e Cabel em toda aquela questão.

Por mais que a trama tenha me prendido um pouco mais, os personagens continuam com o mesmo aspecto unilateral do livro anterior, não dando aquela impressão de que eu estava lendo sobre pessoas reais, que eles realmente poderiam existir, e isso sempre faz um livro perder alguns pontos comigo, pois não consigo me importar muito com os personagens e me relacionar com eles. Apesar de ter encontrado um ou outro erro de revisão, o livro me pareceu mais bem estruturado que o volume anterior, com menos deslizes e absurdos, o que também me ajudou a ter uma impressão melhor desse volume.

Apesar de não estar nem perto da minha lista de preferidos, ou das melhores leituras do ano, ou de qualquer lista positiva que algum dia eu possa fazer sobre livros, “Fade” já mostrou uma melhora em relação ao livro anterior, sendo uma boa continuação quando se leva em conta o nível de “Wake”. Ainda não é o bastante para me fazer recomendar a leitura, ou dizer “uau, você precisa ler esse livro!”, mas, se você já começou a leitura de “Wake”, considero válido ler o segundo volume.

Li até a página 100 e… #10 – Desaparecido para Sempre [Harlan Coben]

Uba uba uba ê! (música da banheira do Gugu)

Ok, sei que não estou tão firme no meu propósito de achar tempo para o blog, mas prometo que estou tentando. Queria postar a resenha de Fade (segundo livro da trilogia Wake) hoje, mas esqueci de tirar as fotos, e por isso volto com mais um episódio de “Li até a página 100 e…”. Para aqueles que ainda não conhecem, essa coluna/tag foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Já tinha ouvido falar do Harlan Coben, mas foi só quando cheguei na Bienal e vi aquela multidão de gente que queria autógrafo dele que me vi pensando “hm, esse cara deve ser bom, acho que vou ler um livro dele”. Comprei “Desaparecido para Sempre” no aniversário do Submarino, mas só essa semana comecei a ler. E fico feliz em dizer que: MINHA RESSACA LITERÁRIA ACABOU! (faz a dancinha da alegria). Em todo caso, vamos lá.

Primeira frase da página 100:
“Pistillo levantou os olhos.”

Do que se trata o livro:
O livro pode ser definido como “uma busca pela verdade”. Quando a mãe de Will Klein, o protagonista, estava em seu leito de morte, ela revelou que o irmão de Will, Ken, desaparecido há mais de onze anos, estava vivo. Ken havia sido culpado pelo assassinato de uma vizinha e sumira na mesma noite. Will acreditava de pés juntos que o irmão havia morrido naquela mesma noite, pois ele não poderia ser culpado daquilo que estavam dizendo – acreditava na inocência do irmão. Will então decide que, de um jeito ou de outro, encontrará o irmão, mas outros acontecimentos o lançam em uma busca ainda mais frenética, em que ele precisará desenterrar o passado de uma pessoa muito próxima para descobrir onde ela está e o que aconteceu.

O que está achando até agora?
Estou vidrada neste livro. Já li outro thriller, mas este é excepcional. O autor está conduzindo muito bem a história, de forma que me vejo completamente envolvida nos acontecimentos e não quero parar de ler até terminar. A escrita é fluida e tem ótimos momentos – vez ou outra me vi segurando as lágrimas no ônibus. Imaginava que Coben seria bom, mas estou surpresa com o que encontrei. Se soubesse que gostaria tanto assim, teria começado este livro assim que comprei.

O que está achando da personagem principal?
Ah, o que dizer sobre o Will? Estou gostando dele, de verdade. Ele não é nem um pouco clichê ou “falso”. Parece uma pessoa real, com problemas reais. O personagem solta alguns poucos comentários sobre seu próprio relato de vez em quando, e acho que isso dá um ar bem legal à história. Ele é o tipo de pessoa que eu gostaria de conhecer e ter em minha vida. Ele não é sério demais, nem chato demais, ou irritante demais. Não tem complexo de herói ou bom moço. Ele é uma mistura bem equilibrada de tudo, talvez só com uma dose extra de azar – coitado.

Melhor quote até agora:
Já disse que tenho problemas com citações, mas ri bastante quando me deparei com essa, tanto que acabei anotando no Evernote (ok, vai ter um spoiler, então…):

Para começar, meu irmão tinha fugido. Agora minha namorada havia evaporado. Franzi a testa. Ainda bem que eu não tenho um cachorro.” (pg. 57)

Vai continuar lendo:
Hell yeah! Preciso chegar ao fim desse livro, PRECISO! ~morre~

Última frase da página:
“Pistillo se recostou novamente.”