Confesso que li: Gone [Resenha]

gone

Autora: Lisa McMann
Editora: Novo Século
ISBN: 9788576794073
Páginas: 205
Título Original: Gone
Série: Trilogia Wake #3 (Dream Catcher #3)
Nota:
 2 Estrelas

Sinopse: No início Janie acreditava que já sabia o que o futuro lhe reservava e pensou que estava em paz com isto. Mas, o que Janie não suportou, foi ver Cabel afundando com ela. Janie só vê uma maneira de dar a Cabel a vida que ele merece – ela precisa desaparecer. Mas isto pode destruir os dois. Então, um estranho entra em sua vida – e tudo se desfaz. Seu futuro, antes previsto, sofre uma reviravolta trágica e suas escolhas se tornam mais terríveis do que Janie jamais imaginou. Ela só precisa escolher o menor dos dois males. E o tempo está se esgotando…

Ainda no estilo “não consigo desistir de uma leitura”, fui em frente e li o último livro da trilogia Wake, “Gone”. Depois de me animar um pouquinho mais com “Fade”, esperava que o terceiro livro seguisse a melhoria e trouxesse um desfecho que compensasse a história, mas até hoje não sei ao certo o que acho de “Gone”.

O livro começa pouco depois da conclusão de “Fade”, quando Janie está enfrentando as consequências do caso anterior. Sendo a principal testemunha (e quase vítima) do caso de abuso sexual por parte de três professores da Fieldridge High, Janie passa a enfrentar o inferno em sua cidade, onde todos sabem quem ela é e se acham no direito de comentar como se ela nem estivesse ali. Sufocada nesse mar de atenção, Janie tenta se manter à tona e manter sua sanidade, mas as descobertas sobre qual será o seu futuro não a deixa muito otimista quanto a isso. Cega e aleijada. É isso que o seu “dom” reserva para ela no futuro, quando as crises que seguem os mergulhos nos sonhos tirarem de vez sua visão e o controle sobre suas mãos. E o pior é sentir que não só o futuro dela está condenado, mas que ela acabará condenando todos aqueles que estão ao seu redor – principalmente Cabel. Cabe agora a ela decidir o que fazer. Viver em meio a sociedade, sabendo o que a aguarda, ou se isolar completamente do mundo, pensando ser a solução? O destino de um suposto estranho pode ser a chave para ajudá-la a se decidir…

Ok, preciso admitir: resumindo os acontecimentos da história para escrever a descrição ali em cima, até que parece uma história muito boa, não? Janie confirma aquilo que sempre suspeitou, que seu dom é, na verdade, uma maldição, e que seu destino está fadado ao fracasso enquanto permanecer nesse caminho. Com os diários da senhora Sturbin, assim como seus encontros com ela, Janie descobriu que o preço que o seu dom cobra é realmente alto demais: com o passar dos anos, e pouquíssimos anos, ela ficará cega e perderá todo o controle sobre suas mãos. Precisará de ajuda para as coisas mais simples, e prenderá as pessoas que a amam a uma vida de cuidadores. Janie, que sempre prezou tanto  por sua independência, não pode e não consegue aceitar um futuro que a tornará tão dependente, que fará com que ela transforme-se em um fardo para os outros. Mas também não sabe como escapar.

Conforme a história vai se desenvolvendo, uma alternativa se apresenta à Janie, e ela parece cada vez mais tentada a aceitá-lo. Mas esta alternativa vem com um mistério, que ela pensa ter resolvido, o que facilita a decisão que ela quer tomar. Apesar de não ter me envolvido muito com o primeiro livro, e um pouco mais com o segundo, acredito que este último livro traz uma trama interessante à história, complementando o que já havíamos descoberto em “Fade”. Não, isso não deixa o livro (ou a trilogia) fantástico, mas foi interessante ver como foi trabalhada essa questão da consequência ao dom, do passado de pessoas que sofreram o mesmo destino e como Janie tenta lidar com isso com as poucas informações que dispõe. A trama não é perfeita, não é daquelas que te faz virar página atrás de páginas, mas serve para mantê-lo entretido e envolvido em certo nível.

E então por que, apesar disso, não sei ao certo o que pensar do livro? Porque a Janie esteve mais insuportável do que nunca. Eu entendo a questão do medo de não saber o que vem pela frente, o peso da decisão que está na balança, a indecisão e confusão, mas achei particularmente difícil me importar com a Janie depois de todo o drama que ela fez dentro da cabeça dela. Como gostar de um livro quando você fica revirando os olhos a cada decisão da protagonista? Tudo bem que é mais fácil para o leitor pular para algumas conclusões e que é comum o personagem levar mais tempo, mas eu realmente peguei uma antipatia profunda pela Janie, o que me deixou dividida quanto ao livro. A ideia da trama central da trilogia, que é apresentada e finalizada nesse livro, é interessante, dá para compensar um pouco o fiasco do primeiro volume, mas acho que a execução, como nos outros volumes, deixou a desejar.

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