Confesso que li: As Crônicas de Bane [Resenha]

Autora: Cassandra Clare, Sarah Rees Brennan e Maureen Johnson
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403964
Páginas: 392
Título Original: The Bane Chronicles
Nota: 4,5 Estrelas

Sinopse: Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.

Eu sei, eu sei, já estava devendo essa resenha há alguns dias (oi, Paula ❤ ), mas os últimos dias foram corridos e acabei me enrolando toda. Agora estou de volta e espero conseguir deixar o blog e as visitas em dia, yaay.

“As Crônicas de Bane” é outro livro adicional do universo dos Caçadores de Sombras, que surgiu da coletânea de nove contos revelando o passado do fabuloso feiticeiro Magnus Bane. Os contos foram publicados originalmente em formato digital e, quando todos foram lançados, surgiu esse lindo livro físico, para os amantes de papel, como eu ❤ Os contos abordam diversos momentos do passado de Magnus, desde os mais distantes – como seu testemunho em primeira mão da Revolução Francesa – até o mais recente – seu envolvimento com Alec Lightwood, um Caçador de Sombras do Instituto de Nova York.

Comecei a leitura EMPOLGADÍSSIMA porque, bom, porque sou apaixonada pelo universo dos Caçadores de Sombras e o Magnus é um dos meus personagens preferidos. Mas, logo no primeiro conto: booom! – decepção. Até ri com as primeiras páginas de “O que realmente aconteceu no Peru”, mas fui ficando cada vez mais frustrada conforme avançava na leitura. O que no começo parecia um humor bem dosado acabou virando algo escrachado, quase caricato. Em um ponto passou a me lembrar aquele tipo de comédia pastelão, em que as supostas situações cômicas são levadas ao extremo, e tão forçadas que você passa a se perguntar o que diabos está acontecendo ali. O Magnus mais estava me parecendo o Capitão Jack Sparrow (veja bem, eu adoro o personagem do Johnny Depp, mas ele não tem nada a ver com o Magnus que conhecemos e amamos), o que me fazia olhar toda vez para o nome da Cassandra na autoria do capítulo, em parceria com a Sarah, e me perguntar como ela havia permitido que transformassem o Magnus naquilo. Por um momento realmente fiquei com receio de que o livro todo fosse ser naquele estilo, o que já estava me desanimando da leitura, mas a graça do Anjo não permitiu que fosse assim.

Do segundo conto em diante, felizmente, já passamos a encontrar o mesmo Magnus de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, assim como o mesmo padrão de escrita dos demais livros da série. Passado o trauma do primeiro conto, podemos realmente apreciar o desenvolvimento da história do feiticeiro, que presenciou não apenas fatos importantes da história mundana, mas também do Submundo e do mundo dos Caçadores de Sombras – como a assinatura dos Acordos e a Ascensão do Ciclo de Valentim Morgenstern, que quase pôs em risco toda a diplomacia entre membros do Submundo e Nephilins.

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É delicioso poder aproveitar ao máximo a personalidade fantástica do Magnus, tendo a história inteira focada nele. Nos outros contos o humor também se faz presente, mas de forma harmoniosa e natural, e não forçado como no primeiro. Também vemos o passado de alguns personagens conhecidos quando estes cruzaram com Magnus, como a vampira Camille Belcourt, o vampiro Rafael Santiago e até Edmundo Herondale, o Caçador de Sombras inglês que abandonou o preto para se casar com uma mundana, criando o lar onde Will e Cecily Herondale nasceram. Também temos a alegria de reencontrar, mesmo que por breves momentos, Will, Tessa e James, alguns dos amados personagens de As Peças Infernais (mesmo com uma pequena participação, meu coração já pulou de alegria por poder ‘vê-los’ mais uma vez *-*). E, como não poderia deixar de ser, temos as passagens fantásticas com Alec Lightwood, que nem vou começar a comentar ou ficarei aqui para sempre ❤

Assim como no Códex dos Caçadores de Sombras, o livro “As Crônicas de Bane” apresenta algumas ilustrações, mas aqui são focadas no começo dos contos. Na página que sucede o título de cada conto, vemos uma ilustração com alguma passagem do mesmo. Eu adorava ficar indo e voltando entre a história e o conto, para poder ver em texto o que já havia visto na gravura. E confesso que estou completamente apaixonada pelas ilustrações deste livro e do Códex, amei a forma com que os personagens foram retratados.

Para um livro da Galera Record, até que não encontrei tantos erros de revisão. Ok, basicamente os únicos livros da Galera que li até então foram do universo dos Caçadores de Sombras, mas infelizmente os erros não eram raros. Talvez seja um problema com a série, não sei. Mas lembro de ter me deparado apenas com dois ou três erros, bem discretos, então relevei. E minha edição do livro é com a fantástica capa holográfica (por um mundo em que eu consiga a capa holográfica para todos os livros da série D:), que combina perfeitamente com o “brilho” do Magnus. No geral, daria facilmente 5 estrelas para o livro, mas não consigo me conformar com aquele primeiro conto, então baixo o mínimo possível. E que venha “The Dark Artificies” *-*

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10 comentários sobre “Confesso que li: As Crônicas de Bane [Resenha]

  1. Ana Lima disse:

    Magnuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuus ❤ ❤ Meu amorzinho, adoro ele! Okay, me animei um pouco hahaha
    Estou tão ansiosa para ler esse livro, espero comprá-lo na semana que vem. Quero relembrar e viver os personagens tudo de novo. Saudades de Os Instrumentos Mortais, parece que foi ontem que eu estava contando os dias para COHF….
    Mas focando nesse livro, pelo que eu vejo ele é todo bem feito. As ilustrações e tudo mais. Espero que não me decepcione *–*
    Adorei a resenha, me deixou com mais vontade duhaduhad malvada!
    Beijoss

    http://our-constellations.blogspot.com.br/

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    • Liah Nogueira disse:

      Aaaah, o Magnus é um lindo! Sério mesmo, de verdade, um dos melhores personagens da série. E foi fantástico acompanhar a história dele em primeira mão, poder ter mais alguns momentos com ele.
      E leia sim, Ana, vai adorar! Tirando o primeiro conto, que realmente não gostei muito, adorei todos os outros. E sim, as ilustrações são um charme a parte. Fico aguardando sua resenha lá no blog também, para ver o que achou *-*
      Beijos e ótima semana ❤

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  2. Caverna Literária disse:

    Só pra constar, eu amo a sua estante, é tão linda!! Toda organizadinha, e o principal né, cheinha de livros *-*
    Eu li só alguns contos, e nem me interessei muito pelo resto do livro justamente porque tive a mesma sensação que você com o conto do Peru. Que que foi aquilo? kkk Tia Cass, porque você permitiu essa parceria? Não funfou muito isso não. O que eu mais gostei foi o que aparece o filho todo revolts do Will e da Tessa, e ver eles ali de novo, é tao awwwwwwwwn27i376917t <333
    Não sabia que tinha ilustrações também!! A Cass é super viciada nelas, não deve ter resistido em colocar pelo menos em ~um livro UHAHUA
    E que Dark Artificies, o que, sua doida!!!!!!!!!! Você precisa urgentemente ler antes O Desafio de Ferro, que é dela com a Holly Black. Gente, eu nem tava com muita esperança, mas o que é aquela história??? Completamente mágica e incrível, e o final então, é de tirar o fôlego UHAUHA LÊ LOOOGO :V

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br
    Tem resenha nova no blog de "O Desafio de Ferro", vem conferir!

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    • Liah Nogueira disse:

      Aaaah, Carol, sua linda! Obrigada *——–* Minha estante é meu xodó supremo, e sou apaixonada principalmente por estas duas prateleiras que aparecem na foto (justamente por isso sempre uso como fundo). Acabou que fui ficando sem espaço para colocar todos na vertical, aí comecei a enfiar livros na horizontal, em todo espaço que encontrava. Depois que fiquei sem espaço na estante, precisei improvisar colocando minha cômoda embaixo dela, assim ganhei uma “prateleira” a mais. Mas planejo reformar meu quarto em breve e comprar uma estante nova, aí posso arrumar tudo direitinho ❤ ❤
      Não é? NÃO É? Gente, o que foi aquele primeiro conto? Comecei gostando, pelo menos nas primeiras páginas, mas depois fiquei em choque. Realmente, como a tia Cass permitiu aquilo? T_T Mas, superado o que aconteceu no Peru, realmente gostei dos outros contos. Acho que o livro foi escalando dali para a frente, cada conto um pouquinho mais envolvente que o outro. O conto com o Ciclo é absolutamente de cair o queixo. E SIIIIIIIIIIM! AI MEU CORAÇÃO NÃO AGUENTA AQUILO! Fiquei mega feliz com Will e Tessa e James (e Magnus!) reunidos novamente, mesmo que por um breve momento. E achei lindo a demonstração de quanto o Will prezava a amizade dele com o Magnus.
      E nem me fale! Li sua resenha sobre O Desafio de Ferro e fiquei de cara no chão. Não achava que seria muito bom, não sei porque (oi, capa!), mas agora estou HASIUDAGYUIDAOLWSFHYUIAEDFCASDHFCGASUI socorro. Preciso comprar, preciso ler, preciso da continuação, ASUDHAUIDHASUIDHAUIDHAUI. Vou comprar e ler assim que possível (a.k.a. assim que eu sair do meu "castigo" sem comprar novos livros) e vou lá na Caverna comentar contigo *-*
      Beijos e ótima semana ❤

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  3. World Of Make Believe disse:

    Oie Liah! ^^
    Ler a tua resenha do Livro do Magnus fez até eu sentir falta dele :´( !!!!
    Ainda não li o último Livro da Saga Instrumentos Mortais e nem comecei ainda o Peças Infernais, mas só de saber que temos visita dos personagens de ambas sagas nesse Livro já fiquei empolgadíssima!!!!!!!
    Como fã da série é claro que já pesquisei tudooooooooo sobre a série do Will ( 😀 Até acho que ele vai ser meu favorito haha ), mas ainda não consegui lê! É tanto Livro que querooo que ta complicado! O.O
    Ótima resenha, como sempre!!!!! ❤
    A única coisa que me chateia um pouquinho é a capa :(! Prefiro quando não colocam rostos, parece que passo a leitura toda imaginando aquela pessoa, mas compreendo que colocaram porque é o ator que interpreta ele no filme!!!
    Beijos e até! 🙂
    Boa semana! ^^
    As: Amanda Mello!

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    • Liah Nogueira disse:

      Oi, Amanda 😀
      Aaah, Magnus é um amorzinho, não? ❤ ❤ ❤
      Você realmente precisa ler As Peças Infernais, é muito, muito, MUITO amor, uma trilogia perfeita. E apesar de o Will ser incrível, meu coração é todo do James *-*
      E eu sou apaixonada por essa capa, ASHDUIAHSDUIAHSUIDHASUIDHAUI. O ator realmente assumiu o papel de Magnus na minha cabeça, é bem parecido com o que eu imaginava, então já não vejo de outro jeito. E o fogo, a holografia, é tudo tão lindo *———-*
      Beijos e ótima semana!

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  4. Paula Mirella disse:

    HEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEY, LIAH! Adorei ser citada no post, me senti especial u.u HAHAHA. Que bom que esta resenha finalmente saiu! Amei lê-la e relê-la (sim, 3 vezes ao todo. Não, eu não poderia deixar nem um detalhe escapar). Avisando gentilmente ao WordPress que se ele não postar meu comentário inteiro DEIXAREI ESTA PLATAFORMA. ~obrigada. Vamos ao que interessa!
    Confesso que tenho sim, amigas e amigos shadowhunters mas não tenho oportunidade de conversar tanto com eles sobre isso ( e a qualquer hora ) como aqui, na blogosfera. Isso me fez ansiar ainda mais por sua resenha ( saiba que eu estava determinada a comprar só quando lesse as suas opiniões sobre ele, RÁ ) e esperar o que viria por aí. Essa capa definitivamente é um dos elementos mestre do livro. Mesmo quem não conhece ou nunca teve nenhum contato com os Caçadores por meio de Cassandra, deve admitir que esta capa é MUITO, MUITO convidativa. ❤
    Fiquei feliz pelo fato das ilustrações não dominarem todo o livro, porque senão seria um "complemento" do Códex, e de toda forma perderia a essência do que ele livro já significa pra mim.
    Certamente fiquei tristinha pelo fato do primeiro conto ( logo o primeiro </3) ser contado dessa forma arrastada e forçada. Isso é uma das coisas que mais odeio numa leitura. Quando o autor tentar sobrepor os fatos de uma forma o qual não está acostumado ou familiarizado. PORÉM, você conseguiu colocar um sorriso no meu rosto ao dizer que ao longo da narrativa as coisas vão fluindo melhor. FICO MUITO FELIZ, SÉRIO. Acho que eu desistiria se não fosse isso, mesmo contando com meu amor enorme pela Cassandra.
    Imagino o quanto deve ter sido incrível acompanhar marcos tão importantes com o Magnus, essa deve ser a aventura que mais valeu a pena *-*
    Ansiosa, sempre. Quero meu exemplar.
    FALANDO NISSO,
    Fui na livraria ontem e encontrei APENAS UM, UM " AS CRÔNICAS DE BANE " E ELE ESTAVA EM UM ESTADO COMPLETAMENTE DEPLORÁVEL! Fiquei com vontade de pegar o pescoço de quem faz essas coisas! ARRRGHH. Folhas amassadas, manchas, capa rasgada nas laterais. Pode isso, produção?!!
    Um beijo enorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrme!
    Ps: Já leu um romance escrito em cartas? *-* É sobre isso que eu falo no post mais recente do blog. Uma resenha sobre Querida Sue, um romance que nem as maiores tragédias poderão desfazer. Vem conferir!
    Paula, Poetisa & Literária

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    • Liah Nogueira disse:

      Oh, socorro, ignore a demora, estou perdida na vida, HASUIDHAUIDHASUIDHASUIDHASUIDHAUI. Pois pode se sentir especial mesmo, adoro suas visitas aqui no blog, você é um amor e sempre fico feliz com seus comentários ❤ ❤ ❤ E sim, acho que o WordPress não vai mais comer seus comentários pela metade, HASDIUHASDUIAHUSDIHAUIDHAU.
      Dos meus amigos aqui de São Paulo, infelizmente ninguém leu essa série tão maravilinda e perfeita, então só com os amigos "virtuais" e nas redes sociais/blogs que consigo debater meu amor pela história, o que gosto e não gosto (o que felizmente quase não existe). E aaah, que linda, sinto-me lisonjeada pela sua confiança na minha opinião, de verdade *———–* E sim, essa capa é sedução pura, não tem como não sentir nem uma pontinha de curiosidade que seja, hehe.
      Sim, realmente foi uma pena esse problema com o primeiro conto, eu fiquei com muito medo de que todo o livro acabasse ficando no mesmo estilo, o que me deixou bem desanimada. Mas logo no começo do segundo conto eu percebi que não estava se repetindo, e então a leitura fluiu facilmente. E sim, Magnus, aah, Magnus. Foi muito bom ter um livro inteirinho só com ele, é amor demais para página de menos *——*
      MAS GEEEEEEEEEEEEEEEEEEENTE! Como pode um livro chegar a este estado em uma livraria? Tipo, COMO? E como já não tinha sido recolhido? Entendo que nem todo mundo precisa colocar o livro dentro de uma redoma de vidro, mas aí já é demais, não? Não pode não, produção D:
      Um beijão enoooooooooooooooooooooorme pra ti também, até mais ❤

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