Li até a página 100 e… #8 – Perdão, Leonard Peacock [Matthew Quick]

Boa noite, pessoal!

Sei que já está tarde, mas antes tarde do que nunca, não? Cheguei em casa decidida a postar aqui no blog, mas viciei em um novo jogo (que acho até que vou comentar por aqui um dia, mesmo não tendo NADA a ver com livros) e acabei passando as últimas horas tentando não morrer (oi?). Bom, em todo caso, volto com a tag “Li até a página 100 e…”, que foi criada pela Cibelle, do blog “Eu leio, eu conto“. Para mais informações de como participar da tag, é só acessar o blog dela 😀

Comprei o livro “As Crônicas de Bane” na semana passada e, pelo update de e-mails do Submarino, sabia que a entrega provavelmente seria hoje. Como acabei “Vingança da Maré” (resenha em breve) ontem, decidi pegar um livro que eu poderia ler rápido, para começar “As Crônicas de Bane” assim que possível. Me deparei com o “Perdão, Leonard Peacock” na estante e decidi que seria aquele mesmo…

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Primeira frase da página 100:
“Ele se senta na carteira ao meu lado e diz:”

Do que se trata o livro:
O livro conta a história de Leonard Peacock que, no dia do seu aniversário de dezoito anos, resolve colocar em prática o seu plano de matar seu ex-melhor amigo e então se matar. Mas, antes de colocar o plano em ação, vai ao encontro de quatro pessoas que considera suas amigas para se despedir – mesmo que elas não saibam que é uma despedida – e dar um presente a cada uma delas. Alternando entre o presente e o passado, descobrimos o desenrolar do aniversário de Leonard, assim como é revelado aos poucos algumas das coisas que o direcionaram neste caminho.

O que está achando até agora?
Uau. Simplesmente… uau. Não sei, por algum motivo eu achava que seria um livro mais “bobinho”, mais teen, por isso fui surpreendida pelo Matthew. O personagem do Leonard é extremamente complexo, profundo e, bom, real. Nós realmente entramos na mente de um jovem com sérios problemas, e começamos a pensar o que aconteceu para deixá-lo daquele jeito – já que ele vive mencionando que houve algum acontecimento que fez com que as coisas fossem por água abaixo. Fui esperando um livro levinho (não sei como esperava isso com a premissa, mas achava que seria mais um Young Adult neutro e “mais ou menos”) e me deparei com uma linguagem mais adulta e de grande impacto. Estou curiosíssima para descobrir o que ocorreu entre Leonard e seu ex-melhor amigo, Asher, para saber por que o jovem planeja matá-lo e depois se matar.

O que está achando da personagem principal?
Gosto e não gosto do Leonard, não sei explicar. Ao mesmo tempo em que o acho um personagem complexo, real e profundo, fico com a impressão de que ele possa estar reclamando de barriga cheia. Como ainda não sei qual o motivo que o fez ficar como está, não sei se concordo com o Baback ou não – de que se trata de um “problema de Primeiro Mundo”. Então eu amo a complexidade dele, a forma com que ele pensa e sua visão do mundo – mesmo que completamente destorcida e pessimista -, como ele avalia seus colegas de classe e os adultos em sua vida. Mas também tenho medo de qual será o grande problema revelado, pois acho que isso poderá destruir um pouco a imagem que construí do personagem. Se bem que, pelo nível de história que o Matthew construiu até então, acho que não ficarei decepcionada…

Melhor quote até agora:
Ok, na verdade foi um grande trecho do livro, todo um “discurso” que o Leonard faz mentalmente, de pouco mais de uma página, mas que eu amei. Como não posso colocar o trecho inteiro, vou escolher uma das minhas partes preferidas:

Faça alguma coisa! Qualquer coisa! Porque você inicia uma revolução, uma decisão de cada vez, toda vez que respira. Só não volte para aquele lugar miserável para onde vai todos os dias. Mostre-me que é possível ser adulto e também ser feliz. Por favor. Este é um país livre. Você não precisa continuar fazendo isso caso não queira. Você pode fazer o que desejar. Ser quem quiser.” (página 47).

Vai continuar lendo:
Com certeza. Preciso saber o que aconteceu no passado e o que acontecerá no presente.

Última frase da página:
“É importante para mim.” (prefiro colocar a última completa, e não a última que começa na página 100, então vai essa mesmo).

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4 comentários sobre “Li até a página 100 e… #8 – Perdão, Leonard Peacock [Matthew Quick]

  1. Paula Mirella disse:

    Olá! ❤
    Eu já passei o olho por várias resenhas desse livro. Acho a capa um encanto e bem diferente, gosto mesmo. Nunca tinha parado pra tentar entender qual é abordagem, do que se trata, e qual o objetivo do livro. Mas com certeza, o que eu nem imaginava era que se tratava de um assunto forte. Não sei o que eu achava, na verdade. Mas isso não passou pela minha cabeça.
    Estou aguardando sua resenha viu, Sra. Liah? Hahahah. Me interesso por livros que captam a profundidade do personagem e estendem ela por toda a história. Me cativa mais, me prende mais, é inevitável. Parece ser uma ótima leitura!
    Um beijo!
    Paula, Poetisa & Literária

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    • Liah Nogueira disse:

      Ooi! ❤
      É mesmo, não é?! Sempre fui atraída por essa capa, talvez por ser tão diferente do comum. Não há nada "demais" além do título do livro e do autor e, ainda assim, saiu um resultado que chama a atenção. E sei exatamente como é isso. Muitas vezes me deparo com um livro, fico interessada, mas nem ao menos imagino qual o conteúdo dele. Ou foi a capa que me chamou a atenção, ou o título, talvez ambos – mas ou crio uma imagem totalmente diferente do que é de verdade, ou não crio imagem alguma. Sabia qual era a premissa do livro, a parte do homicídio/suicídio e da entrega dos presentes, mas não sabia o que mais esperar. E realmente gostei do desenvolvimento.
      HAISDUHASIUDHASUIDHUAISDHUIA Pode deixar, Paula ❤ Acho até que vou adiantar um pouco a resenha desse livro, porque meus livros lidos estão acumulando e esse só sairia daqui uns dois meses, mais ou menos. Ainda estou pensando em aumentar para duas resenhas por semana, depende muito da minha preguiça, hehe. E leia esse livro, é realmente bom. Não esperava tanto dele e me surpreendi :3
      Beijos e ótimo fim de semana! ❤

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    • Liah Nogueira disse:

      HAUISDHASUIDHAUISDHUIASDHUIA Não consegui aguentar, Maria. Acabei hoje mesmo, enquanto estava vindo para o trabalho. E gente, sério, esse livro é realmente muito bom. Apesar de não ser tão “fechado”, achei que o fim foi adequado à história. Gostei da leitura :3

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