Confesso que li: Conquista [Resenha]

Autor: Ally Condie
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581051840
Páginas: 360
Título Original: Reached (Matched #3)
Nota: 3 Estrelas

Sinopse: Em uma Sociedade que não permite escolhas nem imperfeições, um pequeno erro pode ser o elemento que faltava para iniciar uma revolução. ‘Conquista’ é a continuação de Destino e Travessia. No livro, a autora retoma a história de Cassia Reyes, jovem que pertence a uma sociedade controlada por um Estado totalitário ainda que nele não haja pobreza e a população tenha acesso a direitos básicos, como alimentação, moradia e emprego. O futuro de Cassia não poderia ser mais incerto agora que ela resolveu seguir para as sombrias Províncias Exteriores, campo de extermínio dos cidadãos banidos pela Sociedade. Ela está à procura de Ky Markham, com quem desenvolveu uma relação proibida, e que havia sido aprisionado, com um destino que se encaminhava para a morte certa.

Este é o terceiro livro da trilogia “Destino”, e a resenha pode conter spoilers dos livros anteriores.  Para conferir a resenha do primeiro, clique aqui, e para o segundo livro, clique aqui.  

E finalmente chegamos ao fim da trilogia “Destino”, da Ally Condie, com o livro Conquista. Apesar de ficar bem abaixo das minhas expectativas (a trilogia toda, na verdade), esse último livro deu um fechamento condizente para a história apresentada, sem sair muito da proposta inicial. E esse post era para ter saído ontem, na verdade, mas acabei me atrapalhando e quase não consigo publicar hoje. Mas vamos lá 😀

Depois de se unir à Insurreição, Cassia se vê mais uma vez separada de Ky. Enquanto ele é enviado à Província de Camas, para começar seu treinamento como piloto, Cassia é enviada novamente à Sociedade, onde a Insurreição acredita que ajudará mais no processo da revolução. Mas ela mal pode esperar para que tudo seja resolvido de uma vez e ela termine seu papel dentro da Sociedade, pois a última coisa que queria era ser enviada de volta para lá. E Ky, após a conclusão de seu treinamento, conta os segundos para que seja enviado em missão para a Capital, para que também possa se reencontrar com Cassia. Os planos de rebelião da Insurreição chegam cada vez mais perto de se concretizarem quando uma estranha doença começa a se espalhar pela nação, mas terão eles os meios necessários para controlá-la?

Retomando a história pouco depois do fim de “Travessia”, o último volume da trilogia trás todo o desenrolar dos planos da Insurreição, assim como conclui toda a jornada que os personagens atravessaram desde o começo da história. Assim como no volume anterior, em que foi adicionado o ponto de vista do Ky, em “Conquista” nós também passamos a observar a história através dos olhos de Xander – o que já foi um bom adicional (fazer o quê? Eu gosto do Xander). Este é o único livro em que temos uma divisão por partes, sendo “Piloto”, “Poeta”, “Curador”, “Praga” e “O Dilema do Prisioneiro”. As partes intercalam capítulos de Xander, Cassia e Ky, sempre em sequência (não lembro se a ordem exata é essa, mas tem uma ordem que é mantida), o que, depois que você pega o ritmo, te ajuda a não se perder na história. É mais fácil saber com que está acontecendo o quê, já que no livro anterior eu senti que às vezes ficava um pouco confuso.

No encerramento da história, era de se esperar que Ally nos desse mais algumas informações sobre a parte “distópica” desse romance. Bom, se a sua expectativa era essa, sinto muito informar que não foi bem assim. Apesar de ter a Praga em um forte plano, o que felizmente já tirou um pouco do foco do drama “Ky – Cassia – Xander”, as questões sobre a Sociedade, a Insurreição e o Inimigo não foram exploradas como eu esperava. Simplesmente existe tanto material de pano de fundo que nem é trabalhado! A impressão que me deixa é que foram apenas alguns elementos aleatórios jogados no meio da história, para dar algum ar de mistério ou profundidade, mas que depois a autora não soube como amarrar ou trabalhar. Ainda vi algumas tentativas de diálogo sobre a Sociedade e até sobre a Insurreição, mas o Inimigo parece ser algo tirado completamente do nada, sem trazer nenhum adicional ao livro. O que é uma pena, pois aumenta ainda mais aquela impressão de que algo está faltando, de que a história não está completa.

Para um livro que é o encerramento de uma trilogia, também achei “Conquista” um pouco lento. Ok, talvez simplesmente não seja o meu ritmo. Talvez eu esteja acostumada com um pouco mais de adrenalina e “AI MEU DEUS!”, e por isso senti falta dessa coisa mais frenética na história. Gostei do elemento que a Praga trouxe ao livro, do planejamento que envolvia os planos da Insurreição, assim como toda a busca por uma solução depois, mas acabei me arrastando por muitos trechos do livro. E me desculpem, sei que ela é a personagem “principal”, mas os capítulos da Cassia eram os mais lentos para mim. E reclamei muito nas duas últimas resenhas sobre a ausência do Xander na história, então preciso ressaltar o alívio que senti ao ver que o Xander também tinha capítulos nesse volume. Apesar de achar que foi tarde para reverter o quadro (como um dos elementos de um suposto triângulo amoroso pode ser tão negligenciado assim?), achei digno para o encerramento da história. Pontos importantes da trama não seriam revelados sem a presença dele no livro, observar as coisas pelo ponto de vista dele foi crucial para a história. Eu honestamente acho que a qualidade do livro seriam bem menor sem a presença dele, e “Conquista” sem os POVs do Xander teria sido uma tortura sem fim para mim.

Enfim, foi um encerramento mediano para uma trilogia mediana. Nada de surpreendente, cativante ou mesmo instigante. Não achei que houve uma grande trama unindo os três livros, uma linha de pensamento que te prende do primeiro ao último livro. Ficou tudo muito solto e sem explicação, o que acabou por ser bem frustrante. Tudo bem que a história teve seus momentos, mas não sei se foram o bastante para salvar a experiência. E é uma pena, pois eu realmente estava apaixonada pelas capas…

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5 comentários sobre “Confesso que li: Conquista [Resenha]

    • Liah Nogueira disse:

      Sim, a resenha acabaria entregando alguns acontecimentos de “Conquista”, pois foram vitais para os desdobramentos nesse último livro. É um pouco mais movimentado que o segundo (o mais fraco, na minha opinião), mas não tem aquele ar de “AI MEU DEUS” que o fechamento das histórias normalmente tem. Existe o grande desvendar da história, mas ainda é meio zZZzZ enquanto acontece. Não sei, ficou bem aquém do que eu esperava. Uma pena 😦
      Beijos e ótima semana! ♥

      Curtido por 1 pessoa

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