LiteraTAG: Palavras Cruzadas

Olá, pessoas lindas!

Preciso confessar que não tenho me dedicado ao blog quanto deveria. Sei que ainda está no começo e que eu não deveria me cobrar tanto (*cofcof* deveria sim *cof*), mas fico com essa impressão de que estou fazendo pela metade e detesto isso. Então vou me esforçar, de verdade, para trazer mais conteúdo para cá, não ficar apenas nas resenhas de quinta-feira e nos posts do Desafio Who (que sumiram, eu sei) da segunda-feira. Nessas andanças e dúvidas, resolvi fazer minha primeira TAG literária, yaay, e com isso também surge uma nova categoria aqui no CDL, a “LiteraTAG”, onde ficarão todas as TAGs que eu postar aqui no blog.

O nome da primeira TAG é “Palavras Cruzadas”, e foi criada pela Ines, do InesBooks, e eu vi lá no blog Viagem Literária. Ao todo são quinze perguntas e a ideia é responder com um livro para cada, mas já sei que em algumas vou extrapolar. Então, vamos lá! 😀

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1. Vox Populi (um livro que recomendaria para todo mundo).

Ok, já começamos com um difícil, socorro. São tantos, é difícil pensar em apenas um. Então vou por um dos mais recentes, que li e absolutamente amei: A estrela mais brilhante do céu (resenha), da Marian Keyes. É um romance, chick-lit, mas acho que seria capaz de agradar diversos públicos. A autora mistura a dose certa de humor, drama, romance e até mesmo suspense, e te deixa com aquela sensação de “quero mais” quando o livro finalmente acaba.

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2. Maldito plágio (um livro que gostaria de ter escrito).

São tantos!² Toda vez que leio um livro com uma temática interessante e diferente, penso: “CARA! Como eu queria ter pensado nisso antes!”. Mas minha criatividade é nula e eu sempre fico com a impressão de que minhas ideias ficam no “mais do mesmo”, por isso fico maravilhada quando um autor consegue me surpreender. Dito isso, tenho que votar pela trilogia Jogos Vorazes, da Suzanne Collins. Eu já estava na faculdade quando comecei a ler, já tinha uma “maturidade” maior do que quando li Harry Potter ou Desventuras em Série (outras séries que me fascinam pela história), e fui realmente impactada pela questão do “queria ter pensado nisso antes”. Tive esse mesmo pensamento com outros livros de lá para cá, mas esse acabou me marcando mais, por ser o primeiro a realmente me dar essa sensação.

3. Não vale a pena derrubar árvores por causa disto.

Comecei a escrever falando sobre livros que eu tinha lido e me decepcionado, mas percebi que o livro escolhido para isso também se encaixaria em outra resposta mais para a frente, então resolvi mudar o enfoque. Por isso, e me desculpem os fãs, mas tenho que escolher a trilogia Cinquenta Tons de Cinza. Tentei ler, juro que tentei, antes de poder ter uma opinião sobre o assunto e rejeitar ou aceitar, mas não consegui. Abandonei o livro e preciso reforçar aqui que foi a primeira vez em que eu deliberadamente abandonei uma leitura. Tenho esse problema de sempre querer terminar o livro, não importa o quanto o ache estranho, mas com Cinquenta Tons, não consegui. Acho que seria um favor à natureza poupar as árvores que foram transformadas nos livros dessa trilogia, e manter a história só no universo das fanfics.

tumblr_mh06iqEG7z1s2v39do1_1280(Imagem via: Keep Calm and Carry on Always)

4. Não é você, sou eu (um livro bom lido na hora errada).

Esse eu penei um pouco para escolher, mas terei que ficar com 1984, do George Orwell. Eu adorei o livro, de verdade, ele teve um impacto muito grande sobre mim na hora de leitura, mas li no ensino médio, como exigência do professor de história, e acho que com isso não aproveitei tudo que o livro tinha para me oferecer. Não sei, acho que no momento eu não tive maturidade ou bagagem suficiente para vivenciar a leitura como ela exigia. Em alguns momentos me sentia um pouco perdida no que estava acontecendo, não conseguia me concentrar e tinha que voltar duas, três vezes o mesmo parágrafo para conseguir entender. Então eu li, amei, mas acho que poderia ter aproveitado mais. Definitivamente é um livro que lerei novamente.

1984-pln(Imagem: Pauta Livre News)

5. Eu tentei… (um livro que tentou ler mas não conseguiu).

Ok, para não repetir Cinquenta Tons de Cinza, já que realmente não quero repetir livros, vou e Morto até o Anoitecer, da Charlaine Harris. Comecei a assistir True Blood por indicação de uma prima minha, depois de resistir bravamente por três temporadas de outras pessoas insistindo. Mas confio no julgamento dela, então cedi. Assisti a primeira e a segunda temporada já sabendo o que iria acontecer (ela acabou me contando a história antes de eu concordar em assistir, depois já não dava para fugir), mas gostei mesmo assim. Aí ela me disse que a série da HBO era baseada em uma série de livros e eu pensei “oooopa, agora sim!”. Ela já havia lido até o sétimo ou oitavo livro e me disse para não entrar com muitas expectativas, que não era tão bom assim, mas o que eu encontrei realmente me decepcionou. O estilo de escrita não me convenceu, achei bem fraquinho e simplista. Me arrastei por metade do livro, mas desisti.

(Imagem: Estilo de Madame)

6. Hã? (um livro que leu e não entendeu nada OU um livro que teve um final surpreendente).

Não é bem não entender ou ter um final surpreendente, mas mais “não-fazer-sentido-nenhum”. O livro mais “hã?” que já li foi Inveja, do Gregg Olsen, e também foi um dos mais decepcionantes. Vi o livro na Saraiva, me apaixonei pela capa e fui seduzida pela sinopse. A temática prometia uma trama girando em torno do cyberbullying, e tudo pareceu muito interessante. Mas aí o autor quis misturar mistério na história, duas irmãs gêmeas loiras e platinadas com poderes sobrenaturais que pareciam cada vez mais bizarros, uma repórter enxerida e um ser misterioso ameaçando a segurança das gêmeas, e, conforme eu avançava, só conseguia pensar “que diabos está acontecendo aqui?!”. Quando terminei o livro, que inventou um gancho completamente non-sense para um segundo volume, fui pesquisar e descobri que o livro seria parte de uma trilogia. Sou a pessoa mais curiosa da vida e minha reação natural seria querer comprar a trilogia completa, para descobrir tudo sobre a história, mas não, obrigada. Nesse caso, não faço questão nenhuma.

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7. É tão bom, não foi? (um livro que devorou).

Foi bom, foi lindo, foi maravilhoso. Foi Harry Potter e as Relíquias da Morte, da Rainha Rowling, que eu peguei com uma amiga na escola em um dia e devolvi já no dia seguinte. Quando tenho tempo livre (a.k.a. quando eu não trabalhava, só estudava e passava a tarde inteira em casa, fazendo nada), consigo realmente devorar um livro em poucas horas, dependendo da história e do meu interesse. Em bem mais de uma vez consegui ler um livro de um dia para o outro, ou em um só dia, mas esse foi o que mais me marcou, porque foi Harry Potter e foi a conclusão de toda a história. Eu praticamente bebia das páginas, não fiz mais nada desde que peguei o livro nas mãos até terminar. Ri, chorei, fiquei ansiosa e me desesperei, tudo isso em menos de um dia, e foi maravilhoso. Não poderia esperar um final melhor, não apenas para a história, mas para toda a experiência de leitura da coleção.

600--031020935(Imagem: Jornal de Londrina)

8. Entre livros e tachos (uma personagem que gostaria que cozinhasse para você).

Tia Nastácia. Sem dúvidas, sem pensar duas vezes, sem pestanejar. Não consigo nem ao menos PENSAR em outro personagem que cozinhe. E a Tia Nastácia é diva, musa, perfeição. Deu até fome agora (escrever isso perto da hora do almoço também não ajuda muito 😛 ).

globo__Isabelle Drummond _Em_lia_ e Dhu Moares _Tia Nast_cia_ em S_tio do Picapau Amarelo. Jo_o Miguel J_niorTVGlobo__gallefull(Imagem: Memória Globo)

9. Fast Forward (um livro que podia ter menos páginas que não se perdia nada).

Ai, esse foi outro difícil. Eu consigo pensar em algumas séries que poderiam ter menos livros, mas um livro com menos páginas foi difícil de pensar. Por questão de afinidade, vou de Comer, Rezar, Amar, que já mencionei aqui antes. Gostei da parte da Itália, mas a Índia e a Indonésia (Indonésia? Já não lembro mais) foram tão enroladas e tão enfadonhas, que acho que poderia ser facilmente reduzido pela metade cada uma, e ainda seria demais. Não gostei, desculpa, fazer o quê?

livro (1)(Imagem: De repente cresci!)

10. Às cegas (um livro que escolheria só por causa do título).

Ok, outro que é difícil, pois infelizmente tenho mais de um na categoria. Acho que por ser mais recente e por me deixar realmente curiosa, A Menina que Fazia Nevar, de Grace McCleen. Não escolheria apenas pelo título, mas pela capa também. O conjunto da obra é envolvente e fascinante, estou apaixonada ♥.

a menina que fazia nevar(Imagem: Brincando com Livros)

11. O que conta é o interior (um livro bom com uma capa feia).

Não serve “um livro ruim com uma capa bonita”? Não? Não mesmo? Seria tão mais fácil… Mas, sendo assim, vou de “A Hora do Vampiro”, do mestre Stephen King. Desculpa, mas é feia demais. Tudo bem que tenho a edição de bolso da Ponto de Leitura, e as capas da Suma das Letras e Bertrand Brasil são bem mais bonitas, mas como estou avaliando pelo que li, acho bem feia.

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12. Rir é o melhor remédio (um livro que tenha feito você rir).

A coleção O Guia do Mochileiro das Galáxias. Não consigo escolher um só, talvez, TALVEZ, se realmente tivesse que escolher, diria O Restaurante no Fim do Universo. Douglas Adams era genial e eu me acabei de rir com os livros. Não foram os únicos livros que me fizeram rir, claro, mas a diferença é que eu ria do começo ao fim, de cabo a rabo, sempre tinha uma tiradinha inteligente ou uma situação completamente inusitada.

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13. Tragam-me os Kleenex, por favor (um livro que nos tenha feito chorar).

Novamente, são tantos. Eu sou MUITO manteiga derretida, demais. Posso dizer que chorei com muitas das mortes de Harry Potter (de Ordem da Fênix em diante a J.K. brincou de me transformar em fruta desidratada), mas vou ter que escolher A Culpa é das Estrelas. Mimimi “modinha”, mimimi “superestimado”, mimimi “poser”, argh, que raiva que está me dando tudo isso já. Eu li o livro e gostei sim, muito. Não acho que é o supra-sumo da literatura ou o melhor livro desde que inventaram a palavra escrita, mas também não acho que é a pior coisa já inventada e que não deveria ao menos ser considerado um livro. Estou cercada pelo drama “amor x ódio” por esse livro o tempo inteiro e isso já está cansando. Mas eu chorei, sim, demais. De abrir a torneira e não fechar mais. Fiquei realmente emocionada enquanto lia e devastada depois que acabou. Por mais estranho que pareça, consegui não chorar no filme. Vai entender.

(Via: Livraria Vanguarda)

14. Este livro tem um V de Volta (um livro que não emprestaria a ninguém).

Nenhum ‘-‘. Repassei toda minha estante, de alto a baixo, tentar pensar em algum livro que eu diria “não, esse não empresto em hipótese alguma”, mas simplesmente não consegui ver isso acontecendo. Tenho um amor INFINITO pelo meu box de Desventuras em Série e sei que não vou emprestar para qualquer um, mas é assim com a maioria dos meus livros. Não tenho problema em emprestar, desde que saiba que a pessoa vai cuidar. Se já sei que ela não é cuidadosa, emprestei e o livro voltou batido, amassado ou o que quer que seja, não empresto mais. Simples. E isso é válido para todos, então não creio que tenha algum em específico.

15. Espera aí que eu já te atendo (um livro ou autor que está constantemente a adiar).

Enrolei mais de um ano para começar A estrela mais brilhante do céu, mas, como já li, não dá mais para colocar aqui. Acho que no momento é O Ciclo Herança, do Christopher Paolini. “AI MEU DEUS DO CÉU COMO ASSIM QUE ABSURDO VOCÊ TEM O CICLO HERANÇA E NÃO QUER LER?!”. Ok, não é tão simples assim. Eu comprei o primeiro livro em promoção há mais de um ano, mas não gosto de começar um livro de uma série sem ter a continuação em mãos. Em outubro ganhei o segundo e o terceiro, mas ainda me faltava o quarto, então não queria começar. Conseguiram me convencer a começar Eragon, pensei “começo, gosto e compro Herança enquanto ainda estou lendo os outros dois”. Mas aí que veio o problema: não gostei tanto assim de Eragon. Não que tenha desgostado, mas não foi tudo aquilo que eu estava esperando. Falaram tão bem, criei tantas expectativas, que quando li foi “eh“. Não gostei muito do estilo de escrita, me arrastei pela leitura, por isso “Eldest” e “Brisingr” estão lá, congelados na minha estante, esperando pelo dia em que terei coragem de continuar.

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Ufa, demorou bem mais do que eu imaginava, hehe. E fiquei curiosa, vocês já leram algum dos livros citados? Tem alguma sugestão de TAG que acham que eu poderia fazer? E se já fizeram ou forem fazer essa TAG, deixem o link nos comentários que eu quero ler as respostas de vocês também 😀

XOXO

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4 comentários sobre “LiteraTAG: Palavras Cruzadas

  1. Juh Fogaça disse:

    Olá!

    Primeira coisa a dizer: eu simplesmente amo TAGs! Então adorei a ideia de incluí-las nos conteúdos do blog. 🙂
    Segundo, concordei plenamente com as opiniões sobre 50 tons e A Culpa é das Estrelas. O primeiro eu realmente o achei fraco demais para ser um livro, e o segundo não cheguei a chorar, mas confesso que acho a história super bonitinha e que pode sim ser considerada uma boa história. Quanto aos outros, com excessão da Menina que Fazia Nevar, eu ainda não os li e até fiquei bastante curiosa.
    Sobre O Ciclo da Herança fiquei bastante surpresa, sempre quis comprá-los mas nunca pude e agora até estou pensando em baixar em pdf primeiro, assim terei certeza se vale a pena ou não.

    Bom, é isso! Gostei muito de essa TAG ter sido a primeira a ser respondida, e deu até vontade de respondê-la também!

    Bjos o/

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    • Liah Nogueira disse:

      Olá Juh, seja bem vinda! 😀
      Também sempre amei TAGs, mas nunca havia respondido uma antes, onde quer que fosse. Então achei divertidíssimo, apesar de dar certo trabalho, porque sou a pessoa mais indecisa da vida, hehe.
      Ah, que legal! Mesmo, é bom ver outra pessoa que concorde em algum dos pontos, não me sinto tão abandonada assim, lol. E você já leu “A Menina que Fazia Nevar”? Estou com muita vontade, é bom?
      Bom, eu sou um pontinho isolado nessa opinião sobre O Ciclo Herança, a maioria esmagadora das pessoas simplesmente ama a série, mesmo. Mas não sei, com essa de todo mundo sempre me falar bem, criei uma expectativa muito alta e não foi o que eu estava imaginando. Sei lá, o estilo da escrita não casou muito comigo, mas talvez você também adore ^^
      Opa, faça sim e poste o link aqui, vou adorar ler suas respostas!
      Beijos e uma ótima semana ♥

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      • Juh Fogaça disse:

        Olha, “A Menina que Fazia Nevar” é interessante, mas um tanto monótono o desenrolar da história, por isso não conclui a leitura ainda, mas pretendo dar uma segunda chance, quem sabe me surpreenda.

        E da indecisão eu sei bem como é! Eu sou assim, leio as tags e fico imaginando o que responderia, mas nunca respondi porque começo a achar injusto o fato de podermos dar apenas uma resposta uhsauhsa :p

        Pode deixar que eu posto sim, bjoos pra você também!

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        • Liah Nogueira disse:

          Ah, que pena! Me apaixonei tanto pela capa e pelo nome, mesmo a sinopse me chamou a atenção. Mas talvez agora eu adie um pouco a leitura, já que a lista nunca para de crescer, hehe. E sim, vou esperar que surpreenda mesmo. Quando terminar, me diga o que achou, vou adorar ter sua opinião para saber se leio ou não.
          E sim, é horrível ter que escolher um só, muito injusto. Ainda mais porque em algumas respostas eu pensava em diversos livros, enquanto em outras eu penei para achar um que fosse. É engraçado, sei lá, hehe.
          E bom fim de semana ♥

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