Confesso que li: Como dizer adeus em robô [Resenha]

Autora: Natalie Standiford
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501091024
Páginas: 344
Título Original: How to say goodbye in robot
Nota: 5 Estrelas + ❤

Sinopse: Bea não tem coração. Ela é feita de lata. Pelo menos é o que sua mãe pensa. Na verdade, ela é muito, muito sensível. Uma Garota Robô que protege um coração de ouro. Prestes a ser flechada por Cupido. Mas esqueça as asinhas e o arco e flecha. Nada de anjinhos rechonchudos… para Bea, o Cupido é o alfabeto. É ele que conspira para sentá-la ao lado de Jonah, também conhecido como Garoto Fantasma. Observador silencioso, ele não faz um amigo novo desde a terceira série. Não é um grande fã das pessoas em geral… Mas está disposto a abrir uma exceção para Bea. Talvez. Aos poucos, eles criam uma ligação singular. Nada de amizade comum para esses dois, em que tudo se baseia em fofocas e festas e o que todos acham. Não. Bea e Jonah não são como os outros… muito animados, muito simpáticos. Muito medíocres. Em vez disso, sua amizade vem de conversas comprometidas com a verdade, segredos partilhados, jogadas ousadas e telefonemas furtivos para o mesmo programa noturno de rário, fértil em teorias de conspiração. Eles ajudam um ao outro. E magoam um ao outro. Se rejeitam e se aproximam. Não é romance, exatamente – mas é definitivamente amor. E significa mais para eles do que qualquer um dos dois consegue compreender.

Para mim o livro deveria se chamar “Como destruir meu coração em 339 páginas e me deixar querendo mais”, porque esse foi o resultado do livro. Estou devastada porque acabou, queria poder passar mais tempo com esse livro tão cativante em mão. Precisei colocar a sinopse completa aqui no blog, da forma que aparece na orelha do livro, por um simples motivo: me apaixonei por ela! A compra desse livro, como eu disse no post Novos na Família #1, foi completamente aleatória e baseada apenas no título interessante, na capa atraente e no valor sedutor. Achei que não poderia me encantar mais pelo livro do que já estava encantada, mas estava errada. O livro fez parte de uma mega compra maluca de descontrole, mas, quando o peguei em minhas mãos, só tinha olhos para ele. Mal pude me controlar para terminar o livro que já estava lendo antes de começá-lo. E a espera valeu a pena.

Como dito na sinopse, o livro conta a história de Bea, uma garota de lata com sentimentos bem humanos. Após mudar de colégio mais uma vez, por causa do trabalho de seu pai, Bea se vê sozinha em uma nova escola no último ano escolar, e logo em uma escola particular onde todo mundo parece conhecer todo mundo desde a maternidade. Ela já está acostumada com o procedimento e já não liga mais tanto assim para as transferências, só quer chegar logo ao fim do ano letivo para se livrar de tudo aquilo. E poderia muito bem ser uma simples passagem por outra escola qualquer, não fosse o rapaz de pele pálida, cabelos e olhos claros que se senta ao seu lado em toda assembléia escolar: Jonah Tate, o Garoto Fantasma. Sua atenção é levada a ele apenas por sua outra acompanhante de assembléia, a animada Anne Sweeney, que transforma em sua missão pessoal apresentar Bea à comunidade escolar e inseri-la no grupo. Mas Bea não se importa tanto com as conversas superficiais ou com as festas do grupinho de Anne, e acaba envolvendo-se na mais improvável das amizades, logo com aquele que, sengundo os demais, já “morreu” há muito tempo.

O livro é simplesmente apaixonante. A história é construída de um jeito que você não consegue evitar o envolvimento e se vê cada vez mais e mais mergulhado na narrativa da Natalie, cercada pelo mundinho que ela construiu. Nada de pecados pelo excesso ou pela falta, a descrição dela é justamente na medida para fazer você saborear os acontecimentos sem se tornar enfadonha. É uma leitura bem leve, perfeita para aqueles momentos de descontração ou para se recuperar de uma leitura beeem pesada ou uma semana estressante, serve para recarregar as energias e arrebatar seu coração. Os personagens são cativantes e você não consegue deixar de se preocupar com eles, mesmo com alguns dos personagens secundários. O Walt é um amor e quero um desses na minha vida. E toda a trupe do programa de rádio é fenomenal, fiquei morrendo de vontade de encontrar um programa como o descrito no livro e fazer parte de sua comunidade “secreta”. São pequenos detalhes, mas que acabam te conquistando ainda mais.

O livro pode parecer um romance água com açúcar, mas é bem mais do que isso – pelo menos para mim. É uma história de uma amizade improvável, entre duas pessoas que provavelmente já haviam desistido de qualquer contato social mais profundo. E que começa e se desenvolve de um jeito nada convencional, nada típico, mas que evolui para uma coisa muito profunda, tão complexa e especial que nem os dois arriscam traduzir em palavras. Você passa o tempo todo torcendo e ansiando, querendo saber no que aquilo vai dar ou qual dos dois será o primeiro a dar o braço a torcer – e se isso sequer vai acontecer. Em alguns momentos você simplesmente tem certeza de tudo, simplesmente para na página seguinte essa certeza ser jogada no lixo e você se encontrar procurando seu rumo novamente.

O fim não foi nada, nada, NADA do que eu esperava. Devo confessar que me surpreendi bastante! Ao ler a sinopse e conforme avançava pela história, apesar de não conseguir apontar ou deduzir onde achava que a história chegaria, tinha uma vaga impressão de qual seria o “clima” do fim da história, e estava completamente enganada! Nunca em meus sonhos mais loucos imaginaria o fim que a autora reservou para nós. Eu amei, mas odiei. Vibrei e fiquei deprimida ao mesmo tempo. Passei quase uma hora andando de um lado para o outro da casa, contando para meus pais e minhas irmãs como a história acabava, dizendo que estava inconsolada por ter acabado e que queria mais. Essa foi a sensação que me dominou: o querer mais. Trezentas e trinta e nove páginas foi pouco para o meu pobre coraçãozinho, que ficou completamente apaixonado por tudo nesse livro.

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A capa é uma lindeza, me apaixonei pela lombada (é, pois é, ela fica linda na minha estante!) e toda a parte interna também é perfeita. Mesmo tendo páginas brancas, toda a construção é charmosa e impecável e eu fiquei completamente gamada nas páginas que indicam a troca de meses (eu sou COMPLETAMENTE perdida na vida e sempre fico boiando nessa passagem de tempo nos livros, então adorei o fato do próprio livro te mostrar a passagem), são muito amor. E foi bem assim, me apaixonei pela aparência, amei o conteúdo. Uma das melhores leituras do ano, entrou fácil na lista dos preferidos.

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4 comentários sobre “Confesso que li: Como dizer adeus em robô [Resenha]

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