Confesso que li: Cidades de Papel [Resenha]

cidades de papel

Autor: John Green
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573749
Páginas: 368
Título Original: Paper Towns
Nota: 5 Estrelas

Sinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.
Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.
Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Fiquei enrolando até agora para escrever minha primeira resenha ever (tirando as resenhas de livros da faculdade, que não contam), mas resolvi deixar o medo de lado e dar a cara a tapa. Começar com “Cidades de Papel”, de John Green, não teve nenhum significado especial – apesar de eu realmente amar o livro. Escrevi sobre o livro em um grupo do Facebook, para explicar a história para um menino (heey, Thalyson! õ/) e ele acabou sugerindo que eu deixasse o medo de lado e começasse a escrever resenhas. So there you go.

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Já li três livros do John Green e este é, de longe, meu preferido. Li em um momento da minha vida em que tinha muitos questionamentos sobre determinados assuntos, e o livro veio de encontro a tudo isso que eu questionava e me fez ver as coisas de um novo ângulo. A obra como um todo foi muito de encontro ao que eu precisava naquele momento, por isso sempre amarei “Cidades de Papel”, independente do que digam.

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De leitura bem leve e agradável, a história é dividida em três partes. Cada parte tem um tom e um ar diferente, sendo que a primeira e a terceira são bem mais “agitadas” e divertidas, com momentos bem cômicos que me fizeram rolar de rir, e a segunda um pouco mais introspectiva e “filosófica” (não é bem a palavra que eu queria usar, mas é a que mais se encaixa). Muitas pessoas reclamaram dessa segunda parte, dizendo ser cansativa e maçante, mas eu achei que foi a parte mais importante de todo o livro, onde a verdadeira mensagem da obra começa a se desenrolar.

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O que mais gostei no livro foi o jeito que o autor construiu o pensamento sobre o quanto de fato sabemos sobre as outras pessoas e o quanto é só a nossa IDEIA sobre as pessoas. Nós criamos e projetamos a imagem de uma pessoa de acordo com o que percebemos/conhecemos/esperamos/desejamos dela, mas isso não necessariamente é quem ela é de verdade, só quem ela é na nossa cabeça. E isso não depende só do que nós imaginamos, mas também do que a pessoa resolve mostrar para nós. Quantas vezes não omitimos ou não mencionamos um aspecto da nossa vida para alguém por achar que não é necessário, que “não é da conta dela” ou simplesmente por medo de mostrar quem realmente somos e sermos julgados? Você pode conviver anos com uma pessoa e não saber quem ela é de fato, dependendo do quanto ela resolver mostrar para você ou do quanto você se dispôs a deixar seu “pré-conceito” de lado e realmente conhecê-la.

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Além disso, o autor aborda a questão dos “pedestais” em que costumamos colocar algumas pessoas. Idealizamos a pessoa como o suprassumo da perfeição, a colocamos em um pedestal com uma redoma de vidro ao redor, e simplesmente esquecemos que ela também é um ser humano, como qualquer outro, que tem suas dúvidas e falhas, sonhos e imperfeições.

O final é surpreendente, foge do “lugar comum” e das fórmulas prontas que encontramos por aí. Conheço muita gente que ficou frustrada com o fim, realmente não é o que se espera, mas achei que combinou perfeitamente com a obra e com os personagens – se fosse qualquer outro resultado que não esse, acho que não faria tanto sentido. Enfim, simplesmente me apaixonei pelo livro e recomendo a todos 😀

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